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Fio Vermelho
Colagem em preto e vermelho: operário de capacete e uma mulher de lenço, de punho erguido, diante de uma bandeira vermelha. Arte do Fio Vermelho.

Série

A Revolta Apagada · Primeira República · anos 1910

Contestado: uma ferroviaamericana e a guerra queo Brasil escondeu

A República deu a uma empresa americana a terra em volta de uma ferrovia em Santa Catarina. Pra tirar os caboclos que viviam ali, mandou o Exército, canhão e o primeiro avião militar do país.

Thumbnail do vídeo: Percival Farquhar, dono da ferrovia, e "Ganhou terra de presente" em letras grandes

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Leitura · 15 min

O recado na porta da venda

Em 1914, na Guerra do Contestado, um bando de sertanejos atacou uma estação da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande, no planalto de Santa Catarina. Antes de ir embora, deixaram um recado escrito na porta de uma venda. Um militar que lutou do outro lado, Demerval Peixoto, copiou o texto do jeito que eles escreviam.

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

— Recado de rebeldes do Contestado, copiado por Demerval Peixoto, Campanha do Contestado, vol. I (1914) · ver fonte CARV

Traduzindo: o governo da República toca os filhos brasileiros das terras que pertencem à nação, e vende pro estrangeiro. Tocar, ali, é tocar como se toca gado: expulsar. O recado tem mais linhas, e elas voltam no fim desta história.

E o estrangeiro tinha nome: uma empresa americana, dona daquela ferrovia. O governo tinha dado pra ela a terra em volta dos trilhos, até 15 quilômetros pra cada lado. Mais de três horas de caminhada pra direita, e mais três pra esquerda, ao longo da linha. Só que essa terra tinha gente: gente que plantava ali havia gerações, e não tinha papel nenhum.

Pra tirar essa gente, a República mandou milhares de soldados e canhão. E usou avião numa operação militar pela primeira vez na história do Brasil. Contra camponês. Morreram milhares, e quantos, ninguém contou direito.

Durante quase setenta anos, essa guerra quase não apareceu em público. Quem ganhou não teve pressa de contar, porque contar essa guerra inteira mostra pra quem a República trabalhava. E leva até o que ocupa, hoje, o chão da maior serraria daquela empresa.

Fontes deste capítulo:ANCARVESP12TOPJUEBMORTOSdisputada, 7 fontes, 1 disputada
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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ESP12Fonte confirmada.

A construção da Linha Sul da EFSPRG (1908-1910): mão de obra e migrações

ficam de nenhum effeito

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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JUFonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada

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EBFonte confirmada.

23 de março — Dia da Aviação do Exército

missão de reconhecimento com bombardeio no reduto de Santa Maria

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MORTOSFonte disputada: os historiadores discordam.

Contestado: a história bem-contada (número de mortos)

Aqui os historiadores discordam.

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A terra dada: 15 km de cada lado do trilho

A empresa era a Brazil Railway, do empresário americano Percival Farquhar. Em 1907, ela comprou o controle da ferrovia que ia ligar São Paulo ao Rio Grande do Sul. O pedaço que faltava construir cortava o meio de Santa Catarina.

O contrato vinha do Império, e a República confirmou em 1890, com o Decreto nº 305, de 7 de abril. Terra do governo em volta da linha, até 15 quilômetros de cada lado, de presente pra companhia. O contrato ainda garantia juros sobre o dinheiro investido, por quilômetro de trilho: se a ferrovia rendesse pouco, o cofre público cobria a diferença.

O contrato do Império tinha uma contrapartida: assentar até 10 mil famílias, cada uma com um lote e uma casa. O decreto de 1890 derrubou essa parte. Sobre as cláusulas de colonização, o texto republicano diz só isto:

Decreto nº 305, Cláusula IV (sobre as cláusulas de colonização)1890-04-07 · citado por Márcia Espig, Varia Historia, 2012, p. 854

(...) ficam de nenhum effeito.

Documento da fonte ESP12

A obrigação caiu. A terra ficou.

O governo chamava aquilo de terra devoluta, quer dizer, terra sem dono. Só que dentro da faixa morava caboclo, indígena, gente que vivia de roça e de colher erva-mate. Quem diz isso é o próprio Arquivo Nacional, num texto do historiador Paulo Pinheiro Machado.

Arquivo Nacional, série "Que República é essa?"2018-07-31 · Paulo Pinheiro Machado, "Contestado"

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

Documento da fonte AN

Posseiro é isso: quem mora e planta na terra há anos, sem escritura. E a lei brasileira do século 19 reconhecia a posse de quem morava e cultivava. Na prática, quem decidia era o mais forte. E a partir de 1908, quando a companhia começou a medir a terra e a tirar posseiro, o mais forte era a companhia.

Fontes deste capítulo:ANCARVESP12, 3 fontes
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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ESP12Fonte confirmada.

A construção da Linha Sul da EFSPRG (1908-1910): mão de obra e migrações

ficam de nenhum effeito

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Oito mil enxadas

Pra abrir a linha no meio do mato, entre 1908 e 1910, a obra juntou uns 8 mil trabalhadores braçais. Chamavam de turmeiro: abria caminho, tirava pedra, assentava trilho. Muitos eram colonos imigrantes do Paraná, que vinham na entressafra ganhar um dinheiro a mais.

O salário passava pela mão de pequenos empreiteiros. E a comida, o trabalhador comprava em armazém da própria companhia. É o patrão que paga com uma mão e vende o feijão com a outra.

E a ferrovia tinha polícia própria. O Corpo de Segurança passou de 300 homens armados, mais que a polícia do estado do Paraná naquela época. Ao que tudo indica, nasceu pra segurar os próprios turmeiros. Depois, ganhou outro serviço: tirar posseiro da terra da companhia.

Em dezembro de 1910, os trilhos chegaram ao rio Uruguai, em Marcelino Ramos. A obra acabou. E os turmeiros? Quem responde é o general Setembrino de Carvalho, o mesmo que depois comandou a guerra contra os caboclos, no relatório que mandou ao ministro da Guerra em 1916.

Relatório do general Setembrino de Carvalho ao ministro da Guerra1916 · p. 3-4, transcrito por Márcia Espig, Anos 90, 2007

Terminada a construcção e por uma deslealdade dos empreiteiros commummente praticada com esses homens desprotegidos, foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas
(...) os sertões foram se enchendo dos peiores malfeitores (...) manejando por igual a picareta e a faca

Documento da fonte ESP07

Terminada a obra, os trabalhadores foram abandonados onde estavam, por deslealdade dos empreiteiros. No mesmo parágrafo, o general chama esses homens de os piores malfeitores, gente que manejava a picareta e a faca. A ordem é essa: a obra usa, o empreiteiro larga, e o general chama de bandido quem ficou largado.

Esses homens largados viraram rebeldes? A historiadora Márcia Espig foi atrás e achou um problema: quase todo livro repete isso, e a única fonte documental é esse relatório do general. Ela mostra que muitos turmeiros foram embora aos poucos, de volta pras colônias. Quantos ficaram e pegaram em armas, ninguém provou. O bandido vindo de fora é a versão de quem fez a guerra.

Fontes deste capítulo:CARVESP12ESP07TURMEIROSdisputada, 4 fontes, 1 disputada
CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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ESP12Fonte confirmada.

A construção da Linha Sul da EFSPRG (1908-1910): mão de obra e migrações

ficam de nenhum effeito

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ESP07Fonte confirmada.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado: a historiografia militar e o caso dos operários da EFSPRG

foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas

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TURMEIROSFonte disputada: os historiadores discordam.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado (os operários na guerra)

Aqui os historiadores discordam.

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A maior serraria da América do Sul

Enquanto o trilho avançava, o mesmo grupo abria uma madeireira, a Southern Brazil Lumber and Colonization Company, a Lumber. Em Três Barras, no norte de Santa Catarina, ela montou em 1910 a maior serraria da América do Sul. O alvo era a araucária, o pinheiro-do-paraná, a árvore do pinhão. E junto, imbuia, cedro, canela-preta.

Em 1913, a companhia já tinha uns 324 mil hectares. Mais de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A serraria chegou a ter uns 2 mil operários, entre o galpão e o corte no mato.

Em 1911, a companhia publicou um edital num jornal da região, O Palmense:

Edital da Companhia Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande, jornal O Palmense1911-11-05

Este faz saber a todos que é expressamente proibido invadir ou ocupar os terrenos pertencentes à Companhia Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande (...)

Documento da fonte CARV

O verbo escolhido foi invadir. Quem já morava ali antes do trilho chegar virou o invasor.

Em 1999, um morador da região contou ao historiador Paulo Pinheiro Machado o que a mãe dele tinha visto:

Em alguns lugares tiravam à força mesmo, com capangas. Em outras situações eles obrigavam o pessoal a assinar um papel em branco (...) As assinaturas serviam para as pessoas renunciarem ao direito de posse. Isto minha mãe viu pessoalmente

— Morador da região, em depoimento a Paulo Pinheiro Machado (1999) · ver fonte TOP

O papel em branco vinha com a promessa de acertar a terra de todo mundo. É memória de filho, contada décadas depois, e não tem documento que confirme. Mas bate com o que o edital do jornal já dizia: no papel, a terra já tinha outro dono.

O nome oficial era Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande. Nos trens, só as iniciais: EFSPRG. Demerval Peixoto, o militar que copiou o recado, anotou como o povo de um lugarejo, Perdizes, lia aquelas letras: Estrada Feita Somente pra Roubar pro Governo.

Havia-se gerado entre aquela ignorante gente a convicção de que as iniciais EFSPRG nos trens traduziam a esquisita sentença estrada feita somente para roubar pro governo

— Demerval Peixoto, Campanha do Contestado, vol. III · ver fonte CARV

O militar escreveu que era coisa de gente ignorante. Pra quem tinha perdido a terra pra linha, era um resumo.

Fontes deste capítulo:CARVTOPTOMPCN, 4 fontes
CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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TOMPFonte confirmada.

Cicatrizes do Contestado: a estatização da Southern Brazil Lumber and Colonization Company e o advento do Campo de Instrução Marechal Hermes

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CNFonte confirmada.

A Lumber, o Contestado e a história do desmatamento da floresta de araucária (1911-1950)

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O santo do pobre

Sem terra e sem ninguém por ele, o caboclo tinha um santo de casa: João Maria. Na verdade, pelo menos dois andarilhos usaram esse nome. Um italiano, no meio do século 19. E outro, mais ou menos de 1890 a 1908.

Benziam, mandavam levantar cruz, indicavam água boa pra curar. O segundo batia de frente com o padre e pregava que o fim do mundo estava perto.

Em 1912, apareceu um terceiro: José Maria, curandeiro, que dizia ser irmão do monge. Receitava chá e garrafada. Num sertão quase sem médico, ele era o posto de saúde que existia.

Em agosto daquele ano, ele foi chamado pra festa do Bom Jesus em Taquaruçu, no município de Curitibanos. Veio doente de toda parte. A festa acabou e o povo não foi embora.

O prefeito de Curitibanos, Francisco de Albuquerque, era fazendeiro e coronel. Coronel, ali, não é patente: é o chefão político do lugar. Ele desconfiou que o curandeiro trabalhava pro inimigo político dele e chamou a polícia de Florianópolis. E deu à gente da festa o rótulo de fanáticos e monarquistas, o mesmo que a República tinha pregado em Canudos, a guerra do sertão da Bahia, quinze anos antes.

José Maria saiu com um grupo pro Irani, numa terra que o Paraná e Santa Catarina disputavam e que o Paraná administrava. O Paraná mandou a polícia do estado, comandada por um coronel de farda, João Gualberto. Em 22 de outubro de 1912, a polícia foi batida. Morreu o coronel João Gualberto. E morreu José Maria.

O governo achou que tinha acabado. Só que a morte transformou o curandeiro em santo: ele ia voltar, diziam, à frente de um exército encantado.

Fontes deste capítulo:ANTOPJUATH, 4 fontes
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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JUFonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada

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ATHFonte confirmada.

Resenha de Lideranças do Contestado, de Paulo Pinheiro Machado

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A cidade santa

Um ano depois, o povo voltou pra Taquaruçu, em volta de uma menina, Teodora, que sonhava com José Maria mandando todo mundo voltar. Ali nasceu o que eles chamavam de cidade santa, ou quadro santo. A terra, o gado e a roça eram de todo mundo junto.

Um ditado dos redutos, registrado pela historiadora Marli Auras, resume a regra:

quem tem, mói; quem não tem, mói também, e no final, todos ficarão iguais

— Ditado dos redutos do Contestado, registrado por Marli Auras em Guerra do Contestado (1984) · ver fonte RAMP

Moer, ali, é levar o milho pro moinho. Quem tinha milho e quem não tinha saía de lá com farinha.

Onde chegavam, queimavam cartório e derrubavam cerca. Cartório, pra eles, era o lugar onde a terra deles virava a terra de outro. Na praça das quatro cruzes, o povo se juntava pra rezar e pegar a tarefa do dia. A religião era o jeito que aquela gente tinha de se organizar.

O movimento se espalhou por mais de 22 mil quilômetros quadrados, uma área maior que o estado de Sergipe inteiro. O maior reduto, Santa Maria, tinha 5.500 casas, contou um capitão do Exército. Há relatos de mais de 20 mil pessoas só ali.

Em junho de 1914, um capitão mandado pra patrulhar a região, Matos Costa, deu uma entrevista a um jornal do Paraná e contou do que os rebeldes reclamavam:

Entrevista do capitão Matos Costa a um jornal paranaense1914-06 · transcrita por Demerval Peixoto, Campanha do Contestado, vol. I, p. 156

Os jagunços queixam-se que o coronel Artur de Paula e outros chefes políticos lhes tomaram as terras que habitavam e agora lhes impedem de recorrer às terras devolutas do Governo, por se terem apossado delas pessoas conhecidas e que tem facilidade de obter dos governos, grandes territórios nos dois Estados

Documento da fonte CARV

O coronel Artur de Paula e outros chefes políticos tinham tomado as terras onde eles moravam. E nem as terras do governo eles podiam pedir mais, porque gente conhecida, com facilidade nos governos, tinha pegado territórios enormes nos dois estados. Quem diz é um oficial do Exército, no meio da guerra.

Fontes deste capítulo:CARVTOPJURAMPAREAdisputada, 5 fontes, 1 disputada
CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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JUFonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada

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RAMPFonte confirmada.

Resenha de Guerra do Contestado: a organização da Irmandade Cabocla, de Marli Auras

quem tem, mói; quem não tem, mói também, e no final, todos ficarão iguais

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AREAFonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra, cerco, fome e epidemias (área do movimento)

Aqui os historiadores discordam.

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A empresa pede tropa

Meses antes dessa entrevista, em fevereiro de 1914, já tinha vindo a primeira resposta de peso. O Exército cercou Taquaruçu pelo alto e abriu fogo. Os homens adultos estavam fora, levantando um reduto novo mais ao norte. No vale, eram sobretudo mulheres, crianças e velhos, mais de 200 pessoas.

Foram 175 granadas de estilhaço num dia. Mais de 200 casas e a igreja foram destruídas.

Um morador da região, que era criança na guerra, guardou a cena de um reduto bombardeado, sem dizer qual: todo mundo correu pra igreja, e o canhão acertou a igreja lotada de criança e mulher.

todos correram para a igreja (...) um tiro de canhão atingiu a igreja, que estava lotada de crianças e mulheres, pegou fogo (...) isto eu vi

— João Maria Palhano, criança na guerra, em entrevista a Paulo Pinheiro Machado · ver fonte TOP

No mês seguinte, o Exército atacou o reduto novo, Caraguatá, e perdeu. Tinha atirador caboclo escondido no alto das araucárias e das imbuias, e soldado atraído pra trilha sem saída no espinheiro. Quem guiava aquele reduto era uma menina de 15 ou 16 anos, Maria Rosa. Andava de branco, num cavalo branco.

Em setembro, os rebeldes atacaram Calmon, uma das sedes da Lumber. Queimaram a serraria e as instalações da ferrovia. Num desses ataques, morreu o capitão Matos Costa, o da entrevista.

Os governos do Paraná e de Santa Catarina pediram força federal. E os diretores da Lumber também pediram. Naquele mesmo setembro, o governo mandou o general Setembrino de Carvalho. A empresa pediu tropa, e a República mandou o Exército.

Ele juntou de 6 a 8 mil soldados, conforme a conta. E mais uns 2 mil civis armados, os vaqueanos: peão de fazendeiro posto em armas. O historiador Paulo Pinheiro Machado calcula que era mais da metade de toda a tropa do Exército brasileiro. Tudo isso pra cercar caboclo de facão e espingarda, no meio de Santa Catarina.

Fontes deste capítulo:ANESP07TOPJUATHTOMPTROPASdisputada, 7 fontes, 1 disputada
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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ESP07Fonte confirmada.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado: a historiografia militar e o caso dos operários da EFSPRG

foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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JUFonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada

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ATHFonte confirmada.

Resenha de Lideranças do Contestado, de Paulo Pinheiro Machado

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TOMPFonte confirmada.

Cicatrizes do Contestado: a estatização da Southern Brazil Lumber and Colonization Company e o advento do Campo de Instrução Marechal Hermes

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TROPASFonte disputada: os historiadores discordam.

Contestado (tamanho da tropa de Setembrino)

Aqui os historiadores discordam.

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O avião e a fome

O plano do general era cercar: fechar os quatro lados, cortar a comida e esperar. E foi nesse cerco que o Exército brasileiro usou avião em operação militar pela primeira vez. O piloto era o tenente Ricardo Kirk, primeiro aviador militar do Exército, formado na França.

Em 1º de março de 1915, Kirk decolou pra uma missão que o próprio Exército descreve assim:

missão de reconhecimento com bombardeio no reduto de Santa Maria

— Exército Brasileiro, 23 de março, Dia da Aviação do Exército (2025) · ver fonte EB

Se chegou a cair bomba, o texto não diz. Com tempo ruim e quase nada de visibilidade, o avião bateu num pinheiro alto e caiu. Kirk morreu. A madeireira derrubava pinheiro pra vender; o primeiro avião de guerra do Brasil caiu batendo num.

Em abril, Santa Maria foi destruída. E o que mais matou ali não foi bala. Foi a fome do cerco. Um homem que viveu nos redutos até o fim, Raulino Correa, contou ao historiador Paulo Pinheiro Machado o que acontecia quando aparecia uma rês pra matar:

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

— Raulino Correa, que viveu nos redutos, em entrevista a Paulo Pinheiro Machado · ver fonte TOP

No fim, comiam xaxim, raiz, o que se mexesse.

Quantos morreram, ninguém contou. As estimativas vão de 3 mil a 30 mil, e a mais citada fala em mais de 10 mil. Paulo Pinheiro Machado estima que em combate não chegou a mil. A fome é que matou família inteira: seguramente mais de 10 mil pessoas.

Fontes deste capítulo:ESP07TOPEBMORTOSdisputadaQUEDA-KIRKdisputada, 5 fontes, 2 disputadas
ESP07Fonte confirmada.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado: a historiografia militar e o caso dos operários da EFSPRG

foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas

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Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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EBFonte confirmada.

23 de março — Dia da Aviação do Exército

missão de reconhecimento com bombardeio no reduto de Santa Maria

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MORTOSFonte disputada: os historiadores discordam.

Contestado: a história bem-contada (número de mortos)

Aqui os historiadores discordam.

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QUEDA-KIRKFonte disputada: os historiadores discordam.

23 de março — Dia da Aviação do Exército (a queda de Kirk)

Aqui os historiadores discordam.

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O açougue

Com Santa Maria no chão, o general deu a missão por cumprida, e boa parte do Exército foi embora. Os sobreviventes formaram redutos novos. E o serviço ficou com outra gente. Um juiz de Canoinhas, o doutor Miletto, deu a receita num jornal de Lages, O Lageano, em junho de 1915:

a luta, para ser profícua ao restabelecimento da ordem sem grandes ônus ao país, tem que ser de caboclos contra caboclos

— Juiz Miletto, de Canoinhas, O Lageano, 26 de junho de 1915 (1915) · ver fonte TOP

Pra sair barato pro país, a luta tinha que ser de caboclo contra caboclo. O governo federal mandou armas pra civis. E os vaqueanos, gente de coronel, passaram a caçar caboclo no mato.

Conta o historiador Paulo Pinheiro Machado que os vaqueanos eram pagos pelo número de orelhas que traziam. O povo da região deu nome a essa fase: o açougue.

Em Canoinhas, um chefe vaqueano, Pedro Leão de Carvalho, o Pedro Ruivo, foi processado, acusado de tirar mais de cem presos da cadeia da vila e degolar na beira do rio Iguaçu. O promotor juntou as provas e o juiz aceitou. E o júri absolveu Pedro Ruivo três vezes.

Adeodato Ramos virou chefe dos redutos em novembro de 1914, quando morreu o chefe anterior. Foi o último. Caiu preso no fim da guerra e, segundo o Arquivo Nacional, continuou preso de forma ilegal. Em 1923, foi morto pelo diretor do presídio de Florianópolis.

O acusado de degolar cem presos saiu livre. O chefe caboclo morreu na cadeia.

Fontes deste capítulo:ANTOPJU, 3 fontes
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

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Contestado: a história bem-contada

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Os redutos também matavam

Agora a parte que quem defende os caboclos costuma pular: os redutos também mataram, e muito. No ataque a Calmon, os homens adultos da vila foram mortos. Os piquetes rebeldes arrancavam gado das fazendas e levavam gente pro reduto por bem ou por mal.

E o último chefe, Adeodato, comandou o fim dos redutos no terror. Sobreviventes contam que ele matava quem tentava sair, com medo de fuga, e que muita gente só ficava por medo dele.

E sim, eles eram monarquistas. Era uma das linhas do recado da porta da venda, que pedia a lei de Deus, que é a monarquia. Só que um antigo rebelde, Paulino Pereira, explicou em 1954, numa entrevista a Maurício Vinhas de Queiroz, o que monarquia queria dizer pra ele:

no tempo do Império não havia tais violências... As terras, cada caboclo podia então requerer para si

— Paulino Pereira, antigo rebelde, a Maurício Vinhas de Queiroz (1954) · ver fonte CARV

A monarquia que eles queriam de volta era o tempo de antes do trilho. Não o imperador. A terra.

Nada disso muda a ordem dos fatos. Primeiro veio a concessão, o aviso no jornal, a polícia da companhia. Depois veio o reduto. E o terror do fim aconteceu dentro de um cerco montado pra vencer pela fome. Quem pediu tropa federal não foi o caboclo.

Fontes deste capítulo:CARVTOPATH, 3 fontes
CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

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ATHFonte confirmada.

Resenha de Lideranças do Contestado, de Paulo Pinheiro Machado

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Por que o Brasil escondeu

Começa pelo nome. Contestado não é o nome de uma guerra. É o nome de uma briga de divisa: uma terra que Paraná e Santa Catarina disputavam.

Em 1916, com a guerra no fim, os dois governos assinaram um acordo de limites e dividiram o mapa. Numa das cláusulas, segundo o Arquivo Nacional, ficavam garantidos os interesses dos coronéis do Paraná. Por muito tempo, foi isso que se contou: uma questão de limites. A guerra virou uma linha no mapa.

Depois veio o silêncio, até os anos 1980. E até descendente de rebelde aprendeu a chamar os seus de jagunço e fanático. Boa parte dos papéis do Exército só foi liberada em 1996, no centenário de Canudos. Sobre o Contestado, o historiador Paulo Pinheiro Machado achou ali 32 caixas.

E a versão do vencedor segue viva. O neto de um coronel do planalto disse ao historiador:

A guerra foi assim, puro banditismo (...) Naquela época havia terra de sobra para quem quisesse

— Neto de um coronel do planalto, em entrevista a Paulo Pinheiro Machado · ver fonte TOP

A gente já contou Canudos nesta série. Canudos ganhou um livro famoso, Os Sertões, de Euclides da Cunha, de 1902. Já houve quem dissesse que faltou ao Contestado o seu Euclides da Cunha. Faltou mais que isso. Faltou a quem ganhou alguma vontade de contar como ganhou.

Fontes deste capítulo:ANTOPJURAMP, 4 fontes
ANFonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?")

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

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TOPFonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado

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JUFonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada

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Resenha de Guerra do Contestado: a organização da Irmandade Cabocla, de Marli Auras

quem tem, mói; quem não tem, mói também, e no final, todos ficarão iguais

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O que tem hoje no chão da serraria

Falta a pergunta do começo: e o chão da serraria? A Lumber seguiu serrando por mais de 20 anos depois da guerra. Em 1940, o governo de Getúlio Vargas passou os bens da companhia pra União, pelo Decreto-Lei nº 2.346, de 22 de julho. Em 1952, a área da serraria de Três Barras foi entregue ao Exército.

Hoje, ali é um campo de treinamento do Exército, o Campo de Instrução Marechal Hermes. Nos anos 1950, o governo ainda desapropriou mais de 7 mil hectares em volta pra aumentar o campo.

Entre 27 de setembro e 2 de outubro de 2026, segundo o material da própria artilharia do Exército publicado pelo site Sociedade Militar, 1.010 militares fizeram ali um exercício de tiro real de artilharia: canhão, morteiro pesado e drone carregado de explosivo. O nome do exercício, segundo esse mesmo material: Operação Setembrino de Carvalho. O general do cerco, que depois virou ministro da Guerra.

O piloto da missão sobre Santa Maria, Ricardo Kirk, virou em 2021 o patrono da aviação do Exército. A base dessa aviação, em Taubaté, se chama Forte Ricardo Kirk.

E Calmon, onde ficava uma das sedes da Lumber, teve na última medição por cidade, de 2010, a segunda pior nota de qualidade de vida de Santa Catarina: IDHM de 0,622, contra 0,774 do estado. A araucária hoje está na lista das árvores ameaçadas de extinção. O general virou nome de exercício de tiro.

Volta pro recado da porta da venda. A última frase dele era esta:

nós agora estemo disposto a fazer prevalecer os noços direito

— Recado de rebeldes do Contestado, copiado por Demerval Peixoto, Campanha do Contestado, vol. I (1914) · ver fonte CARV

Nós agora estamos dispostos a fazer prevalecer os nossos direitos. Não escreveram eu. Escreveram nós. Gente que ninguém deixou ter papel de terra escreveu o seu, na porta de uma venda.

O Exército guarda os seus nomes: Setembrino, Kirk. Os nossos são Teodora, Maria Rosa, José Maria. E tem os 8 mil que abriram a linha e foram largados: contaram quantos eram, mas nenhum nome ficou no papel.

Quem tem poder organiza a memória do jeito que lhe convém. A nossa, ou a gente organiza junto, ou vira linha de divisa no mapa. Quando disserem que o Brasil é um país sem guerra, lembra do planalto de Santa Catarina. Teve canhão, teve avião, e do outro lado tinha um recado escrito nós.

Fontes deste capítulo:CARVESP07TOMPEBSMD32431IDHM-SCFAPESP, 8 fontes
CARVFonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

Ver na lista completa

ESP07Fonte confirmada.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado: a historiografia militar e o caso dos operários da EFSPRG

foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas

Ver na lista completa

TOMPFonte confirmada.

Cicatrizes do Contestado: a estatização da Southern Brazil Lumber and Colonization Company e o advento do Campo de Instrução Marechal Hermes

Ver na lista completa

EBFonte confirmada.

23 de março — Dia da Aviação do Exército

missão de reconhecimento com bombardeio no reduto de Santa Maria

Ver na lista completa

SMFonte confirmada.

Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em exercício com fogo real

Ver na lista completa

D32431Fonte confirmada.

Decreto nº 32.431, de 17 de março de 1953

Ver na lista completa

IDHM-SCFonte confirmada.

Lista de municípios de Santa Catarina por IDH-M

Ver na lista completa

FAPESPFonte confirmada.

Estudo sobre o risco de extinção das árvores da Mata Atlântica

Ver na lista completa

Fontes

Tudo que a gente conta no episódio tem a fonte aqui embaixo.

20 fontes · 15 confirmadas · 5 disputadas

AN

Fonte confirmada.

Contestado (série "Que República é essa?") — Paulo Pinheiro Machado (UFSC), Arquivo Nacional, 2018-07-31

A doação de até 15 km de terra de cada lado da ferrovia; os posseiros caboclos, indígenas e ervateiros dentro da faixa; o pedido de tropa federal feito pelos executivos da Lumber em setembro de 1914; o combate do Irani em 22/10/1912; a prisão ilegal de Adeodato e a morte dele em 1923; o acordo de limites de 1916, com uma cláusula que garantia os interesses dos coronéis do Paraná.

dentro desta faixa de terrenos existiam muitos posseiros caboclos, indígenas e ervateiros

https://querepublicaeessa.an.gov.br/index.php/que-republica-e-essa/assuntos/temas/97-tema-contestado

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CARV

Fonte confirmada.

Posseiros e intrusos: o direito à terra na região do Contestado — Tarcísio Motta de Carvalho, ANPUH, XXII Simpósio Nacional (cita Demerval Peixoto, Campanha do Contestado), 2003

O recado deixado na porta de uma venda em 1914, copiado por Demerval Peixoto; a lei que reconhecia a posse de quem morava e cultivava; a demarcação e as expulsões a partir de 1908; o Corpo de Segurança de mais de 300 homens; o armazém da companhia; o edital de 1911 em O Palmense; a leitura popular das iniciais EFSPRG; a entrevista do capitão Matos Costa em 1914; o depoimento de Paulino Pereira em 1954.

O guverno da República toca os Filhos Brasileiros dos terreno que pertence a nação e vende para o estrangeiro

https://mail.anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548177541_67159c6a51c0f97ed15f044aab9f6c74.pdf

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ESP12

Fonte confirmada.

A construção da Linha Sul da EFSPRG (1908-1910): mão de obra e migrações — Márcia Janete Espig, Varia Historia (UFMG) v. 28 n. 48, p. 849-869, 2012

A compra da ferrovia pela Brazil Railway em 1907; o decreto de 1890 com a faixa de 15 km, a garantia de juros e a queda das cláusulas de colonização (10 mil famílias, lote e casa); os cerca de 8 mil turmeiros, muitos colonos do Paraná na entressafra; o salário pago por empreiteiros; o Corpo de Segurança criado possivelmente pra reprimir os turmeiros; a chegada ao rio Uruguai em dezembro de 1910.

ficam de nenhum effeito

https://www.redalyc.org/pdf/3844/384434846017.pdf

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ESP07

Fonte confirmada.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado: a historiografia militar e o caso dos operários da EFSPRG — Márcia Janete Espig, Anos 90 (UFRGS) v. 14 n. 25, p. 199-219 (transcreve o relatório de Setembrino de Carvalho, 1916), 2007

O relatório de Setembrino de Carvalho (1916) sobre os trabalhadores abandonados e chamados de malfeitores; a constatação de que essa é a única fonte documental da tese dos operários rebeldes; o plano de estrangulamento do abastecimento; o envio de Setembrino em setembro de 1914 e a ida dele pro Ministério da Guerra em 1922.

foram os trabalhadores da linha abandonados nos mesmos sitios em que se achavam as turmas

https://seer.ufrgs.br/index.php/anos90/article/view/5407

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TOP

Fonte confirmada.

Guerra, cerco, fome e epidemias: memórias e experiências dos sertanejos do Contestado — Paulo Pinheiro Machado, Topoi v. 12 n. 22, p. 178-186, 2011

O silêncio público até os anos 1980; o depoimento sobre a expulsão com capangas e o papel em branco (1999); o coronel Albuquerque; o Irani; Teodora; a área de mais de 22 mil km²; as 5.500 casas de Santa Maria; o bombardeio de Taquaruçu (175 granadas, mais de 200 casas e a igreja); a derrota em Caraguatá; os depoimentos de João Maria Palhano e Raulino Correa; o juiz Miletto; as armas para civis; o processo de Pedro Ruivo e as três absolvições; a chefia de Adeodato; o recrutamento por bem ou por mal; o neto do coronel.

as crianças cercavam o animal abatido e comiam até as tripas quentes

https://revistas.ufrj.br/index.php/topoi/article/view/70481

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JU

Fonte confirmada.

Contestado: a história bem-contada — Luiz Sugimoto, Jornal da Unicamp (sobre Paulo Pinheiro Machado, Lideranças do Contestado, 2004), 2005

Os posseiros que ocupavam a terra havia gerações; os dois João Maria; a festa do Bom Jesus em Taquaruçu; o rótulo de fanáticos e monarquistas; a cidade santa com posse comum de terra, gado e roça; a praça das quatro cruzes; os relatos de mais de 20 mil pessoas num reduto; Maria Rosa; os vaqueanos pagos por orelha e a fase do açougue; as 32 caixas liberadas pelo Arquivo Histórico do Exército em 1996; a frase sobre o Euclides da Cunha que faltou ao Contestado.

https://www.cecult.ifch.unicamp.br/pf-cecult/public-files/publicacoes/83/liderancas-luiz-sugimoto.pdf

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ATH

Fonte confirmada.

Resenha de Lideranças do Contestado, de Paulo Pinheiro Machado — Enéas Athanázio, 2008

O segundo João Maria, que peregrinou de 1890 a 1908 e teve relação hostil com o clero; José Maria como erveiro que receitava garrafadas; o ataque a Calmon em setembro de 1914, com a serraria da Lumber queimada, os homens adultos mortos e a morte do capitão Matos Costa.

https://www.cecult.ifch.unicamp.br/pf-cecult/public-files/publicacoes/83/paulopinheiro-05.pdf

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RAMP

Fonte confirmada.

Resenha de Guerra do Contestado: a organização da Irmandade Cabocla, de Marli Auras — Waldir Rampinelli (UFSC), Lutas Sociais (PUC-SP), 2021

O ditado dos redutos registrado por Marli Auras; a queima dos cartórios e a derrubada das cercas; a guerra apresentada pelo oficialismo como simples disputa de território entre dois estados.

quem tem, mói; quem não tem, mói também, e no final, todos ficarão iguais

https://revistas.pucsp.br/index.php/ls/article/download/61470/41843/193574

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TOMP

Fonte confirmada.

Cicatrizes do Contestado: a estatização da Southern Brazil Lumber and Colonization Company e o advento do Campo de Instrução Marechal Hermes — Alexandre Assis Tomporoski, Desenvolvimento Regional em Debate v. 6 n. 3, p. 178-192, 2016

A Lumber como subsidiária da Brazil Railway e a maior madeireira da América do Sul, instalada em Três Barras em 1910; as araucárias, imbuias, canelas e cedros; Calmon como propriedade da Lumber; o Decreto-Lei 2.346, de 22/7/1940; a entrega da área ao Exército em 1952; a desapropriação de 7.614 hectares em 1956.

https://www.redalyc.org/journal/5708/570863074010/movil/

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CN

Fonte confirmada.

A Lumber, o Contestado e a história do desmatamento da floresta de araucária (1911-1950) — Miguel M. X. de Carvalho e Eunice S. Nodari (UFSC), Rede Brasileira de História Ambiental, 2009-01-18

As terras da Lumber em 1913, cerca de 324.800 hectares, e os cerca de 2 mil operários da companhia.

https://www.uvm.edu/~jfarley/UFSC%20AE%20PES/literature/desmatamento.html

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EB

Fonte confirmada.

23 de março — Dia da Aviação do Exército — Exército Brasileiro, 2025

O primeiro emprego de aviões pelo Exército num teatro de operações, no Contestado; Ricardo Kirk, primeiro piloto militar, formado na França; a missão de 1º/3/1915 e a queda ao bater num pinheiro; Kirk patrono da Aviação do Exército em 2021 e o Forte Ricardo Kirk, em Taubaté.

missão de reconhecimento com bombardeio no reduto de Santa Maria

https://www.eb.mil.br/documents/d/central-de-conteudos/aviacao-23-mar-2025

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SM

Fonte confirmada.

Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em exercício com fogo real — Sociedade Militar (material da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército), 2026-10-08

A Operação Setembrino de Carvalho 2026, de 27 de setembro a 2 de outubro, no Campo de Instrução Marechal Hermes, com 1.010 militares, tiro real de artilharia, morteiros pesados e munições remotamente pilotadas. É a única fonte pública desse exercício: material do próprio Exército, publicado pela imprensa militar.

https://www.sociedademilitar.com.br/2026/10/exercito-mobiliza-1-010-militares-e-mais-de-130-viaturas-em-exercicio-com-fogo-real-testa-obuseiros-autopropulsados-e-rebocados-morteiros-pesados-e-municoes-remotamente-pilotadas-af26-afch.html

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D32431

Fonte confirmada.

Decreto nº 32.431, de 17 de março de 1953 — Presidência da República, 1953-03-17

Dá ao campo de instrução do Exército em Três Barras (SC) o nome de Campo de Instrução Marechal Hermes.

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Atos/decretos/1953/D32431.html

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IDHM-SC

Fonte confirmada.

Lista de municípios de Santa Catarina por IDH-M — Wikipédia, com dados do PNUD (2010)

Calmon tem IDHM 0,622 em 2010, o segundo menor de Santa Catarina, logo acima de Cerro Negro; o IDHM do estado é 0,774.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_munic%C3%ADpios_de_Santa_Catarina_por_IDH-M

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FAPESP

Fonte confirmada.

Estudo sobre o risco de extinção das árvores da Mata Atlântica — Agência FAPESP, 2024-01-11

A araucária aparece entre as árvores ameaçadas de extinção.

https://agencia.fapesp.br/50617

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MORTOS

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Contestado: a história bem-contada (número de mortos) — Luiz Sugimoto, Jornal da Unicamp, citando Paulo Pinheiro Machado, 2005

Quantos morreram na guerra: as estimativas, muito imprecisas, vão de 3 mil a 30 mil; o Arquivo Nacional fala em mais de 10 mil; Marli Auras, via Rampinelli, em 8 mil. Paulo Pinheiro Machado estima menos de mil mortos em combate e mais de 10 mil de fome.

Aqui os historiadores discordam.

https://www.cecult.ifch.unicamp.br/pf-cecult/public-files/publicacoes/83/liderancas-luiz-sugimoto.pdf

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 8

TROPAS

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Contestado (tamanho da tropa de Setembrino) — Paulo Pinheiro Machado, Arquivo Nacional, 2018-07-31

Quantos soldados Setembrino juntou: o Arquivo Nacional fala em 6 mil soldados e mais de 2 mil vaqueanos; Paulo Pinheiro Machado, no Jornal da Unicamp, em 8 mil soldados, mais da metade do efetivo do Exército; um trabalho da ANPUH (2005), em 6 mil soldados e mil civis. "Mais da metade do Exército" é cálculo de historiador, não dado oficial.

Aqui os historiadores discordam.

https://querepublicaeessa.an.gov.br/index.php/que-republica-e-essa/assuntos/temas/97-tema-contestado

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AREA

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra, cerco, fome e epidemias (área do movimento) — Paulo Pinheiro Machado, Topoi, 2011

O tamanho da área do movimento: Paulo Pinheiro Machado fala em mais de 22 mil km²; Maurício Vinhas de Queiroz (1966) dá 28 mil km² no auge. O texto usa o número menor.

Aqui os historiadores discordam.

https://revistas.ufrj.br/index.php/topoi/article/view/70481

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 6

QUEDA-KIRK

Fonte disputada: os historiadores discordam.

23 de março — Dia da Aviação do Exército (a queda de Kirk) — Exército Brasileiro, 2025

Por que o avião de Kirk caiu: o Exército diz que ele bateu num pinheiro alto, com baixíssima visibilidade; o Museu Aeroespacial da FAB fala em pane mecânica. O texto segue a versão do Exército.

Aqui os historiadores discordam.

https://www.eb.mil.br/documents/d/central-de-conteudos/aviacao-23-mar-2025

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TURMEIROS

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Breve estudo sobre o Movimento do Contestado (os operários na guerra) — Márcia Janete Espig, Anos 90 (UFRGS), 2007

Quantos turmeiros entraram na guerra: Setembrino (1916) diz que eles encheram os sertões de malfeitores; Márcia Espig mostra que essa é a única fonte documental e que outros memorialistas militares não a repetem; Paulo Pinheiro Machado diz que trabalhadores demitidos da ferrovia aderiram, mas eram da própria região. Ninguém provou quantos.

Aqui os historiadores discordam.

https://seer.ufrgs.br/index.php/anos90/article/view/5407

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 3

Conto deste episódio

  • Ficção

    Milho vermelho

    Desde que o trilho chegou ao vale, uma família de posseiros carrega de um lugar pro outro um punhado de milho vermelho, esperando a terra onde plantar.

    · 19 min de leitura

Linha do tempo

  1. 1890-04-07

    Decreto nº 305 confirma a concessão da ferrovia, com até 15 km de terra de cada lado dos trilhos.

  2. 1907

    A Brazil Railway, de Percival Farquhar, compra o controle da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande.

  3. 1910

    A Lumber, do mesmo grupo, monta em Três Barras a maior serraria da América do Sul.

  4. 1911-11-05

    Edital da companhia em O Palmense proíbe "invadir ou ocupar" os terrenos dela.

  5. 1912-10-22

    Combate do Irani: morrem o coronel João Gualberto e o curandeiro José Maria.

  6. 1914-02

    O Exército bombardeia Taquaruçu com 175 granadas; a igreja e mais de 200 casas são destruídas.

  7. 1914-09

    Rebeldes queimam Calmon; governos estaduais e a Lumber pedem tropa, e o general Setembrino é enviado.

  8. 1915-03-01

    Ricardo Kirk decola na primeira missão aérea do Exército, sobre o reduto de Santa Maria, e morre na queda.

  9. 1915-04

    O reduto de Santa Maria é destruído; a fome do cerco mata mais que as balas.

  10. 1940-07-22

    Decreto-Lei nº 2.346, de Getúlio Vargas, passa os bens da Brazil Railway e da Lumber à União.

  11. 1952-09-11

    A área da serraria de Três Barras é transferida ao Exército.

  12. 2026-09-27

    Começa em Três Barras o exercício de tiro real Operação Setembrino de Carvalho, com 1.010 militares.

Créditos

Imagem
Estação de madeira da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande em Rio Caçador (SC), c. 1910, com multidão na plataforma — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Dois homens a cavalo em estrada de terra, com grupo de homens ao fundo, foto da época da guerra (sem identificação) — trecho do filme Olhar Contestado (Fabianne Balvedi, 2012), CC BY 3.0 — Claro Jansson e acervos · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Esquina das ruas Broad e Wall, Nova York, depois de maio de 1913 — Bain News Service (Library of Congress) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mapa da rede da Brazil Railway no Sul do Brasil, 1913 — Lloyd's Greater Britain Publishing, 'Impressões do Brazil no Seculo Vinte' — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Oficiais diante de um avião monoplano, Guerra do Contestado, 1915 — Imprensa Militar — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cemitério do Contestado (SC) hoje, cruzes de madeira — J. M. Guimarães, domínio público — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Pilhas altas de tábuas serradas no pátio da serraria — filme da Lumber, 1922 (Botelho Film) — Botelho Film · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de Percival Farquhar, c. 1913 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Trilho de bitola estreita com toras e operários em obra de madeireira — filme da Lumber, 1922 (Botelho Film) — Botelho Film · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Mapa das redes ferroviárias brasileiras em 1913, com a Brazil Railway — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Detalhe de uma ação da Brazil Railway Company, 1912 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Decreto manuscrito do Senado Federal de 1918 (anistia aos envolvidos no Contestado), artigos numerados — usado como documento oficial de época, NÃO é o contrato da ferrovia — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Corte em rocha aberto a dinamite para a ferrovia Madeira-Mamoré (outra obra do grupo Farquhar, Amazônia), c. 1909 — Museu Paulista/USP; imagem ilustrativa, não é a linha de Santa Catarina — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Acampamento de trabalhadores na construção da ferrovia Madeira-Mamoré (outra obra do grupo Farquhar), c. 1909 — Museu Paulista/USP; ilustrativo — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Armas de fogo usadas na região nas guerras do Contestado e outras, Museu Histórico de Campos Novos (SC) — Deyvid Setti e Eloy Olindo Setti — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Escavadeira a vapor e barracas na construção da ferrovia Madeira-Mamoré (obra do grupo Farquhar) — Museu Paulista/USP; ilustrativo — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Estrutura de madeira e trilhos em obra da ferrovia Madeira-Mamoré (grupo Farquhar) — Museu Paulista/USP; ilustrativo — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato do general Fernando Setembrino de Carvalho, ministro da Guerra — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mata de araucárias no planalto de Campos Novos (SC), hoje — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Pinha de araucária com pinhões, Itaiópolis (SC) — Paulo Marcelo Adamek — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Boca de túnel de pedra com as letras E.F.S.P.R.G. e o ano na fachada — documentário Memorável Trem de Ferro (TV Brasil/Ernoy Mattiello, 2011) — Wikimedia Commons · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Igreja Matriz de Curitibanos (SC), hoje — Rafael Drake — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Página de jornal de época 'Os Fanáticos de Taquarussú' — Agência Senado, reportagem 'Esquecida pela história, Guerra do Contestado terminou há 100 anos' (2016). Marca d'água do canto: aplicar recorte espacial — Agência Senado · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Folha de rosto de 'Os Sertões', Euclides da Cunha, Laemmert, 1902 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Infantaria do corpo de polícia marchando rumo à zona de combate, Guerra do Contestado — Claro Jansson/Acervo Dorothy Jansson Moretti — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Multidão de sertanejos e cavaleiros em campo aberto, imagem da campanha do Contestado — Glaucongaleano — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Retrato do capitão João Teixeira de Matos Costa, Exército — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Oficiais e soldados do Exército em mato baixo, Colônia Vieira, março de 1915 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Escultura de Maria Rosa com bandeira, homenagem moderna em Terra do Contestado (SC) — Gilmar Fernando Ribas; NÃO é foto de época — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Praça da República (Rio de Janeiro) com o Quartel do Exército à direita, c. 1904–1910 — Núcleo de digitalização/IMS — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Oficiais diante de um avião monoplano, Guerra do Contestado, 1915 (outra versão da foto) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato do aviador Ricardo Kirk com capacete de voo, antes de 1916 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Militares na vila de Canoinhas, revista Fon-Fon!, 1914–1915 (ilustrativo; não mostra Pedro Ruivo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Recorte da revista de 1916: Adeodato Manoel Ramos preso entre dois militares — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Notícia de 1916: 'O Adeodato não foi absolvido' — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Brasão oficial do Império do Brasil, 1822–1889 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Ação preferencial da Brazil Railway Company, 1910 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Brasão de armas do Paraná, 1910 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de Euclides da Cunha, c. 1900 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Monumento a Ricardo Kirk (busto em mármore) em Taubaté — denistav, domínio público — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Pinhas e pinhões de araucária numa caixa de feira — Marcelo Träsel — Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Escultura em homenagem ao caboclo da Guerra do Contestado — Gilmar Fernando Ribas; NÃO é foto de época — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Página de livro antigo impresso em português (Os Sertões, 1902), usada como imagem ilustrativa de livro de história — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Outra página de livro antigo impresso em português (Os Sertões, 1902), ilustrativa — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Carro de boi, aquarela da Coleção Brasiliana Iconográfica — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato do general Fernando Setembrino de Carvalho, c. 1900 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Obuseiros autopropulsados M109 do Exército Brasileiro em exercício de campo, 2016 — foto Sd Mauro (CEP/FDC), Exército Brasileiro (foto de arquivo do Exército, não é do campo de Três Barras) — Exército Brasileiro / Manobra Escolar 2016 · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Floresta Nacional de Três Barras (SC), 2026 — foto Mathuzza (Wiki Loves Earth) — Mathuzza · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Obuseiro M109 de 155 mm do Exército Brasileiro disparando, 2016 — foto Sd Mattos (CEP/FDC), Exército Brasileiro (foto de arquivo do Exército) — Exército Brasileiro / Manobra Escolar 2016 · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Obuseiro de 105 mm do Exército Brasileiro em tiro, 2016 — foto Sd Mattos (CEP/FDC), Exército Brasileiro (foto de arquivo do Exército) — Exército Brasileiro / Manobra Escolar 2016 · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Morteiro do Exército Brasileiro disparando no Exercício Conjunto Meridiano Ibagé, 2021 — foto Cel André, Ministério da Defesa — Ministério da Defesa · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Estrada entre araucárias no Paraná, cartão-postal antigo sobre a plantação de erva-mate — reprodução Fernandoweiblen — Fernandoweiblen · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Sapeco da erva-mate, pintura de Alfredo Andersen (Museu Oscar Niemeyer, Curitiba) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Infantaria do Exército em combate contra rebeldes do Contestado — foto de época, Museu do Paraná (local exato não identificado) — Museu do Paraná · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Barricada de madeira protegendo a serraria de Três Barras (SC) dos ataques rebeldes, Guerra do Contestado — foto Claro Jansson — Claro Jansson (Acervo Dorothy Jansson Moretti) · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Arraial de Canudos (BA), c. 1895-97, foto de época (atribuída a Flávio de Barros) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Xaxim (Dicksonia sellowiana) em Santo Antônio do Pinhal (SP), 2018 — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Tension — 1000 Handz · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Nas Estepes da Ásia Central — Borodin · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Quarteto Americano, III — Dvořák · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Peer Gynt, A Morte de Aase — Grieg · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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A Internacional (Degeyter, 1888), arranjo orquestral — Pierre Degeyter (música), arranjo de Jerry Engelbach · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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At Launch — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Dark Times — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Hero Down — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Mary Celeste — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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The Escalation — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Sinfonia Escocesa, III — Mendelssohn · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Gymnopedie No. 1 — Satie · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Meditação sobre o Coral de São Venceslau — Suk · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Tropas de infantaria na linha de frente da Guerra do Contestado — foto de época, Museu do Paraná (local exato não identificado) — Museu do Paraná · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Estação e ponte ferroviária de Marcelino Ramos (RS) sobre o rio Uruguai, hoje — Kaktus Kid — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)

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