Pular para o texto
Fio Vermelho
Colagem em preto e vermelho: operário de capacete e uma mulher de lenço, de punho erguido, diante de uma bandeira vermelha. Arte do Fio Vermelho.

Série

A Revolta Apagada · Primeira República · anos 1890

Canudos: ocrime de viversem patrão

Em 1897, a República mandou o Exército quatro vezes contra Canudos e degolou os presos. Mediram o crânio do Conselheiro atrás do louco: o laudo disse normal. O crime era viver sem patrão.

Thumbnail do vídeo: sertanejo preso em Canudos, 1897, e "8 mil soldados contra pobres" em letras grandes

O vídeo não carregou aqui. Pode ser bloqueador ou a conexão. Assiste direto no YouTube, ou tenta de novo.

O vídeo só carrega quando você aperta. Sem rastreador antes disso.

Leitura · 17 min

O laudo da cabeça

O preso ia amarrado pelo pescoço, com uma tira de couro, até uma grota no mato, longe do acampamento. Ali, o soldado mandava ele gritar viva à República. E depois cortava a garganta dele. Isso foi em Canudos, no sertão da Bahia, em 1897.

Essa cena não foi contada por inimigo do Exército. Quem deixou escrita foi um republicano que estava lá: Euclides da Cunha, o autor de Os Sertões, aquele livro que cai no vestibular. Em 1897 ele era repórter de O Estado de S. Paulo. Em março daquele ano, escreveu no jornal que a República ia sair vencedora daquela guerra.

A República sairá triunfante desta última prova.

— Euclides da Cunha, A nossa Vendéia, O Estado de S. Paulo (1897) · ver fonte BARONI

Cinco anos depois, no livro, ele chamou a mesma guerra de crime. No meio do caminho entre as duas frases tem uma cabeça: a de Antônio Conselheiro, o homem que o Exército tinha ido buscar no sertão da Bahia.

Em 4 de novembro de 1897, no gabinete de medicina legal da Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador, abriram uma caixa. Dentro, o crânio dele, coberto de cal. O Exército tinha desenterrado o corpo e cortado a cabeça. Queriam que a ciência achasse nos ossos a prova de que ele era louco e criminoso.

Quem mediu foi o médico Raimundo Nina Rodrigues. Ele acreditava que o formato da cabeça determinava o comportamento, e queria provar que existia uma predisposição à loucura e ao crime. O laudo dele termina assim:

É, pois, um crânio normal.

— Nina Rodrigues, Laudo do crânio de Antônio Conselheiro (1897) · ver fonte FAPESP

Nos ossos, nada. Então fica a pergunta: se o crime não estava na cabeça daquele homem, por que a República mandou o Exército quatro vezes contra um povoado de sertanejos pobres chamado Canudos?

A resposta não está no crânio. Está na terra em volta, e em quem trabalhava nela pros outros. E no fim desta história aparece de onde vem o nome de um morro de Canudos que hoje está na boca de todo brasileiro.

Fontes deste capítulo:OSBARONIFRAGAFAPESPENEM2015, 5 fontes
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

BARONIFonte confirmada.

A Guerra de Canudos e a construção discursiva euclidiana

A República sairá triunfante desta última prova

Ver na lista completa

FRAGAFonte confirmada.

O crânio-celebridade: Antônio Conselheiro e o fracasso da degeneração racial

Ver na lista completa

FAPESPFonte confirmada.

Nina Rodrigues tentou explicar as desigualdades sociais por meio da raça

É, pois, um crânio normal

Ver na lista completa

ENEM2015Fonte confirmada.

Exame Nacional do Ensino Médio 2015, caderno azul, questão 22

Ver na lista completa

Belo Monte

Canudos era o nome de uma fazenda de gado parada, na beira do rio Vaza-Barris, no nordeste da Bahia. O dono não morava lá. Em junho de 1893 chegou ali um pregador cearense de 63 anos, magro, de túnica azul: Antônio Vicente Mendes Maciel, nascido em Quixeramobim, no Ceará, em 1830. O sertão o chamava de Conselheiro.

Fazia 25 anos que ele andava de vila em vila, levantando igreja, muro de cemitério e açude com o braço de quem o seguia. Em Canudos, rebatizou o lugar de Belo Monte. E o sertão começou a chegar.

Era a nossa gente, o pobre do sertão. Vinham famílias inteiras, vendendo o pouco que tinham pelo preço que desse. Muita gente ali, provavelmente, tinha sido escravizada até cinco anos antes: a abolição é de 1888. Vinha vaqueiro, meeiro que dividia a colheita com o dono, diarista sem terra. Vinham indígenas kiriri, kaimbé e tuxá.

E mulher, muita mulher: duas pra cada homem, conta o historiador americano Robert Levine. Muitas eram viúvas ou tinham sido abandonadas, e fora dali não tinham como viver.

Quantas pessoas, ninguém sabe ao certo. As estimativas vão de 10 mil a 35 mil, e as mais altas saíram das contas do próprio Exército, que tinha derrotas pra explicar. Há historiador que desconfia justamente delas.

O que eles acharam lá? Chão pra casa sem pagar um tostão, numa fazenda sem dono por perto. Roça na beira do rio: mandioca, feijão, milho, cana, abóbora. Couro de cabra curtido pra vender nas feiras da região. Nenhum imposto. E nenhum patrão.

Isso não quer dizer paraíso. Belo Monte tinha comerciante rico, chefe armado e regra dura. Mas ninguém ali era morador de fazendeiro.

Fontes deste capítulo:WPPOPULACAOdisputada, 2 fontes, 1 disputada
WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

POPULACAOFonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (população de Belo Monte)

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

O sertão que eles deixaram

Por que isso virou caso de Exército? A resposta está na fazenda de onde aquela gente saiu.

No sertão daquela época, de cada cem pessoas do campo, menos de cinco tinham terra, segundo Levine. Provavelmente, menos de uma. O resto morava na terra dos outros: pagava o dono com parte da colheita e com dias de trabalho, e podia ser posto pra fora a qualquer hora. Era aluguel pago com suor, e sem contrato.

E terra vazia não virava de quem trabalhasse nela. Desde a Lei de Terras, de 18 de setembro de 1850, terra do governo só saía com dinheiro na mão. O artigo 1º não deixa dúvida:

Império do Brasil · Lei nº 601 (Lei de Terras)1850-09-18 · Art. 1º

Ficão prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra

Documento da fonte LT

A terra tinha virado mercadoria. E quem não tinha como pagar ficava com a única coisa que sobrava pra vender: o próprio braço.

Quem mandava no município era o coronel, quase sempre o maior fazendeiro. Ele escolhia o juiz e o delegado e entregava os votos do lugar pro governo do estado. E o acordo tinha um preço: em troca dos votos, o governo mandava tropa quando o coronel precisasse. Quem não trabalhava pra ninguém ia preso. O crime tinha nome: vadiagem.

Agora pensa no fazendeiro vendo, em dois ou três anos, milhares de trabalhadores indo embora pra um arraial onde ninguém tinha patrão. Os fazendeiros reclamavam que estava faltando gente pra trabalhar; Levine achou as queixas. E eles pressionaram o governo da Bahia pra agir contra Canudos.

Repara no que incomodava. Não era a reza: rezador, o sertão tinha de sobra. Era gente pobre saindo da fazenda e levando junto a única coisa de que a riqueza do patrão dependia: o trabalho barato de quem não tinha terra.

Fontes deste capítulo:WPENWPLT, 3 fontes
WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

LTFonte confirmada.

Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850 (Lei de Terras), publicação original

Ficão prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra

Ver na lista completa

A madeira já paga

A faísca foi uma encomenda. Em outubro de 1896, Belo Monte comprou madeira em Juazeiro, na beira do rio São Francisco, pra terminar a igreja nova. Pagou adiantado. A madeira não veio.

O juiz de Juazeiro era Arlindo Leoni. Anos antes, ele tinha saído às pressas da comarca de Bom Conselho por causa dos seguidores do Conselheiro. Euclides escreveu que tudo indica que o negócio foi desfeito de propósito, pra provocar a briga:

Tudo denuncia que o distrato foi adrede feito, visando o rompimento anelado.

— Euclides da Cunha, Os Sertões (1902) · ver fonte OS

Correu o boato de que a gente do Conselheiro ia buscar a madeira à força. O juiz telegrafou ao governador pedindo tropa. Quem pagou e não recebeu virou suspeito de assalto.

O governador da Bahia, Luís Viana, primeiro disse não. Dias depois, o mesmo juiz telegrafou de novo, e o governador mandou a força. O relatório dele, que Euclides transcreveu em Os Sertões, conta as duas coisas:

Governo da Bahia · relatório do governador Luís Viana1897 · transcrito em Os Sertões (1902)

Respondi-lhe que o governo não podia move[r] força por simples boatos e recomendei, entretanto, que mandasse vigiar as estradas em distancia (...)
Poucos dias depois recebi daquele magistrado um telegrama em que me afirmava estarem os sequazes de Antônio Conselheiro distantes de Juazeiro pouco mais ou menos dois dias de viagem.

Documento da fonte OS

E o trem saiu de Salvador com 104 praças e três oficiais. Era a primeira expedição. Em Juazeiro, o ataque não veio. Mesmo assim, o tenente Pires Ferreira, que comandava, decidiu marchar até Canudos.

Em 21 de novembro de 1896, na vila de Uauá, a tropa acordou com uma procissão: cruz de madeira, bandeira do Divino, imagens de santo, reza. No meio dela vinham homens com espingarda velha, foice e ferrão de vaqueiro.

Os soldados tinham fuzil de repetição. Pela conta do tenente, morreram 150 sertanejos. Da tropa, dez. Quinze sertanejos pra cada soldado. E a tropa voltou pra Juazeiro às pressas. Vieram mais três expedições.

Fontes deste capítulo:OSWP, 2 fontes
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

O inimigo inventado

Em janeiro de 1897 saiu a segunda expedição, a do major Febrônio de Brito: mais de 500 soldados, com canhão e metralhadora. Foi batida na serra do Cambaio e voltou.

Aí o governo federal mandou o comandante mais temido que tinha, o coronel Antônio Moreira César. Três anos antes, quando ele governava Santa Catarina como interventor, 185 presos foram fuzilados na fortaleza da ilha de Anhatomirim. Eram presos da Revolta Federalista, a guerra civil do Sul contra o governo de Floriano Peixoto. Se a ordem foi dele ou do próprio Floriano, até hoje se discute.

Ele levou quase 1.300 homens e 15 milhões de balas, mais de 11 mil pra cada soldado. No arraial, o apelido dele chegou antes: Corta-cabeças. Em março, Moreira César atacou o arraial com a tropa morta de cansaço, foi baleado e morreu. A tropa debandou e largou no caminho fuzis modernos, munição e quatro canhões.

E aqui tem uma coisa que esta história não vai esconder. Os sertanejos cortaram a cabeça dos soldados mortos, queimaram os corpos e enfileiraram as cabeças nas duas beiras da estrada, com pedaços das fardas pendurados nos arbustos.

No Rio de Janeiro, a notícia virou pânico. Os jornais diziam que Canudos era uma conspiração pra trazer a monarquia de volta, com armas e dinheiro de fora; teve quem pintasse os sertanejos como gente armada, sustentada e treinada pela Inglaterra. Multidões atacaram redações de jornais monarquistas. O dono de dois deles, Gentil de Castro, acusado sem prova de mandar armas pro sertão, foi morto numa estação de trem.

E Euclides publicou, em 14 de março de 1897, o artigo A nossa Vendéia. A Vendeia foi a região da França onde camponeses pegaram em armas pela volta do rei, contra a Revolução Francesa. Canudos, pra ele, era isso: a revolta do atraso contra a República. E ele fechou o texto prometendo vitória.

Prova, nunca apareceu nenhuma. Era a notícia falsa daquele tempo. Até Rui Barbosa, que tratava Canudos como um problema simplesmente militar, disse no Senado:

O monarquismo entre nós é o pesadelo voluntário do espírito de perseguição.

— Rui Barbosa, Discurso no Senado, citado por Rubem Nogueira (1897) · ver fonte RUI

Monarquista, ali, era rótulo sem prova. E com esse rótulo, a queixa do fazendeiro que perdia braço virou causa da República.

Fontes deste capítulo:OSBARONIECOPOSWPRUIANHATdisputadaGENTIL, 7 fontes, 1 disputada
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

BARONIFonte confirmada.

A Guerra de Canudos e a construção discursiva euclidiana

A República sairá triunfante desta última prova

Ver na lista completa

ECOPOSFonte confirmada.

Anatomia de uma teoria da conspiração: o papel de Euclides da Cunha na divulgação de que Canudos seria o epicentro de um movimento de restauração monarquista patrocinado por potências internacionais

Ver na lista completa

WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

RUIFonte confirmada.

Rui Barbosa e sua visão crítica de Canudos

O monarquismo entre nós é o pesadelo voluntário do espírito de perseguição

Ver na lista completa

ANHATFonte disputada: os historiadores discordam.

Há 125 anos 185 pessoas eram fuziladas na Ilha de Anhatomirim

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

GENTILFonte confirmada.

Gentil José de Castro e os ataques aos jornais monarquistas

Ver na lista completa

A quarta expedição

A quarta expedição saiu em junho de 1897, comandada pelo general Artur Oscar. Com os reforços, chegou a uns 8 mil homens, conta Euclides: mais de setenta vezes a primeira tropa. O ministro da Guerra, o marechal Carlos Machado Bittencourt, foi em pessoa pra base de Monte Santo.

Levaram um canhão inglês, um Whitworth 32, arrastado pelo sertão por vinte juntas de boi. Os sertanejos chamavam ele de matadeira. Em 1º de julho, um rapaz de 18 anos, o filho mais velho de Joaquim Macambira, um dos chefes de Belo Monte, atravessou o rio com onze companheiros pra destruir o canhão na mão. Só um escapou.

A artilharia derrubou as torres das duas igrejas. Em 22 de setembro, Antônio Conselheiro morreu dentro do arraial. De doença ou de jejum, as versões não fecham.

Euclides estava lá desde 16 de setembro, como repórter. Dois dias depois da morte do Conselheiro, o cerco fechou. Em 1º de outubro, o Exército jogou dinamite e fogo nas casas com gente dentro.

No dia 2, um sertanejo chamado Antônio Beatinho saiu pra negociar. Voltou com umas 300 mulheres e crianças e meia dúzia de velhos, que se entregaram. Na manhã seguinte, os homens presos na véspera tinham sumido, Beatinho entre eles. Quem registra o sumiço é Euclides, em Os Sertões.

Fontes deste capítulo:OSBARONIWPMORTE-CONSELHEIROdisputada, 4 fontes, 1 disputada
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

BARONIFonte confirmada.

A Guerra de Canudos e a construção discursiva euclidiana

A República sairá triunfante desta última prova

Ver na lista completa

WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

MORTE-CONSELHEIROFonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (morte de Antônio Conselheiro)

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

Canudos não se rendeu

No dia 5 de outubro, no fim da tarde, caíram os últimos. Euclides deu ao capítulo o nome de Canudos não se rendeu e contou quantos eram:

Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.

— Euclides da Cunha, Os Sertões (1902) · ver fonte OS

No dia seguinte, derrubaram o que restava do arraial. Euclides escreveu que eram 5.200 casas, contadas com cuidado.

E acharam o corpo do Conselheiro, enterrado num casebre, com umas flores murchas que alguém tinha posto ali. Fotografaram o cadáver: a foto é de Flávio de Barros, o fotógrafo contratado pelo Exército. Lavraram uma ata pra provar que era ele. Devolveram o corpo à cova.

Depois, pra não perder tempo desenterrando de novo, cortaram a cabeça ali mesmo. Quem levou a caixa pra Salvador foi um médico do Exército. Euclides contou a viagem da cabeça com ironia:

Trouxeram depois para o litoral, onde deliravam multidões em festa, aquele crânio. Que a ciência dissesse a última palavra.

— Euclides da Cunha, Os Sertões (1902) · ver fonte OS

A ciência disse: crânio normal. A marca do crime não estava ali. E o que tinham feito com os vivos ainda estava por contar.

Fontes deste capítulo:OSFRAGAMR, 3 fontes
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

FRAGAFonte confirmada.

O crânio-celebridade: Antônio Conselheiro e o fracasso da degeneração racial

Ver na lista completa

MRFonte confirmada.

Canudos (Flávio de Barros), descrição do fundo

Ver na lista completa

"Viva a República"

Euclides descreveu inteira a cena do começo. A tira de couro no pescoço, a grota no mato, longe do acampamento. E o ritual:

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito. Era o prólogo invariável de uma cena cruel. Agarravam-na pelos cabelos, dobrando-lhe a cabeça (...) degollavam-na.

— Euclides da Cunha, Os Sertões (1902) · ver fonte OS

O grito não salvava ninguém: era o começo da execução. Agarravam pelos cabelos, dobravam a cabeça pra trás e cortavam a garganta. O sertanejo tinha pavor de morrer a faca, porque acreditava que assim a alma não se salvava. Os soldados sabiam, e usavam isso.

Um rapaz preso respondia "sei não" a tudo que perguntavam. Perguntaram como queria morrer. Ele disse: de tiro. Ouviu que ia ser a faca. Morreu gritando viva o Bom Jesus.

E não era soldado fora de controle. Euclides escreveu que essas covardias eram tácita e explicitamente sancionadas pelos chefes militares. E que o governo sabia:

O atentado era público. Conhecia-o, em Monte Santo, o principal representante do governo, e silenciara.

— Euclides da Cunha, Os Sertões (1902) · ver fonte OS

Nessa fase, o ministro da Guerra estava em Monte Santo. Euclides não escreve o nome de quem se calou. Mas governo que sabe e cala tem nome: cúmplice.

Quantos foram degolados, ninguém contou. Morreram de 15 mil a 30 mil pessoas, somando os dois lados. Até a conta mais baixa passa da população inteira de quase metade das cidades brasileiras de hoje.

As crianças que sobraram tiveram outro destino. Soldados e oficiais levavam, davam pelo caminho, presenteavam aliados, e algumas foram vendidas. Um grupo de Salvador, o Comitê Patriótico da Bahia, mandou gente atrás delas. O relatório registrou o que os enviados viram:

Comitê Patriótico da Bahia1897 · Histórico e Relatório (1897-1901)

(...) vieram dizer-lhe que se estava distribuindo menores como animais; estavam cruelmente separando famílias inteiras; que finalmente, a Bahia estava ameaçada de um novo escravismo

Documento da fonte MONTEIRO

Muitas nunca foram encontradas. Já tinham virado mão de obra explorada, no campo e na cidade. Os pais tinham saído da fazenda pra viver sem patrão. Os filhos foram entregues a um.

Fontes deste capítulo:OSMORTOSdisputadaMONTEIROBAND, 4 fontes, 1 disputada
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

MORTOSFonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (número de mortos)

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

MONTEIROFonte confirmada.

Crianças do sertão: a história de vida dos jaguncinhos da guerra de Canudos

se estava distribuindo menores como animais

Ver na lista completa

BANDFonte confirmada.

Censo 2022: 44,8% dos municípios do Brasil têm até 10 mil habitantes

Ver na lista completa

"Mas eram fanáticos armados"

Tem quem diga: eram fanáticos, monarquistas, armados, e mataram soldado. Uma parte disso é verdade, e precisa ser dita inteira.

O Conselheiro era contra a República, sim. Era contra o casamento no cartório e contra separar a Igreja do governo. Em 1895, a um frade que foi ao arraial, frei João Evangelista de Monte Marciano, ele disse:

No tempo da monarquia deixei-me prender, porque reconhecia o governo, hoje não, porque não reconheço a República.

— Antônio Conselheiro, a frei João Evangelista de Monte Marciano, transcrito em Os Sertões (1895) · ver fonte OS

Belo Monte matou soldado em Uauá e no ataque de Moreira César. E cortou a cabeça dos mortos. Lá dentro também se matou: o comerciante Antônio da Mota e parte da família foram mortos por ordem de um dos chefes, João Abade, sob a suspeita de ter avisado a tropa, segundo o historiador José Calasans.

E não era comunismo, como já se quis contar. Em Belo Monte havia comércio, casa se comprava e vendia, lucro não era proibido, e o maior comerciante do arraial, Antônio Vilanova, saiu de lá rico, com ouro e joias.

Agora a resposta. Primeiro: a conspiração monarquista que justificou a guerra nunca apareceu. Nenhuma arma de fora, nenhum dinheiro de monarquista. Os papéis achados em Canudos mostram reza, não plano político.

Segundo: a violência foi levada até Canudos, não saiu de lá. Antes das tropas, o arraial vivia em paz com os vizinhos, e quem diz isso é Levine, não um militante. Nas palavras dele, a violência foi trazida contra Canudos; não foi exportada de lá.

E Levine não romantiza ninguém. O livro dele, Vale of Tears, de 1992, diz que Canudos não foi nem revolta de fanáticos loucos, nem modelo de resistência operária.

Terceiro, e é aqui que a objeção cai. A pergunta nunca foi se Belo Monte era o paraíso. Não era. A pergunta é por que um arraial sem plano e sem aliado pra derrubar a República recebeu quatro expedições, artilharia e degola. E o que está documentado aponta pro dono da terra: pro fazendeiro que perdia braço, pro coronel que perdia voto.

O sociólogo marxista Clóvis Moura chamou Canudos de protesto social da massa camponesa. E fez a conta de quem ganhou:

Os grandes proprietários de terras saíram vitoriosos.

— Clóvis Moura, O Significado Político da Guerra de Canudos (1993) · ver fonte MOURA

Não foi revolução. Foi gente pobre que parou de trabalhar pro dono da terra e montou a vida em outro lugar. Pros donos, isso bastava.

Fontes deste capítulo:OSWPLEVINE-UCMOURA, 4 fontes
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

WPFonte confirmada.

Guerra de Canudos

Ver na lista completa

LEVINE-UCFonte confirmada.

Vale of Tears

neither a rebellion of crazed fanatics nor a model of proletarian resistance

Ver na lista completa

MOURAFonte confirmada.

O Significado Político da Guerra de Canudos

Os grandes proprietários de terras saíram vitoriosos

Ver na lista completa

O que Euclides escreveu depois

Euclides voltou e levou anos escrevendo. Os Sertões saiu em 1902. A nota de abertura, assinada em São Paulo em 1901, traz a frase que o livro carrega até hoje:

Aquella campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemol-o.

— Euclides da Cunha, Os Sertões, Nota Preliminar (1902) · ver fonte OS

O homem que tinha escrito A nossa Vendéia agora chamava a guerra de crime. Só que ele não virou outro homem. Na mesma nota, chama os sertanejos de "sub-raças sertanejas" e escreve que eles estavam condenados a sumir, no "esmagamento inevitavel das raças fracas pelas raças fortes":

Retardatarios hoje, amanhã se extinguirão de todo.

— Euclides da Cunha, Os Sertões, Nota Preliminar (1902) · ver fonte OS

Pra ele, o crime foi o jeito. O fim daquela gente, ele achava natural. Como quem reclama do despejo violento, mas acha justo despejar. É a denúncia da elite do litoral.

O médico do crânio também tinha a saída pronta. Nina Rodrigues tinha diagnosticado no Conselheiro um "delírio crônico de evolução sistemática". E desde o meio da guerra, no estudo A loucura epidêmica de Canudos, de 1897, defendia que a loucura não era só de um homem: era da multidão, uma loucura que pegava de um pro outro. Com o crânio normal, foi essa a explicação que ficou.

Repara na manobra. A ciência da época não achou defeito na cabeça do líder. Então o defeito passou a ser do povo. Doença, agora, era pobre junto.

Euclides tinha usado um psiquiatra inglês do século 19, Henry Maudsley, pra pôr o Conselheiro "nas fronteiras oscilantes da loucura". E fechou o livro com um capítulo chamado Duas linhas:

É que ainda não existe um Maudsley para as loucuras e os crimes das nacionalidades...

— Euclides da Cunha, Os Sertões, capítulo Duas linhas (1902) · ver fonte OS

Ele foi procurar o louco no sertão e terminou o livro apontando pro país.

Fontes deste capítulo:OSFRAGAFAPESP, 3 fontes
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

FRAGAFonte confirmada.

O crânio-celebridade: Antônio Conselheiro e o fracasso da degeneração racial

Ver na lista completa

FAPESPFonte confirmada.

Nina Rodrigues tentou explicar as desigualdades sociais por meio da raça

É, pois, um crânio normal

Ver na lista completa

O que sobrou

Depois da guerra, o que restou de Canudos foi sumindo, por acidente e por obra. Menos uma coisa: o nome de um morro.

Em Canudos, a tropa acampou num morro chamado Favela, nome de uma planta da caatinga. Foi de lá que a artilharia bombardeou o arraial. No Rio de Janeiro, o Morro da Providência, no centro da cidade, passou a ser chamado de Morro da Favella. O mesmo nome.

Em 1906, o engenheiro Everardo Backheuser entregou ao Ministro da Justiça um relatório sobre as moradias do Rio, Habitações populares. É tido como o primeiro documento oficial a tratar a favela como um tipo de moradia da cidade. Ele contou a origem do nome do morro e juntou as duas coisas: o "reduto dos fanáticos" e o "reduto da miséria".

Como o nome viajou do sertão pro Rio não está documentado. A versão mais repetida diz que soldados que voltaram de Canudos montaram barracos no morro pra cobrar do governo o salário atrasado. A socióloga Licia Valladares chama essa história de mito de origem. O que está no papel é o nome, e de onde ele veio. Na década de 1910, favela já tinha deixado de ser o nome de um morro e virado o nome que o Brasil dá pro bairro do pobre.

A cabeça do Conselheiro ficou exposta no gabinete da Faculdade de Medicina até março de 1905, quando um incêndio atingiu a faculdade. O crânio virou cinza.

Os sobreviventes voltaram e ergueram um povoado novo em cima das ruínas. Entre 1951 e 1969, o governo federal, pelo DNOCS, fez ali uma represa, o açude de Cocorobó, pra irrigar lavoura. A água cobriu as ruínas de Belo Monte e o povoado dos sobreviventes. Na seca forte, as ruínas reaparecem.

E em 13 de maio de 2019, a Lei 13.829 pôs Antônio Conselheiro no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O Exército da mesma República tinha cortado a cabeça dele.

Fontes deste capítulo:OSFRAGAUERJMITO-FAVELAdisputadaL13829COCO, 6 fontes, 1 disputada
OSFonte confirmada.

Os Sertões

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

Ver na lista completa

FRAGAFonte confirmada.

O crânio-celebridade: Antônio Conselheiro e o fracasso da degeneração racial

Ver na lista completa

UERJFonte confirmada.

Artigo sobre a exposição de Maurício Hora

Ver na lista completa

MITO-FAVELAFonte disputada: os historiadores discordam.

Artigo sobre a exposição de Maurício Hora (o mito de origem da favela)

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

L13829Fonte confirmada.

Lei nº 13.829, de 13 de maio de 2019

Ver na lista completa

COCOFonte confirmada.

Canudos, uma tragédia brasileira

Ver na lista completa

Fecho: o crime de Canudos

Cento e vinte e nove anos depois, a terra continua na mão de poucos. O último censo do campo, o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, fez a conta. Pega cem propriedades rurais. Uma delas, a gigante, com mil hectares ou mais, maior que mil campos de futebol, ocupa quase metade de toda a terra: 47,6%. As cinquenta menores, somadas, ficam com 2,3%.

E pobre que se organiza pra entrar na terra continua sendo tratado como caso de polícia. Em 17 de abril de 1996, em Eldorado dos Carajás, no Pará, uns 1.500 sem-terra que marchavam pra Belém fecharam a rodovia PA-150, na Curva do S. A Polícia Militar matou 19 ali mesmo. Mais dois morreram depois. Só os dois comandantes da operação foram condenados. Mais de 140 policiais, absolvidos.

Em 2023, a extrema direita montou na Câmara dos Deputados uma comissão parlamentar de inquérito contra o MST, o movimento dos sem-terra. Instalada em maio, ela terminou em 27 de setembro sem conseguir nem votar a conclusão. Em 1897, o rótulo era fanático e monarquista. Em 2023, foi invasão: no fim daquela investigação, a oposição entregou ao presidente da Câmara um pacote de projetos de lei chamado Invasão Zero.

Agora volta pro laudo. Mediram a cabeça de um homem procurando o crime. O crime não estava ali. Estava no que aquela gente fez: largou a fazenda e foi viver da própria roça, sem patrão. Pra quem era dono da terra e do voto, isso não tinha perdão.

Belo Monte não era modelo de nada. Tinha comerciante rico, chefe armado e sangue dos dois lados. O que assustou os donos foi o gesto: pobre deixando de trabalhar pra eles. E enquanto um em cada cem tiver quase metade da terra, esse gesto vai continuar sendo tratado como crime.

Antes da faca, a República de 1897 exigia um viva. A gente não deve viva a ninguém. O que a gente cobra é o que o sertão cobrou com os pés, saindo da fazenda: a terra pra quem trabalha nela.

O Exército contou as casas de Canudos depois de derrubar. A gente conta pra não esquecer. E a pergunta que Belo Monte fez, saindo da fazenda, continua de pé: de quem é a terra, e pra quem a gente trabalha?

Fontes deste capítulo:IBGECARAJASCPI, 3 fontes
IBGEFonte confirmada.

Censo Agropecuário 2017, resultados definitivos (tabela 6754)

Ver na lista completa

Fontes

Tudo que a gente conta no episódio tem a fonte aqui embaixo.

27 fontes · 22 confirmadas · 5 disputadas

OS

Fonte confirmada.

Os Sertões — Euclides da Cunha (texto integral da 1ª edição no Wikisource), 1902

A degola dos presos depois do viva à República, aprovada pelos chefes militares e conhecida em Monte Santo; a madeira de Juazeiro e o relatório do governador Luís Viana; as quatro expedições, o apelido Corta-cabeças, a matadeira, os quatro últimos defensores, as 5.200 casas, a cabeça do Conselheiro levada ao litoral; a Nota Preliminar (o crime, as sub-raças) e o capítulo Duas linhas.

Os soldados impunham invariavelmente à vítima um viva à República, que era poucas vezes satisfeito

https://pt.wikisource.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11

BARONI

Fonte confirmada.

A Guerra de Canudos e a construção discursiva euclidiana — Alice Baroni, Rumores (USP) n. 9, 2011

Os artigos A nossa Vendéia em O Estado de S. Paulo (14/3/1897 e 17/7/1897) e a presença de Euclides em Canudos de 16 de setembro a 3 de outubro de 1897.

A República sairá triunfante desta última prova

https://periodicos.usp.br/Rumores/article/download/51239/55309/63763

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 5, 6

ECOPOS

Fonte confirmada.

Anatomia de uma teoria da conspiração: o papel de Euclides da Cunha na divulgação de que Canudos seria o epicentro de um movimento de restauração monarquista patrocinado por potências internacionais — Costa, Brey e Azevedo, Eco-Pós v. 25 n. 2, 2022

A imprensa de 1897 pintou os seguidores do Conselheiro como criminosos armados e sustentados por potências estrangeiras, como a Inglaterra; a Vendeia foi a revolta de camponeses monarquistas contra a Revolução Francesa.

https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/download/27904/15307/71764

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 5

FRAGA

Fonte confirmada.

O crânio-celebridade: Antônio Conselheiro e o fracasso da degeneração racial — Isabela Fraga, Revista Philia v. 3 n. 1, 2021-05

Em 4/11/1897 a caixa com o crânio, envolto em cal, foi aberta no gabinete de medicina legal da Faculdade de Medicina da Bahia; o laudo deu crânio normal; o crânio ficou exposto e foi destruído no incêndio da faculdade em março de 1905.

https://seer.ufrgs.br/index.php/philia/article/view/112893

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 7, 10, 11

FAPESP

Fonte confirmada.

Nina Rodrigues tentou explicar as desigualdades sociais por meio da raça — Enrico Di Gregorio, Pesquisa FAPESP n. 357, 2025-11

Nina Rodrigues acreditava que o formato do crânio determinava condutas e queria provar predisposição à loucura e ao crime; diagnosticou no Conselheiro um delírio crônico e publicou A loucura epidêmica de Canudos em 1897, durante a quarta expedição.

É, pois, um crânio normal

https://revistapesquisa.fapesp.br/nina-rodrigues-tentou-explicar-as-desigualdades-sociais-por-meio-da-raca/

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 10

WP

Fonte confirmada.

Guerra de Canudos — Wikipédia (com notas de Robert Levine, José Calasans e outros)

Pela obra de Robert Levine e José Calasans: quem foi pra Belo Monte e como se vivia lá; a terra, o morador e o coronel no sertão; a queixa dos fazendeiros pela falta de braço; a madeira paga e não entregue; a segunda expedição; a família Mota e Antônio Vilanova; a violência levada contra Canudos; a falta de prova de conspiração monarquista.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2, 3, 4, 5, 6, 9

POPULACAO

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (população de Belo Monte) — Wikipédia (com notas de Levine e Bartelt)

Quantas pessoas viviam em Belo Monte: as estimativas vão de 10 mil a 35 mil. As mais altas vêm de números do Exército, que historiadores suspeitam terem sido inflados pra explicar as derrotas; outros relatos da época contaram bem menos casas.

Aqui os historiadores discordam.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2

MORTE-CONSELHEIRO

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (morte de Antônio Conselheiro) — Wikipédia

Do que morreu o Conselheiro em 22/9/1897: uma versão fala em disenteria, outra em jejum.

Aqui os historiadores discordam.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 6

MORTOS

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Guerra de Canudos (número de mortos) — Wikipédia (com notas de Levine e Euclides da Cunha)

Quantos morreram na guerra: Levine fala em cerca de 15 mil; as contas de Euclides levam a uns 30 mil, somando moradores e soldados. Ninguém contou os degolados.

Aqui os historiadores discordam.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 8

ENWP

Fonte confirmada.

Canudos — Wikipédia em inglês (citando Robert Levine, The Americas, 1991)

O governo da Bahia sofreu pressão dos fazendeiros pra agir contra Canudos por causa da falta de mão de obra causada pela migração.

https://en.wikipedia.org/wiki/Canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 3

LEVINE-UC

Fonte confirmada.

Vale of Tears — Robert Levine, University of California Press, 1992

O livro de Levine trata Canudos como nem revolta de fanáticos loucos, nem modelo de resistência operária.

neither a rebellion of crazed fanatics nor a model of proletarian resistance

https://www.ucpress.edu/books/vale-of-tears/paper

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 9

MONTEIRO

Fonte confirmada.

Crianças do sertão: a história de vida dos jaguncinhos da guerra de Canudos — Vanessa Sattamini Varão Monteiro, tese, PUC-Rio, 2011

Militares levaram, deram, presentearam e venderam crianças sobreviventes; o Comitê Patriótico da Bahia registrou a denúncia; muitas crianças nunca foram localizadas e viraram mão de obra explorada no campo ou na cidade.

se estava distribuindo menores como animais

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/19267/19267_3.PDF

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 8

MOURA

Fonte confirmada.

O Significado Político da Guerra de Canudos — Clóvis Moura, Princípios n. 30 (Marxists Internet Archive), 1993

Canudos como protesto social da massa camponesa, e os grandes proprietários de terra como vencedores.

Os grandes proprietários de terras saíram vitoriosos

https://www.marxists.org/portugues/moura/1993/10/canudos.htm

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 9

UERJ

Fonte confirmada.

Artigo sobre a exposição de Maurício Hora — Espaço e Cultura (UERJ) n. 46, p. 45-60, 2019

O Morro da Providência passou a ser chamado de Morro da Favella, nome do morro de Canudos; Everardo Backheuser registrou a origem do nome no relatório de 1906 ao Ministro da Justiça; favela vira nome comum na década de 1910.

https://www.e-publicacoes.uerj.br/espacoecultura/article/download/48848/32651/164621

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 11

MITO-FAVELA

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Artigo sobre a exposição de Maurício Hora (o mito de origem da favela) — Espaço e Cultura (UERJ) n. 46, citando Licia Valladares, 2019

Como o nome chegou ao Rio: a versão mais repetida diz que soldados de Canudos ocuparam o Morro da Providência pra cobrar o soldo atrasado; a socióloga Licia Valladares chama essa história de mito de origem. Documentado é só o nome vindo de Canudos.

Aqui os historiadores discordam.

https://www.e-publicacoes.uerj.br/espacoecultura/article/download/48848/32651/164621

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 11

MR

Fonte confirmada.

Canudos (Flávio de Barros), descrição do fundo — Museu da República (Ibram)

Os 69 itens do álbum feito por Flávio de Barros, fotógrafo contratado pelo Exército, em 1897, incluindo a foto do cadáver do Conselheiro; o museu avisa que as fotos são do ponto de vista do Exército.

https://atom-museurepublica.museus.gov.br/downloads/canudos-flavio-de-barros.pdf

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 7

LT

Fonte confirmada.

Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850 (Lei de Terras), publicação original — Império do Brasil (Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada), 1850-09-18

Ficão prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-601-18-setembro-1850-559842-publicacaooriginal-82254-pl.html

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 3

IBGE

Fonte confirmada.

Censo Agropecuário 2017, resultados definitivos (tabela 6754) — IBGE, SIDRA, 2017

Os estabelecimentos de 1.000 hectares ou mais são 1% do total e têm 47,6% da área; os de menos de 10 hectares, metade dos estabelecimentos, têm 2,3%.

https://apisidra.ibge.gov.br/values/t/6754/n1/all/v/183,184/p/all/c829/46302/c221/111195/c12517/113601/c220/all

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 12

BAND

Fonte confirmada.

Censo 2022: 44,8% dos municípios do Brasil têm até 10 mil habitantes — Band, 2022

Pelo Censo 2022, 44,8% dos 5.570 municípios brasileiros têm até 10 mil habitantes: menos do que a estimativa mais baixa de mortos em Canudos.

https://www.band.com.br/noticias/censo-2022-448-dos-municipios-do-brasil-tem-ate-10-mil-habitantes-16612900

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 8

CARAJAS

Fonte confirmada.

Massacre de Eldorado dos Carajás — CartaCapital, Tribuna PR, Conjur, IHU e Alma Preta

Em 17/4/1996, cerca de 1.500 sem-terra que marchavam a Belém bloquearam a PA-150 na Curva do S; 19 morreram no local e 2 depois; só os dois comandantes foram condenados; os policiais absolvidos foram 142, 144 ou 153, conforme a fonte.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 12

CPI

Fonte confirmada.

CPI do MST na Câmara dos Deputados — O Povo, Congresso em Foco, Poder360, Jovem Pan e SBT News, 2023

A CPI do MST foi instalada em 17/5/2023, requerida e presidida pela oposição, e encerrada em 27/9/2023 sem votar o relatório; a oposição entregou ao presidente da Câmara o pacote Invasão Zero.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 12

L13829

Fonte confirmada.

Lei nº 13.829, de 13 de maio de 2019 — Presidência da República, 2019-05-13

Inscreve Antônio Vicente Mendes Maciel no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

https://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Lei/L13829.htm

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 11

RUI

Fonte confirmada.

Rui Barbosa e sua visão crítica de Canudos — Migalhas (citando Rubem Nogueira)

O discurso de Rui Barbosa no Senado em 1897, que tratava Canudos como problema simplesmente militar e chamava o monarquismo de pesadelo do espírito de perseguição.

O monarquismo entre nós é o pesadelo voluntário do espírito de perseguição

https://www.migalhas.com.br/depeso/88739/rui-barbosa-e-sua-visao-critica-de-canudos

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 5

COCO

Fonte confirmada.

Canudos, uma tragédia brasileira — SESC SP (e dissertação da FGV sobre o açude de Cocorobó), 1998

O açude de Cocorobó, construído pelo DNOCS entre 1951 e 1969, cobriu as ruínas de Belo Monte e o povoado reconstruído; as ruínas reaparecem na seca.

https://portal.sescsp.org.br/online/artigo/compartilhar/409_CANUDOS+UMA+TRAGEDIA+BRASILEIRA

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 11

ANHAT

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Há 125 anos 185 pessoas eram fuziladas na Ilha de Anhatomirim — NSC Total

Em 1894, com Moreira César como interventor em Santa Catarina, 185 presos foram fuzilados na fortaleza de Anhatomirim. Em disputa: se a ordem foi dele ou se ele cumpriu ordem de Floriano Peixoto.

Aqui os historiadores discordam.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 5

GENTIL

Fonte confirmada.

Gentil José de Castro e os ataques aos jornais monarquistas — Revista Marítima (Marinha do Brasil)

Gentil de Castro, dono de jornais monarquistas, foi acusado sem prova de mandar armas a Canudos e morto numa estação de trem do Rio; os acusados foram absolvidos.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 5

ENEM2015

Fonte confirmada.

Exame Nacional do Ensino Médio 2015, caderno azul, questão 22 — Enem, 2015

Os Sertões aparece em questões do Enem.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1

Linha do tempo

  1. 1850-09-18

    Lei de Terras: terra do governo passa a sair só por compra.

  2. 1893-06

    Antônio Conselheiro se fixa na fazenda Canudos e rebatiza o lugar de Belo Monte.

  3. 1896-11-21

    Em Uauá, a primeira expedição mata 150 sertanejos e recua para Juazeiro.

  4. 1897-01

    A segunda expedição é batida na serra do Cambaio.

  5. 1897-03

    A terceira expedição é derrotada e o coronel Moreira César morre; no Rio, pânico de conspiração monarquista.

  6. 1897-09-22

    Antônio Conselheiro morre dentro do arraial cercado.

  7. 1897-10-05

    Caem os últimos defensores de Canudos; no dia seguinte, o arraial é derrubado.

  8. 1897-11-04

    Em Salvador, o crânio do Conselheiro é examinado: o laudo diz crânio normal.

  9. 1902

    Euclides da Cunha publica Os Sertões e chama a campanha de crime.

  10. 1906

    Relatório de Everardo Backheuser registra a origem do nome Morro da Favella, no Rio.

  11. 1996-04-17

    Massacre de Eldorado dos Carajás: a PM do Pará mata 19 sem-terra numa estrada.

  12. 2019-05-13

    Lei 13.829 inscreve Antônio Conselheiro no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Créditos

Imagem
Caatinga e serra no Vale do Catimbau, Pernambuco, hoje (paisagem típica do sertão nordestino) — Vitoriano Jr., CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista parcial de Canudos ao Sul, casas de taipa coladas umas nas outras — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, edição de 1902, p. 582: a cena do 'viva à República' antes da degola — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
7º Batalhão de Infantaria nas trincheiras de Canudos, farda do Exército de 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato de Euclides da Cunha, fim do século XIX — Freire, Laudelino, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, edição de 1902, Nota Preliminar: 'foi, na significação integral da palavra, um crime' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Corpo de Antônio Conselheiro, exumado em outubro de 1897 (título do museu: 'Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de morto'), foto feita pelo Exército — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Caatinga seca no sertão nordestino (fotografia contemporânea) — Renalle Ruana Pessoa Ramos, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Fachada da antiga Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador, hoje — Paul R. Burley, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Prédio da antiga Faculdade de Medicina da Bahia, Terreiro de Jesus, Salvador, hoje — Paul R. Burley, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Quadro de marchetaria com uma cabeça dividida em áreas frenológicas, a teoria que ligava o formato do crânio ao caráter — Meddlingwithnature, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Açude de Cocorobó e serras ao fundo, Canudos, Bahia, hoje — Blogilberto, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
25º Batalhão de Infantaria na trincheira, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bandeira do Brasil de 1889 a 1960 — Raimundo Teixeira Mendes, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'400 jagunços prisioneiros' (título do Museu da República; no IMS, '400 conselheiristas prisioneiros'), 2 de outubro de 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Providência, Rio de Janeiro, fotografia de 2018 — Felipe Restrepo Acosta, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Trincheiras naturais no Vaza-Barris, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Leito seco no sertão da Bahia, em Canudos, hoje — Ricardo Delegado, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Ilustração de 1897 de Antônio Conselheiro — Unknown, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Gravura de Antônio Conselheiro publicada em A Pátria Brazileira, 1897 — Unknown artistUnknown artist, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Ilustração de Antônio Conselheiro publicada em 1897 pelo jornal cearense O Frivolino — Unknown, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Igreja no alto da Serra da Santa Cruz, Monte Santo, Bahia, hoje — Raphael Morais Pinheiro, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Igreja de Santo Antônio (velha), Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista parcial de Canudos ao Norte, casas de taipa amontoadas — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Corpo Sanitário e uma sertaneja ferida, 1897 (título do museu: 'Corpo sanitário e uma jagunça ferida') — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Lei Áurea, 13 de maio de 1888 (Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional do Brasil, CC0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vaqueiro baiano de gibão de couro, Riachão do Jacuípe, Bahia, 1903 — CesarCoelho667, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Sobreviventes de Canudos, mulheres e crianças, 1897 (Flávio de Barros) — Flávio de Barros, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista panorâmica de Canudos antes do assalto, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Coronel Medeiros e seus ajudantes, oficiais do Exército, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Açude de Cocorobó, Canudos, Bahia, hoje — A. Duarte, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'Uma casa de jagunços' (título do Museu da República), Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Casas de taipa de Canudos, c. 1895 (autoria desconhecida) — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Planta de Canudos, desenho de Siqueira de Menezes — Colonel Siqueira Menezes, 1897., Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850 (Lei de Terras), texto oficial — Império do Brasil · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
5º Corpo de Polícia da Bahia na trincheira, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canudos Velho, local do antigo arraial, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canoas na margem do rio São Francisco, em Juazeiro, Bahia, hoje — Glauco Umbelino from Diamantina, Brasil, CC BY 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Igreja do Bom Jesus (nova), em Canudos, já em ruínas depois do bombardeio, outubro de 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: 'Tudo denuncia que o distracto foi adrede feito, visando rompimento anhelado' (episódio da madeira de Juazeiro) — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Estação das Lages, Estrada de Ferro Central do Brasil, fotografia de época — Núcleo de digitalização / IMS, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: relatório do governador Luís Viana, 'o governo não podia mover força por simples boatos' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
4º Batalhão de Infantaria no acampamento, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
16º Batalhão de Infantaria no acampamento, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Trilha de terra na caatinga (Santa Cruz, Rio Grande do Norte), hoje — Victor Maia, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Uauá, Bahia, fotografia de 2017 — Deputado Rosemberg from Bahia, Brasil, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Gravura de época do combate em Canudos entre as tropas e os 'fanáticos', com a morte do capitão Salomão da Rocha — Angelo Agostini, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
39º Batalhão de Infantaria em fogo, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Polícia do Pará no acampamento, Canudos — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Chegada das forças que voltaram da Guerra de Canudos, Bahia — Orphan work, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato do major Febrônio de Brito, 1897 — A_Patria_Brazileira.djvu: Virgílio Cardoso de Oliveira, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Caatinga com árvores secas, paisagem típica do sertão, hoje — Glauco Umbelino from Diamantina, Brasil, CC BY 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato do coronel Antônio Moreira César, 1897 (P. Netto) — P. Netto, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Fortaleza de Santa Cruz, ilha de Anhatomirim, Santa Catarina, hoje — JackieJodar, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Fortaleza de Anhatomirim, Santa Catarina, hoje — Rodbats, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato de Floriano Peixoto, 1891 — Governo do Brasil, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Batalhão Patriótico Moreira César em Monte Santo, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: 'Deram-lhe um appellido lugubre — Corta-cabeças' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista de Monte Santo, base das expedições, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bateria do Perigo, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Caatinga em plena seca no semiárido, com arbustos secos, hoje — Glauco Umbelino from Moro em Belo Horizonte, Brasil, CC BY 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Caricatura de Antônio Conselheiro na Revista Illustrada, 1897 — Angelo Agostini, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Página da Revista Illustrada, 1897, 'Homenagem aos gloriosos vencedores de Canudos' — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bandeira do Império do Brasil (1870–1889) — Tonyjeff, based on work of Jean-Baptiste Debret, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: 'E Canudos era a Vendéia...' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Euclides da Cunha, retrato, c. 1900 — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato de Rui Barbosa (F. Diaz) — F. Diaz, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Palácio Monroe, Rio de Janeiro, sede do Senado Federal na Primeira República — Correio da Manhã, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Rui Barbosa em 1907 — Fitz Gerald, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
General Artur Oscar e seu estado-maior, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
31º Batalhão de Infantaria em forma, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Missa com assistência do marechal Bittencourt, ministro da Guerra, Monte Santo, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: 'o Withworth 32, a matadeira' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bóia na Bateria do Perigo, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Monumento de vidro com silhuetas de sertanejos, Parque Estadual de Canudos, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bateria 7 de Setembro (Fazenda Velha), Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Flanco esquerdo da Igreja do Bom Jesus, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Ruínas da igreja de Canudos, 1897 (Flávio de Barros) — Flávio de Barros, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista parcial de Canudos e do rio Vaza-Barris, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'Ataque e incêndio de Canudos', 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'Prisão de jagunços pela cavalaria' (título do Museu da República), Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: os prisioneiros válidos que 'não apparecem mais' na manhã de 3 de outubro — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'Cadáveres nas ruínas de Canudos', 1897 (foto do Exército; ponto de vista do vencedor) — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: Canudos tinha 'cinco mil e duzentas vivendas', contadas uma a uma depois — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Flávio de Barros, 'fotógrafo expedicionário' contratado pelo Exército, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: 'Pensaram, porém, depois, em lhe guardar a cabeça tantas vezes maldicta' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Dr. Cúrio, chefe do Corpo Sanitário, Canudos, 1897 (título do museu) — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Chão de pedras no Parque Estadual de Canudos, com esculturas de vidro ao fundo, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canudos Velho: capela e cruz de madeira no local do antigo arraial, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Sertanejo preso em Canudos, 1897 (Flávio de Barros; título do museu: 'Um jagunço preso') — Flávio de Barros, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Generais Barbosa, Oscar e Eugênio e ajudantes, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Monte Santo, base das expedições, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
General C. Eugênio e estado-maior em Monte Santo, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Hospital de sangue, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Meninos de Canudos no Colégio Salesiano de Salvador, Bahia, c. 1900 — Inconnu / unknown, CC0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
'Um jagunço preso' (título do Museu da República), Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
General Barbosa e seu estado-maior, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Prancha 8 de Os Sertões, 1902: 'As prisioneiras', fotografia de Flávio de Barros — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Alegoria de Canudos (ilustração de época) — André Koehne, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
12º Batalhão de Infantaria na trincheira, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902: o Conselheiro ao frei João Evangelista, 'não reconheço a Republica' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
22º Batalhão de Infantaria no acampamento, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
32º Batalhão de Infantaria na trincheira, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canudos Velho, local do antigo arraial, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Questura policial em Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Rio Vaza-Barris ao sul de Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canudos (fotografia de época) — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Rios Vaza-Barris e Umburanas, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Ala do 1º e 9º regimentos de Cavalaria, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Cocorobó e Poço de Cima, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Divisão Canet, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Brigada Policial do Amazonas, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
General C. Eugênio e oficiais em Queimadas, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Euclides da Cunha (centro) com os primos Arnaldo e Nestor Pimenta da Cunha, c. 1900 — autoria desconhecida, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Capa da primeira edição de Os Sertões, 1902 — Euclides da Cunha (1866-1909), Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902, Nota Preliminar: 'as sub-raças sertanejas do Brasil' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902, Nota Preliminar: 'Retardatarios hoje, amanhã se extinguirão de todo' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Avenida Ouvidor, Rio de Janeiro, atlas fotográfico de época (Instituto Moreira Salles) — Núcleo de digitalização / IMS, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Comissão de Engenheiros, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Corpo Médico em Monte Santo, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Oficiais do 4º Batalhão de Infantaria, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
General C. Eugênio e oficiais em Queimadas, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista parcial de Canudos ao Nascente e ao Sul, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato do psiquiatra inglês Henry Maudsley, 1881 (G. Jerrard) — G. Jerrard, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Os Sertões, 1902, 'Duas linhas': 'É que ainda não existe um Maudsley para as loucuras e os crimes das nacionalidades...' — Euclides da Cunha · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Palácio Monroe, Rio de Janeiro, antiga sede do Senado Federal — Senado The Commons, No restrictions, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Sem restrição de uso conhecida ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Favella (Providência), Rio de Janeiro, 1920 — Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Canudos Velho, local do antigo arraial, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Bóia dos oficiais do 29º Batalhão, Canudos, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Favella (Providência), Rio de Janeiro, 1920 — Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Charge de época: Oswaldo Cruz e a Delegacia de Higiene no Morro da Favela, Rio de Janeiro — Alfredo Storni, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Providência, Rio de Janeiro, 1920 — Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista do centro do Rio de Janeiro a partir do Morro da Providência, fotografia de época (Arquivo Nacional) — Núcleo de digitalização / IMS, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista do Morro da Providência em direção à Gamboa, Rio de Janeiro, fotografia de época — Núcleo de digitalização / IMS, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Providência, Rio de Janeiro, fotografia de época — Núcleo de digitalização / IMS, Public domain, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Morro da Providência, Rio de Janeiro, fotografia recente — Eduardo P, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista aérea da Rocinha, Rio de Janeiro, 2014 — Chensiyuan, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Antiga Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador, hoje — Wellington Da Costa Gomez, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Prédio da antiga Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador, hoje — Túllio F, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, Brasília — Daderot, CC0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Eldorado do Carajás, Pará, hoje — Túllio F, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Trevo rodoviário de Eldorado do Carajás, Pará, hoje — Hallel, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Memorial Eldorado Memória, Eldorado do Carajás: placa com os nomes dos trabalhadores sem-terra mortos — Hallel, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Fachada do Congresso Nacional, Brasília — Senado Federal, CC BY 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Palácio do Congresso Nacional, Brasília — Agência Senado from Brasilia, Brazil, CC BY 2.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Vista parcial de Canudos ao Poente, casas de taipa, 1897 — Flávio de Barros, 1897, Acervo Instituto Moreira Salles e Museu da República (domínio público) — Flávio de Barros · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Árvore de caatinga no local do antigo arraial de Canudos, hoje — Albertoleoncio, CC BY 4.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Açude de Cocorobó com serra ao fundo, plano aberto de reportagem de TV (Bom Dia Brasil, TV Globo); uso transformativo: 4s de ilustração sob narração, não é o conteúdo principal — Bom Dia Brasil · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Página de 'O Assassinato do Coronel Gentil José de Castro: subsídios para a história do regimento republicano no Brazil' — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Marcha do MST com bandeiras e faixa por reforma agrária numa avenida de São Paulo, reportagem da TV Brasil; uso transformativo: 6s de ilustração sob narração — TV Brasil · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Retrato pintado de Raimundo Nina Rodrigues, médico baiano (reprodução do livro Mestres da Medicina Legal, 1977), Wikimedia Commons — Lopes Rodrigues (atribuída) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Arlindo Batista Leoni em 1933, anos depois da guerra, já deputado federal pela Bahia (foto do arquivo da Câmara dos Deputados) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Coronel Horácio de Matos, chefe político da Chapada Diamantina (Bahia), anos 1920: o tipo do coronel do sertão, algumas décadas depois de Canudos — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Tropa de choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro em protesto, 20 de junho de 2014 — Agência Brasil, CC BY 3.0 BR, Wikimedia Commons — Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
Música
Toque de Iuna (capoeira), tradicional — Djino (Wikimedia Commons) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Quarteto 2, Noturno — Borodin · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Sinfonia 4, I — Brahms · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Beethoven, Abertura Coriolano, Op. 62 — Czech National Symphony Orchestra · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Between Life And Death — HoliznaCC0 · CC0 ver origem (abre em outra aba)
Música
L'internationale (backing track) — Salakapakka Sound System · CC BY 1.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Impending Boom — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Lost Time — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Oppressive Gloom — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Stormfront — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Wounded — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Sinfonia Italiana, I — Mendelssohn · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Sinfonia 40, II — Mozart · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Mussorgsky, Noite no Monte Calvo — Skidmore College Orchestra · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Música
Sinfonia Patética, I — Tchaikovsky · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Juazeiro, Bahia, hoje — ricardobc, CC BY 3.0, Wikimedia Commons — Wikimedia Commons · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)

Gostou? Manda pra quem precisa ver.

Mandar pra alguém

Telegram (abre em outra aba)X (abre em outra aba)Bluesky (abre em outra aba)

Link do episódio:https://fiovermelho.org/episodios/canudos-a-republica-contra-os-pobres/

Link do episódio:

Leia também

1 de 3
FontesMandar no zap (abre em outra aba)