Sobreo Fio Vermelho
De onde vem o nome, quem faz e como a gente trabalha.
De onde vem o nome
O nome tem três sentidos.
O fio que liga as coisas
Em português, "fio condutor" ou "fio vermelho" é o que atravessa uma história do começo ao fim e dá sentido a ela.
A expressão vem do alemão roter Faden. Goethe a usou em As Afinidades Eletivas, de 1809: ele conta que as cordas da Marinha inglesa tinham um fio vermelho trançado por dentro, de ponta a ponta, de modo que qualquer pedaço cortado mostrava de onde vinha. Corte em qualquer ponto, e o fio está lá.
FonteGoethe, Die Wahlverwandtschaften (1809), Parte II, cap. 2 (diário de Ottilie). Projekt Gutenberg-DE: texto integral, domínio público (página longa, é o romance inteiro) (abre em outra aba)
É o jeito do canal
Cada vídeo puxa esse fio entre o passado e hoje.
O integralismo é o melhor exemplo: 1937, 1964 e 2025, três vezes o mesmo atalho, o golpe.
O mesmo homem do plano falso de 1937 pôs a tropa na rua em 1964, e o lema dos camisas-verdes voltou à boca de um presidente. O capítulo final desse vídeo se chama, inclusive, "O FIO".
FonteConferir as fontes: episódio Integralismo e as fontes dele
O vermelho é a linha política
O vermelho diz de que lado o canal está, sem precisar gritar na porta. O Fio Vermelho é de esquerda. Quem tá chegando agora é bem-vindo pra ver as fontes e tirar a própria conclusão.
Quem somos
O Fio Vermelho é um canal de documentários sobre a história do Brasil, feito do lado de quem trabalha.
A gente conta o que aconteceu e mostra de onde veio cada coisa, pra você não precisar acreditar na nossa palavra.
Quem escreve e produz é a equipe do canal. Este site é a casa do canal: o vídeo, o texto de leitura e as fontes de cada episódio ficam aqui, fora do algoritmo.
Como a gente trabalha
Tudo que a gente diz tem fonte. Cada episódio tem um bloco de Fontes junto do texto, mostrando de onde saiu o que a gente conta. Episódio sem fonte não vai ao ar.
Fato confirmado e fato disputado
Fonte confirmada. Fato confirmado é o que os documentos e os historiadores sustentam.
Fonte disputada: os historiadores discordam. Fato disputado é aquele em que as fontes ou os historiadores discordam.
Nos episódios, cada fonte leva um selo dizendo qual dos dois é. Quando é disputado, a gente mostra os dois lados e diz qual pesa mais.
Quem responde
Quem escreve responde pelo que publica. Se o texto diz, a fonte tá na página.
Como a gente corrige
A gente erra. Quando erra, corrige em público, com data.
Cada correção diz o que estava errado e o que é o certo, e fica na página Correções. A página que foi corrigida avisa no topo e leva até lá. Se o texto corrigido sair do ar, a correção continua na lista.
O que a gente não faz
- Não acusa pessoa viva de crime sem citar a condenação.
- Não chama ninguém à violência.
- Não faz da religião nem de quem tem fé o alvo. Quando um episódio critica uma instituição ou quem lucra com ela, a crítica vem com fonte. A fé de quem acredita fica fora disso.
- Não esconde a fonte.
