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Fio Vermelho
Colagem em preto e vermelho: operário de capacete e uma mulher de lenço, de punho erguido, diante de uma bandeira vermelha. Arte do Fio Vermelho.

Série

Ovo da Serpente · anos 1930 · Era Vargas · Estado Novo · golpe de 1964

Integralismo:o fascismo brasileiroque não acabou em 1938

O governo de Mussolini pagava 50 contos de réis por mês aos camisas verdes. Em público, Plínio Salgado falava em um milhão de seguidores; numa carta de 1946, escreveu outra conta.

Thumbnail do episódio: a frase PAGO POR ROMA em letras bege e pretas sobre fundo preto, ao lado de um retrato desfocado de Benito Mussolini em tons de vermelho.

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Leitura · 17 min

A carta de 1946: 200 mil contra 1 milhão

Numa carta ao genro, Loureiro Júnior, escrita no exílio em Portugal em 4 de maio de 1946, o chefe dos camisas verdes fez uma conta que nunca tinha feito em público. Em público, a Ação Integralista Brasileira, o partido fascista dos camisas verdes, dizia ter passado de um milhão de filiados. Na carta, Plínio Salgado escreveu outra coisa.

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil.

— Plínio Salgado, Carta a Loureiro Júnior (1946) · ver fonte GONOLI2016

Duzentos mil é um quinto do que a propaganda anunciava. E a frase não era desabafo: era a explicação, pro genro, de por que eles tinham fundado um partido novo.

Nas palavras do historiador João Fábio Bertonha, o integralismo foi o maior partido fascista fora da Europa. Getúlio Vargas fechou as sedes e, depois, prendeu quem tentou derrubá-lo. Em 1945, o chefe mandou publicar no jornal que o partido tinha sido fechado, mas a doutrina, ninguém podia fechar.

Correio da Manhã1945-09-09 · Manifesto-Diretiva de Plínio Salgado, p. 10

A “Ação Integralista Brasileira” era um partido e foi fechada; mas o Integralismo é uma doutrina e ninguém o pode fechar.

Documento da fonte GONOLI2016

Ele tinha razão. Só que o que sobreviveu não foram as camisas verdes. Foi o que aquela carta mostra: uma versão pública, e outra nos papéis.

E nos papéis está o nome de quem escreveu o texto que virou o plano falso que deu a Getúlio uma ditadura. Está também onde esse mesmo homem estava na madrugada do golpe de 1964. E está a razão de isso não ser passado: o lema deles voltou à boca de um presidente da República.

Fontes deste capítulo:GONOLI2016disputadaBERT2018GON2017CPDOC-PSPIOVEZANdisputadaBERT2011PUBLICA, 7 fontes, 2 disputadas
GONOLI2016Fonte disputada: os historiadores discordam.

“Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”: vivendo na ilusão com os verdadeiros números do integralismo

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil

Aqui os historiadores discordam.

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BERT2018Fonte confirmada.

Salgado, Reale e Barroso. Políticos e intelectuais em circulação entre Brasil, Itália, Alemanha, França e Portugal

o maior partido fascista fora da Europa

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GON2017Fonte confirmada.

Un ensayo bibliográfico sobre el integralismo brasileño

el movimiento fascista de mayor éxito en Latinoamérica

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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PIOVEZANFonte disputada: os historiadores discordam.

Rituais fúnebres militares: o túmulo dos Fuzileiros Navais mortos na Intentona Integralista de 1938

Aqui os historiadores discordam.

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BERT2011Fonte confirmada.

Plínio Salgado, o integralismo brasileiro e as suas relações com Portugal (1932-1975)

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PUBLICAFonte confirmada.

Deus e o diabo na terra do voto

O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade

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Roma, 1930: o fogo sagrado de Plínio Salgado

A história começa na Roma fascista de 1930, com um escritor paulista. Plínio Salgado passou um mês olhando o fascismo de perto e conseguiu ser recebido por Benito Mussolini, o ditador fascista da Itália. Depois do encontro, escreveu a um amigo no Brasil que um “fogo sagrado” tinha entrado na vida dele.

Noutra carta da mesma viagem, ele foi mais preciso.

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante.

— Plínio Salgado, Carta escrita na viagem à Itália (1930) · ver fonte CALIL2013

Na mesma carta, ele elogia o jeito como o fascismo organizava o trabalho. O capital, escreveu, é “admiravelmente bem controlado”. Não é igual, é semelhante. E ele não escreveu isso como defesa: escreveu como elogio.

Dois anos depois, em 7 de outubro de 1932, sai em São Paulo o manifesto que funda a Ação Integralista Brasileira. O que o fascismo daqui copiou primeiro foi a roupa. Na Itália, a milícia de Mussolini usava camisa negra. Aqui, o uniforme do fascismo integralista era a camisa verde, com uma braçadeira e uma letra grega.

A letra é o sigma, o sinal da soma na matemática, e o símbolo do integralismo. A ideia fascista era a nação inteira somada numa coisa só, sem outros partidos e sem divergência.

E tinha a saudação. O braço estendido é o de Roma, a saudação fascista. O que se gritava com ele era uma palavra de origem indígena, Anauê, que eles traduziam como “você é meu irmão”. Repara na escolha: o gesto vinha da Itália, e a palavra em cima dele era a mais brasileira que dava pra achar.

O lema do fascismo integralista era Deus, Pátria e Família. E o nacionalismo, ali, funcionava como figurino: brasileiro na casca, italiano no molde.

Fontes deste capítulo:GON2017CPDOC-PSCALIL2013IHU-DWHISTMUNDO, 5 fontes
GON2017Fonte confirmada.

Un ensayo bibliográfico sobre el integralismo brasileño

el movimiento fascista de mayor éxito en Latinoamérica

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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CALIL2013Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964)

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

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IHU-DWFonte confirmada.

Como “Deus, Pátria e Família” entrou na política do Brasil

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HISTMUNDOFonte confirmada.

Texto de divulgação sobre o integralismo e seus símbolos

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A milícia e a Praça da Sé, em 1934

Fascismo, aqui, não é xingamento. É o que o historiador Robert Paxton descreveu no livro A Anatomia do Fascismo: um partido de massa, de militantes nacionalistas, que larga as liberdades democráticas e usa a violência. E que age em aliança, incômoda mas eficaz, com as elites de sempre.

um partido de base popular formado por militantes nacionalistas engajados, operando em cooperação desconfortável, mas eficaz com as elites tradicionais, repudia as liberdades democráticas e passa a perseguir [...] por meio de uma violência redentora

— Robert O. Paxton, A Anatomia do Fascismo (2007) · ver fonte PAXTON

Pra isso, o fascismo integralista organizou uma milícia. Quem comandava era Gustavo Barroso, presidente da Academia Brasileira de Letras e fundador do Museu Histórico Nacional. Quem montou a estrutura foi um capitão do Exército chamado Olímpio Mourão Filho. Ele tinha passado pela Escola de Estado-Maior, a escola dos oficiais de comando, e organizou a milícia nos moldes do Exército.

Mais tarde, o departamento da milícia mudou de nome no organograma: virou Departamento de Educação Moral e Cívica. A milícia mudou o nome. O capitão ficou. Em 1937, ele chefiava o serviço secreto do movimento.

Só que milícia precisa de rua. E a rua, em São Paulo, não era dela. Em 7 de outubro de 1934, no segundo aniversário do movimento, a milícia integralista marcou um desfile na Praça da Sé. E pela primeira vez a esquerda inteira, que vivia brigando entre si, foi junta pra impedir. A nossa gente: comunistas, anarquistas, trotskistas, socialistas, sindicatos e exilados italianos que tinham fugido de Mussolini.

Os anarquistas da Federação Operária de São Paulo convocaram assim:

guerra ao integralismo com todas as tuas energias

— Federação Operária de São Paulo, Convocação para a Praça da Sé (1934) · ver fonte TOPOI

Começou o tiroteio, e a praça virou campo de batalha durante a tarde. Quantos morreram, ninguém sabe ao certo: o jornal dos próprios integralistas falou em cinco, outros relatos falam em mais.

O que todo mundo lembra é a fuga. Fúlvio Abramo, militante antifascista que estava lá, contou 50 anos depois como os integralistas corriam: tirando a camisa verde, pra não serem reconhecidos. Valentes de uniforme. Covardes sem ele. Acharam camisa verde jogada até nas ruas da Mooca.

O jornal do humorista Aparício Torelly, o Barão de Itararé, deu a manchete.

Um integralista não corre, voa.

— Barão de Itararé (Aparício Torelly), Manchete de outubro de 1934 (1934) · ver fonte TOPOI

Dali pra frente, eles viraram os galinhas verdes. E o dia ficou conhecido como a revoada.

Fontes deste capítulo:GON2017CPDOC-PSPAXTONCPDOC-MOURAOTOPOIABRAMOdisputadaABRAMO-LIVRO, 7 fontes, 1 disputada
GON2017Fonte confirmada.

Un ensayo bibliográfico sobre el integralismo brasileño

el movimiento fascista de mayor éxito en Latinoamérica

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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PAXTONFonte confirmada.

A Anatomia do Fascismo

operando em cooperação desconfortável, mas eficaz com as elites tradicionais

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CPDOC-MOURAOFonte confirmada.

Verbete biográfico “Mourão Filho, Olímpio”

com os conhecimentos adquiridos na Escola de Estado-Maior, organizou a milícia integralista nos moldes do Exército

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TOPOIFonte confirmada.

A Frente Única Antifascista (FUA) e o antifascismo no Brasil (1933-1934)

pela primeira vez todas as forças antifascistas participaram em conjunto

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ABRAMOFonte disputada: os historiadores discordam.

Entrevista de Fúlvio Abramo a José Arbex Júnior

Não se sabe o número exato

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Barroso e o inimigo com sobrenome

O comandante da milícia também escolheu o inimigo, e deu a ele um rosto. Em 1934, Gustavo Barroso publicou um livro chamado Brasil, Colônia de Banqueiros. A tese: o Brasil seria uma colônia de banqueiros judeus. O livro saiu em segunda edição no mesmo ano.

Dois anos depois, em 1936, ele assinou a primeira tradução publicada no Brasil dos Protocolos dos Sábios de Sião, com comentários dele. É um texto que dizia revelar um plano secreto dos judeus pra dominar o mundo. E é uma fraude: desde 1921, quando o jornal inglês The Times mostrou, se sabe que ele foi copiado de uma sátira francesa de 1864 que nem falava de judeus.

Pra Barroso, o comunismo também tinha sobrenome. Segundo Olímpio Mourão Filho, que conviveu com ele, Barroso chamava o comunista húngaro Béla Kun de “Béla Cohen”. Na cabeça dele, o banqueiro e o comunista eram o mesmo inimigo, e os dois tinham sobrenome de judeu.

Agora repara pra onde o ódio apontava, e pra onde ele não apontava. O integralismo falava mal do capitalismo internacional, mas nunca pôs em questão a propriedade da fábrica, nem o lucro de quem era dono dela. Quem chamou atenção pra isso foi o cientista político Hélgio Trindade, autor do estudo clássico sobre o movimento.

o integralismo não punha em questão a propriedade dos meios de produção e o princípio do lucro

— Hélgio Trindade, Verbete “Integralismo”, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro · ver fonte CALIL2013

O essencial do sistema ficava intocado. O dono da fábrica no Brás não era o inimigo. O inimigo era um banqueiro em Londres, com sobrenome. O historiador Gilberto Calil resume a manobra: culpar o capitalismo internacional pelos males do capitalismo, sem tocar na propriedade de ninguém daqui.

É o truque mais velho da burguesia: dar a quem trabalha um inimigo que não seja o patrão.

Fontes deste capítulo:CALIL2013BBMTUCCIUSHMMMANCHETE1958disputada, 5 fontes, 1 disputada
CALIL2013Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964)

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

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TUCCIFonte confirmada.

Resenha de Nem Rothschild nem Trotsky, de Marcos Chor Maio

o mais convicto teórico anti-semita brasileiro

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MANCHETE1958Fonte disputada: os historiadores discordam.

Depoimento de Olímpio Mourão Filho à revista Manchete (citado no verbete “Plano Cohen”)

Aqui os historiadores discordam.

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A mesada de Roma

Julho de 1937. A milícia fascista integralista desfila na Avenida Paulista, e Plínio passa a tropa em revista de uma sacada. O consulado dos Estados Unidos em São Paulo anotou, num relatório de 19 de julho, de quem era a sacada: da casa de Angelo Poci, diretor do Fanfulla, o jornal fascista dos italianos de São Paulo.

A ligação ia além da sacada. Em outubro de 1936, o ministro do Exterior da Itália, Galeazzo Ciano, genro de Mussolini, mandou um telegrama aos diplomatas italianos no Brasil com uma pergunta: valia a pena apoiar os integralistas? Os cônsules disseram que não. A embaixada no Rio disse que sim, e propôs dinheiro.

Roma aceitou. Segundo o historiador João Fábio Bertonha, que leu os arquivos do Ministério do Exterior italiano, um subsídio passou a sair regularmente dos cofres italianos para os integralistas. Quanto? Segundo uma revelação do próprio Ciano, 50 contos de réis por mês, entregues pela embaixada no Rio.

um subsídio financeiro passou a ser transferido regularmente

— João Fábio Bertonha, Entre Mussolini e Plínio Salgado (2001) · ver fonte BERT2001

Pra ter uma régua: em 1940, o primeiro salário mínimo do Rio, então capital do país, era de 240 mil-réis. Cinquenta contos pagavam mais de 200 desses salários. Todo mês.

O movimento também fez uma campanha nacional pra arrecadar dinheiro entre os apoiadores, o Empréstimo do Sigma. A campanha inteira, segundo o jornal do próprio movimento, A Ofensiva, juntou 96 contos. Roma mandava mais da metade disso todo mês.

E no arquivo do Ministério do Exterior italiano, numa pasta chamada “Integralismo”, tem uma promissória: um papel em que se assina uma dívida. Cem contos de réis, assinados pessoalmente por Plínio Salgado. Um dos italianos que carregavam o dinheiro, Nunzio Greco, confirmou o esquema numa entrevista ao jornal O Globo, em 27 de maio de 1946.

promissória de 100 contos de réis, assinada pessoalmente por Plínio Salgado

— João Fábio Bertonha, Entre Mussolini e Plínio Salgado (2001) · ver fonte BERT2001

O movimento fascista que gritava Brasil numa palavra indígena recebia mesada do governo de Mussolini. Patriotas de aluguel. E a mesada durou pouco: em 1938, Roma cortou o dinheiro. Tinha achado alguém mais útil, que já estava no poder: Getúlio Vargas.

Fontes deste capítulo:CPDOC-PSBERT2001SALMIN, 3 fontes
CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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BERT2001Fonte confirmada.

Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil

promissória de 100 contos de réis, assinada pessoalmente por Plínio Salgado

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O Plano Cohen

Em 1937, o Brasil esperava uma eleição pra presidente, e o movimento ia lançar Plínio. Em maio, fez uma votação interna e anunciou o resultado: 846.554 votos pro chefe. Nove anos depois, a carta ao genro diria duzentos mil. Mas em 1937 o papel que ia mudar o país era outro: o Plano Cohen.

O relato a seguir é do próprio capitão Olímpio Mourão Filho. No fim de agosto, já chefe do serviço secreto integralista, ele senta numa máquina de escrever. O texto era pra um boletim interno do movimento, o Boletim de Informações nº 4. Segundo ele, uma hipótese de trabalho: um exercício de imaginar como seria uma insurreição comunista. Greve geral, um “comitê de incêndios”, saques e depredações. E um homem encarregado de eliminar cada oficial suspeito.

Plano Cohen, Boletim de Informações nº 4 (trecho citado pelo CPDOC-FGV)1937-08

(...) cada oficial suspeito (...) um homem encarregado de sua eliminação.

Documento da fonte CPDOC-COHEN

No fim de um dos capítulos, ele escreve por brincadeira o nome de Béla Kun. Aí risca o sobrenome e escreve outro: Cohen. Lembrou, contou ele depois, que um dirigente integralista chamava Béla Kun de “Béla Cohen”. Segundo o próprio Mourão, em entrevista à revista Manchete em 1958, o dirigente era o comandante da milícia, Gustavo Barroso. Se a memória dele está certa, o plano falso que ia dar ao Brasil uma ditadura foi batizado pelo antissemitismo de Barroso.

Plínio leu o texto entre 28 e 29 de agosto e desaprovou: achou fantasioso demais.

demasiado fantasioso

— Plínio Salgado, Avaliação do texto, segundo o CPDOC-FGV (1937) · ver fonte CPDOC-COHEN

Só que o papel não ficou na gaveta. Ainda segundo Mourão, ele mostrou um capítulo ao general Álvaro Mariante, padrinho de casamento dele. Mariante ficou com uma cópia e devolveu dias depois. O general Góis Monteiro, chefe do Estado-Maior do Exército, contou depois que soube do texto pelo próprio Mariante. Góis mandou uma cópia pro chefe de polícia, Filinto Müller, e outra pro chefe do Gabinete Militar, pra chegar a Getúlio.

por intermédio do general Mariante, fui sabedor do ocorrido

— General Góis Monteiro · ver fonte CPDOC-COHEN

Em 30 de setembro, o governo anuncia ter descoberto um plano comunista. O texto é lido na Hora do Brasil, o programa oficial de rádio. Dois dias depois, o Congresso aprova o estado de guerra: na Câmara, 138 votos a 58. O estado de guerra suspendia garantias da Constituição, e o governo ganhava poderes de exceção.

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil1934 · art. 161

O estado de guerra implicará a suspensão das garantias constitucionaes que possam prejudicar directa ou indirectamente a segurança nacional.

Documento da fonte CF34

E Plínio, que tinha lido aquele texto um mês antes, reconheceu o documento. E não desmentiu nada. Calou, e foi cúmplice.

Em 1º de novembro, a milícia fascista desfila no Rio, com oficiais do Exército fardados no meio. Plínio calculou 50 mil camisas verdes. O governo calculou 17 mil. A conta de sempre. Segundo o verbete de Plínio no dicionário histórico da Fundação Getúlio Vargas, Getúlio deixou subentendido que o integralismo seria a base do novo regime, e prometeu o Ministério da Educação a um integralista.

Em 10 de novembro vem o golpe. O Congresso é fechado, começa o Estado Novo. Em 2 de dezembro, Getúlio dissolve todos os partidos, incluindo o dos camisas verdes. O ministério nunca veio. O plano que um integralista escreveu ajudou a fazer a ditadura que fechou o integralismo.

Mourão diria depois, em 1956, que o texto foi alterado quando virou plano comunista. Pode ser. A máquina e o nome Cohen eram dele.

Fontes deste capítulo:GONOLI2016disputadaCPDOC-PSMANCHETE1958disputadaCPDOC-COHENCF34, 5 fontes, 2 disputadas
GONOLI2016Fonte disputada: os historiadores discordam.

“Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”: vivendo na ilusão com os verdadeiros números do integralismo

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil

Aqui os historiadores discordam.

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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MANCHETE1958Fonte disputada: os historiadores discordam.

Depoimento de Olímpio Mourão Filho à revista Manchete (citado no verbete “Plano Cohen”)

Aqui os historiadores discordam.

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CPDOC-COHENFonte confirmada.

Verbete temático “Plano Cohen”

por intermédio do general Mariante, fui sabedor do ocorrido

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CF34Fonte confirmada.

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, art. 161

O estado de guerra implicará a suspensão das garantias constitucionaes que possam prejudicar directa ou indirectamente a segurança nacional.

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O último ataque, em 1938

Sem partido e sem ministério, os integralistas tentam no braço. Na madrugada de 11 de maio de 1938, um grupo invade os jardins do Palácio Guanabara, onde Getúlio morava com a família. Com pouca guarda no palácio, a própria família ajuda na defesa, até o Exército chegar.

O ataque ao palácio fracassou, e os outros ataques na cidade também. Houve mortos dos dois lados, e cerca de 1.500 prisões. Os integralistas tinham pedido ajuda à Itália pro golpe, e asilo quando ele falhou. Roma, que já tinha escolhido Getúlio, não mandou arma nenhuma.

Plínio não estava no ataque. Foi preso no ano seguinte e mandado pro exílio em Portugal. E de lá a vida dupla continuou, agora com uma guerra mundial no meio.

Quando o Brasil entrou na guerra contra a Alemanha e a Itália, em 1942, Plínio mandou telegramas de solidariedade a Getúlio e ao general Dutra. Em particular, segundo o historiador Gilberto Calil, negociava com agentes alemães e italianos.

de forma clandestina negociava com agentes alemães e italianos para que fosse reconhecido como líder político do Brasil em uma “Ordem Nova” que se instauraria com a vitória do nazifascismo

— Gilberto Calil, Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (2013) · ver fonte CALIL2013
Fontes deste capítulo:CPDOC-PSCALIL2013BERT2001PIOVEZANdisputadaBERT2011, 5 fontes, 1 disputada
CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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CALIL2013Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964)

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

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BERT2001Fonte confirmada.

Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil

promissória de 100 contos de réis, assinada pessoalmente por Plínio Salgado

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Rituais fúnebres militares: o túmulo dos Fuzileiros Navais mortos na Intentona Integralista de 1938

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BERT2011Fonte confirmada.

Plínio Salgado, o integralismo brasileiro e as suas relações com Portugal (1932-1975)

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"Nacionalista e cristão, não fascista": a objeção mais forte

Os grupos que se dizem herdeiros do integralismo respondem a tudo isso com uma frase: não era fascismo, era nacionalismo cristão, coisa nossa. E não é frase de hoje. É do próprio Plínio, num livro de 1934, A Quarta Humanidade: diferente do fascismo, com quem só se pareceria na atitude do Estado.

diferente (...) do “fascismo” italiano, ao qual somente nos assemelhamos no concernente à nova atitude do Estado, em face da luta social

— Plínio Salgado, A Quarta Humanidade (1934) · ver fonte BERT2018

A objeção tem argumento de verdade, e vale ouvir a versão mais forte dela. O integralismo era católico. Hitler e Mussolini, nas palavras do historiador Bertonha, eram, em essência, agnósticos.

E a versão mais forte dessa objeção não veio de integralista. Veio de um marxista. O filósofo José Chasin defendeu, numa tese de 1977, que o capitalismo chegou atrasado demais ao Brasil. Tão atrasado que o país não tinha a economia nem a sociedade que fizeram nascer o fascismo europeu. O título da tese fala em regressividade, um movimento que puxava pra trás. Pra ele, o integralismo parecia fascismo, mas não era a mesma coisa.

E o historiador Leandro Pereira Gonçalves defende que as raízes de Plínio eram católicas e portuguesas, com o fascismo adaptado depois. Mesmo ele chama o movimento de fascista.

Pela régua do Paxton, religião e nacionalismo não tiram ninguém da conta. O que pesa é o que o movimento faz. E aí entram os papéis. Semelhante, não igual: foi exatamente o que Plínio escreveu de Roma em 1930. Só que em particular, e como elogio.

Nacionalismo cristão não explica a mesada do governo de Mussolini, nem a dívida de 100 contos assinada pelo chefe. Doutrina de raça, o comandante da milícia tinha: está nos Protocolos. E nada disso explica a milícia montada nos moldes do Exército, que só trocou de nome.

Quando Hélgio Trindade foi perguntar aos ex-militantes por que tinham entrado, o primeiro motivo foi o anticomunismo. O segundo, a simpatia pelos fascismos europeus. Partido de massa e nacionalista, milícia armada, desprezo pelas liberdades, e o acordo com quem mandava, à espera de um ministério: está tudo na régua do Paxton. A objeção não fica de pé.

O teste do petróleo

Falta o nacionalismo. E pra testar nacionalismo, o Brasil teve a prova perfeita: o petróleo. No fim dos anos 1940, o país inteiro discutia se o petróleo seria monopólio do Estado, ou seja, se só o poder público poderia explorar. É o que viraria a Petrobras.

A essa altura os ex-integralistas tinham partido: o Partido de Representação Popular, o PRP, fundado em 26 de setembro de 1945. Em junho de 1948, a direção desse partido aprovou, por unanimidade, um parecer contra o monopólio estatal do petróleo. Em outubro, o jornal deles escreveu isto:

Idade Nova, jornal integralista1948-10-21

Nós não acreditamos nessa história de interferências misteriosas do capitalismo estrangeiro

Documento da fonte CALIL2013

Numa entrevista de 1955, Plínio chegou a sugerir abrir as estatais, Petrobras incluída, ao capital privado. Segundo Calil, o nacionalismo do partido acabou em datas cívicas e numa campanha pra trocar um verso do Hino Nacional: em vez de “deitado eternamente em berço esplêndido”, “em pé, altivo”. Nacionalista no hino. De porta aberta pro capital estrangeiro no petróleo.

O argumento do Chasin acerta numa coisa: o Brasil agrário de 1930 não era a Itália. Mas o Bertonha resume o resto.

fascista demais para ser um católico conservador, mas, ao mesmo tempo, católico demais para ser um fascista nos moldes de Mussolini e Hitler

— João Fábio Bertonha, Salgado, Reale e Barroso (2018) · ver fonte BERT2018

E fascista o bastante, conclui ele, pra entrar no rol dos fascistas mais próximos do catolicismo.

Fontes deste capítulo:BERT2018GON2017CPDOC-PSCALIL2013PAXTONBERT2001PEREIRA, 7 fontes
BERT2018Fonte confirmada.

Salgado, Reale e Barroso. Políticos e intelectuais em circulação entre Brasil, Itália, Alemanha, França e Portugal

o maior partido fascista fora da Europa

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GON2017Fonte confirmada.

Un ensayo bibliográfico sobre el integralismo brasileño

el movimiento fascista de mayor éxito en Latinoamérica

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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CALIL2013Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964)

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

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PAXTONFonte confirmada.

A Anatomia do Fascismo

operando em cooperação desconfortável, mas eficaz com as elites tradicionais

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BERT2001Fonte confirmada.

Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil

promissória de 100 contos de réis, assinada pessoalmente por Plínio Salgado

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PEREIRAFonte confirmada.

O integralismo no Paraná e o jornal “A Razão”, 1935

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O fio: 1955, 1964, o Supremo em 2003 e o ataque de 2019

Agora a carta do começo faz sentido inteira. Plínio contava os duzentos mil pra explicar por que tinham fundado um partido novo. Os integralistas, escreveu ele, viviam na ilusão das estatísticas da propaganda. Só falavam em milhão. O partido novo, diz a carta, era pra pôr as coisas em pratos limpos: a fantasia do milhão já tinha custado derrotas.

Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, Fundo Plínio Salgado1946-05-04 · FPS PiPrP 04.05.46/2

Você sabe que os integralistas nunca souberam exatamente quantos eram em todo o país. Viviam na ilusão das estatísticas da secretaria de propaganda e dos quadros do nosso querido Pujol. Só falavam em milhão.
Ora, se não se organizasse um partido, para pôr as coisas em pratos limpos, viveríamos sempre uma vida fantasiosa, falsa, que já nos custou derrotas. Era preciso que a realidade aparecesse ao vivo.
Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil e sabendo que não passamos disso, não incorreremos em erros perniciosos.

Documento da fonte GONOLI2016

E o Partido de Representação Popular, que Plínio presidiu de 1946 até o partido ser extinto, tinha outro cuidado. Segundo Calil, os dirigentes se esforçaram pra fazer parecer que os integralistas não tinham nada a ver com a fundação. A conta de 1937, ao contrário: antes inflar, agora esconder.

Em 1955, Plínio sai candidato a presidente e tem 714 mil votos, 8% do total. Mais de três vezes os duzentos mil da carta.

E aí chega a madrugada prometida no começo: 31 de março de 1964, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Entre quatro e cinco da manhã, antes da hora combinada pelos conspiradores, um general põe as tropas de Minas em movimento contra o governo de João Goulart. O general é Olímpio Mourão Filho. O capitão que montou a milícia integralista. O homem que datilografou o Plano Cohen.

Dois dias depois, as tropas dele chegam ao Rio. Plínio Salgado apoia o golpe. Quando a ditadura extingue todos os partidos, em 1965, ele entra na Arena, o partido criado pra sustentar a ditadura. Morre em 1975.

O livro de Barroso também andou. Em 1989, a Editora Revisão reeditou os Protocolos, a mesma fraude, com os comentários dele. O dono da editora, Siegfried Ellwanger, foi processado por racismo, e entre os livros que ele editou e que levaram ao processo estavam dois de Barroso. Em 2003, o Supremo Tribunal Federal manteve a condenação por 8 votos a 3. Foi o caso em que o tribunal firmou que antissemitismo é crime de racismo.

E o nome voltou à rua. Na madrugada da véspera de Natal de 2019, coquetéis molotov atingiram a sede do Porta dos Fundos, a produtora de vídeos de humor. Um vídeo assumiu o ataque em nome de um grupo com um nome comprido: Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira. A Frente Integralista Brasileira, um dos grupos que se dizem herdeiros do movimento, negou qualquer ligação e disse não conhecer os autores.

Fontes deste capítulo:GONOLI2016disputadaCPDOC-PSCALIL2013CPDOC-MOURAOTUCCISTF-HC82424CONJURCONGFOCO, 8 fontes, 1 disputada
GONOLI2016Fonte disputada: os historiadores discordam.

“Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”: vivendo na ilusão com os verdadeiros números do integralismo

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil

Aqui os historiadores discordam.

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CPDOC-PSFonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio”

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

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CALIL2013Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964)

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

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CPDOC-MOURAOFonte confirmada.

Verbete biográfico “Mourão Filho, Olímpio”

com os conhecimentos adquiridos na Escola de Estado-Maior, organizou a milícia integralista nos moldes do Exército

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TUCCIFonte confirmada.

Resenha de Nem Rothschild nem Trotsky, de Marcos Chor Maio

o mais convicto teórico anti-semita brasileiro

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STF-HC82424Fonte confirmada.

Notícia do julgamento do habeas corpus 82.424 (caso Ellwanger)

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CONGFOCOFonte confirmada.

Na véspera do Natal, produtora do Porta dos Fundos é alvo de ataque

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O lema voltou

O partido foi fechado, mas a doutrina ninguém pode fechar. Plínio tinha razão, só que não do jeito que ele queria. O que não fechou foi a versão de fora: nacionalista, cristão, nada a ver com fascismo. É a frase que os grupos que se dizem herdeiros do integralismo repetem hoje, e é a que Plínio publicou em 1934.

A outra versão também nunca sumiu. Ela está nos papéis: a carta de Roma, a promissória, o plano datilografado em agosto. No fim dos anos 1960, mais de 20 anos depois daquela carta ao genro, o cientista político Hélgio Trindade sentou com Plínio e perguntou quantos integralistas tinham existido no Brasil. Ele respondeu: “Um milhão”. A versão de fora, até o fim.

E a versão de fora não ficou nos grupinhos de camisa verde. Ela subiu a rampa. Em 18 de setembro de 2022, o presidente da República, Jair Bolsonaro, discursou na embaixada do Brasil em Londres.

O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade.

— Jair Bolsonaro, Discurso na embaixada do Brasil em Londres (2022) · ver fonte PUBLICA

É o lema dos camisas verdes de Plínio Salgado, o do Manifesto de Outubro de 1932. Com uma palavra a mais no fim. E não foi o único eco. Na posse de 2019, o chanceler do governo dele, Ernesto Araújo, usou no discurso a expressão “anauê jaci”. Anauê era a saudação dos camisas verdes.

Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, entre outros crimes. Em 1937, em 1964 e na trama que o Supremo condenou em 2025: três vezes, o mesmo atalho, o golpe.

Eles contam com a nossa memória curta. E sempre foram menos do que diziam: o próprio chefe contava duzentos mil, enquanto a propaganda falava em um milhão. Em 1934, quando a nossa gente se juntou na Praça da Sé, o desfile da milícia fascista não aconteceu.

Por isso, a nossa parte é memória e organização. Reconhecer o lema quando ele voltar, e estar junto: no sindicato, no movimento, no voto, na rua.

A carta dos duzentos mil continua guardada no Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, no interior de São Paulo, junto com o resto dos papéis dele. Eles eram menos do que diziam. Nós podemos ser mais.

Fontes deste capítulo:GONOLI2016disputadaIHU-DWTOPOIPUBLICAAOSFATOS, 5 fontes, 1 disputada
GONOLI2016Fonte disputada: os historiadores discordam.

“Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”: vivendo na ilusão com os verdadeiros números do integralismo

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil

Aqui os historiadores discordam.

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IHU-DWFonte confirmada.

Como “Deus, Pátria e Família” entrou na política do Brasil

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TOPOIFonte confirmada.

A Frente Única Antifascista (FUA) e o antifascismo no Brasil (1933-1934)

pela primeira vez todas as forças antifascistas participaram em conjunto

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PUBLICAFonte confirmada.

Deus e o diabo na terra do voto

O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade

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AOSFATOSFonte confirmada.

O que acontece com Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão

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Fontes

Tudo que a gente conta no episódio tem a fonte aqui embaixo.

28 fontes · 24 confirmadas · 4 disputadas

GONOLI2016

Fonte disputada: os historiadores discordam.

“Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”: vivendo na ilusão com os verdadeiros números do integralismo — Leandro Pereira Gonçalves e Alexandre Luís de Oliveira, História e Cultura v. 5 n. 3, p. 155-174, 2016

A carta de Plínio Salgado a Loureiro Júnior, de 4/5/1946, guardada no Fundo Plínio Salgado (Rio Claro), existe e está transcrita e reproduzida em fac-símile; também o manifesto de 1945 e a resposta “um milhão” a Hélgio Trindade. O que está em disputa é quantos integralistas existiram: a propaganda falou em 699 mil (1935) e em mais de um milhão (1937); Plínio, em particular, em duzentos mil; historiadores repetiram de 500 mil a 1,5 milhão. Não há censo, e nenhum número fecha.

Não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil

Aqui os historiadores discordam.

https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/6077369.pdf

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BERT2018

Fonte confirmada.

Salgado, Reale e Barroso. Políticos e intelectuais em circulação entre Brasil, Itália, Alemanha, França e Portugal — João Fábio Bertonha, Perseu n. 16, 2018

O integralismo como o maior partido fascista fora da Europa; a frase de Plínio em A Quarta Humanidade (1934); Hitler e Mussolini “em essência, agnósticos”; e o integralismo fascista o bastante para entrar no rol dos fascistas mais próximos do catolicismo.

o maior partido fascista fora da Europa

https://revistaperseu.fpabramo.org.br/index.php/revista-perseu/article/download/282/233

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GON2017

Fonte confirmada.

Un ensayo bibliográfico sobre el integralismo brasileño — Leandro Pereira Gonçalves, Ayer 105, p. 241-256, 2017

A fundação da AIB em 7/10/1932, em São Paulo; Gustavo Barroso como comandante das milícias, presidente da Academia Brasileira de Letras e fundador do Museu Histórico Nacional; a tese de José Chasin (1977) e a leitura de Gonçalves sobre as raízes católicas e portuguesas de Plínio.

el movimiento fascista de mayor éxito en Latinoamérica

https://www.revistasmarcialpons.es/index.php/revistaayer/article/download/un-ensayo-bibliografico-sobre-el-integralismo-brasileno/1576/3944

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CPDOC-PS

Fonte confirmada.

Verbete biográfico “Salgado, Plínio” — Paulo Brandi, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, CPDOC-FGV

A viagem de 1930 à Itália e o “fogo sagrado”; o manifesto de 7/10/1932; uniforme e sigma; a milícia que virou Departamento Nacional de Educação Moral e Cívica; os 50 contos mensais da Itália e os 96 contos do Empréstimo do Sigma; os 846.554 votos do plebiscito interno; o desfile de 1/11/1937 (50 mil para Plínio, 17 mil para o governo); a promessa do Ministério da Educação; a dissolução de 2/12/1937; a prisão e o exílio de 1939; os telegramas de 1942; o PRP; os 714 mil votos de 1955; o apoio ao golpe de 1964, a Arena e a morte em 1975.

Vargas deixara tacitamente subentendido na ocasião que o integralismo seria a base do novo regime, e prometera inclusive a nomeação de um dirigente integralista para o cargo de ministro da Educação.

https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/salgado-plinio

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CALIL2013

Fonte confirmada.

Peculiaridades e paradoxos do nacionalismo integralista (1932-1964) — Gilberto Calil, História: Debates e Tendências v. 13 n. 1, p. 33-47, 2013

A carta de 1930 de Plínio (citada por Hélgio Trindade) e o capital “admiravelmente bem controlado”; Anauê e o sigma; a frase de Trindade sobre a propriedade e o lucro; a negociação clandestina com agentes do Eixo; o parecer do PRP contra o monopólio do petróleo (1948), o Idade Nova de 21/10/1948, a entrevista de 1955 e a campanha do hino.

Tenho estudado muito o fascismo; não é exatamente esse o regime que precisamos aí, mas é coisa semelhante

https://www.redalyc.org/pdf/5524/552456390003.pdf

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IHU-DW

Fonte confirmada.

Como “Deus, Pátria e Família” entrou na política do Brasil — Edison Veiga, DW, republicado pelo Instituto Humanitas Unisinos, 2022-10-07

O Manifesto de Outubro de 1932, que fundou a AIB, já trazia o lema Deus, Pátria e Família.

https://ihu.unisinos.br/622866

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HISTMUNDO

Fonte confirmada.

Texto de divulgação sobre o integralismo e seus símbolos — História do Mundo (historiadomundo.com.br)

A saudação integralista de braço direito estendido, à moda fascista.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 2

PAXTON

Fonte confirmada.

A Anatomia do Fascismo — Robert O. Paxton (Paz e Terra), trecho citado na resenha de Rosane S. Teixeira, Teoria & Pesquisa (UFSCar), 2007

A definição de fascismo usada no episódio: partido de base popular, militantes nacionalistas, cooperação com as elites tradicionais, repúdio às liberdades democráticas e violência.

operando em cooperação desconfortável, mas eficaz com as elites tradicionais

https://teoriaepesquisa.ufscar.br/index.php/tp/article/download/142/107/329

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CPDOC-MOURAO

Fonte confirmada.

Verbete biográfico “Mourão Filho, Olímpio” — Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, CPDOC-FGV

Mourão organizou a milícia integralista e chefiou o serviço secreto da AIB em 1937; em 31/3/1964, entre quatro e cinco da manhã, antes da hora combinada, deu início ao movimento em Minas Gerais, e suas tropas chegaram ao Rio em 2/4/1964.

com os conhecimentos adquiridos na Escola de Estado-Maior, organizou a milícia integralista nos moldes do Exército

https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/mourao-filho-olimpio

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TOPOI

Fonte confirmada.

A Frente Única Antifascista (FUA) e o antifascismo no Brasil (1933-1934) — Ricardo Figueiredo de Castro, Topoi v. 3 n. 5, 2002

Em 7/10/1934, na Praça da Sé, as forças antifascistas agiram juntas pela primeira vez; a convocação da Federação Operária de São Paulo; a manchete do jornal de Aparício Torelly. O artigo lembra que os relatos dos militantes são partidários e disputam a memória do dia.

pela primeira vez todas as forças antifascistas participaram em conjunto

https://www.revistas.ufrj.br/index.php/topoi/article/view/70294

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ABRAMO

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Entrevista de Fúlvio Abramo a José Arbex Júnior — Fúlvio Abramo, participante da contramanifestação da Praça da Sé, 1984-10-07

Quantos morreram na Praça da Sé em 7/10/1934: o jornal integralista A Ofensiva falou em cinco (segundo o CPDOC); Abramo, que estava na praça, diz que não se sabe o número exato; outras fontes falam em seis ou sete. É dele também o relato da fuga dos integralistas tirando a camisa verde, com camisas achadas até na Mooca.

Não se sabe o número exato

Aqui os historiadores discordam.

https://www.marxists.org/portugues/abramo/1984/10/07.htm

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 3

ABRAMO-LIVRO

Fonte confirmada.

A Revoada dos Galinhas Verdes — Fúlvio Abramo

O apelido “galinhas verdes” e o nome “revoada” para o dia da Praça da Sé.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3

BBM

Fonte confirmada.

Brasil, colonia de banqueiros (registro do acervo) — Gustavo Barroso, Civilização Brasileira; acervo da Brasiliana USP, 1934

O livro de Barroso saiu em 1934 e teve segunda edição no mesmo ano.

https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7547

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 4

TUCCI

Fonte confirmada.

Resenha de Nem Rothschild nem Trotsky, de Marcos Chor Maio — Maria Luiza Tucci Carneiro, Revista de História (USP) n. 129-131

Barroso fez a primeira tradução dos Protocolos publicada no Brasil, em 1936, com comentários; ela foi reeditada pela Editora Revisão em 1989.

o mais convicto teórico anti-semita brasileiro

https://periodicos.usp.br/revhistoria/article/download/18736/20799/22267

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 4, 9

USHMM

Fonte confirmada.

Protocolos dos Sábios de Sião — Enciclopédia do Holocausto, Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos

Os Protocolos são uma fraude que dizia revelar um plano judaico de dominação do mundo; em 1921, o The Times mostrou que eram plágio do Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu, de Maurice Joly (1864).

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/protocols-of-the-elders-of-zion

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MANCHETE1958

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Depoimento de Olímpio Mourão Filho à revista Manchete (citado no verbete “Plano Cohen”) — Olímpio Mourão Filho, revista Manchete; via CPDOC-FGV, 1958-11-11

De onde veio o nome Cohen: só há o testemunho de Mourão, o autor do plano, que diz ter lembrado que Gustavo Barroso chamava Béla Kun de “Béla Cohen”. Também se disputa de quem foi a ideia do plano: textos de divulgação dizem que Plínio mandou escrever; o CPDOC diz que ele leu e desaprovou, e é essa a versão seguida aqui.

Aqui os historiadores discordam.

https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/plano-cohen

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CPDOC-COHEN

Fonte confirmada.

Verbete temático “Plano Cohen” — Paulo Brandi, CPDOC-FGV

Mourão escreveu o texto no fim de agosto de 1937 como “hipótese de trabalho” para o Boletim de Informações nº 4; Plínio leu e desaprovou, depois reconheceu o documento e não desmentiu; o caminho por Mariante e Góis Monteiro até Vargas; o anúncio de 30/9 e a leitura na Hora do Brasil; o estado de guerra aprovado na Câmara por 138 a 58; a admissão de Mourão em 1956.

por intermédio do general Mariante, fui sabedor do ocorrido

https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/plano-cohen

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BERT2001

Fonte confirmada.

Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil — João Fábio Bertonha, Revista Brasileira de História v. 21 n. 40, p. 85-105, 2001

O relatório do consulado dos EUA (19/7/1937) sobre a sacada de Angelo Poci; o telegrama de Ciano (out/1936) e o subsídio regular; a promissória no arquivo do Ministério do Exterior italiano; a confirmação de Nunzio Greco a O Globo (27/5/1946); o corte em 1938, o pedido de ajuda e asilo e a recusa de armas; os motivos de adesão levantados por Trindade.

promissória de 100 contos de réis, assinada pessoalmente por Plínio Salgado

https://www.redalyc.org/pdf/263/26304005.pdf

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SALMIN

Fonte confirmada.

Monografia de 1940 sobre o salário mínimo — José Moacir de Andrade Sobrinho, Revista do Serviço Público (ENAP), 1940

O primeiro salário mínimo do Distrito Federal (Rio), de 1940, era de 240 mil-réis; 50 contos equivalem a cerca de 208 desses salários.

https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/download/8973/6008/28229

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CF34

Fonte confirmada.

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, art. 161 — Assembleia Nacional Constituinte; texto no portal da Presidência da República, 1934

O estado de guerra implicará a suspensão das garantias constitucionaes que possam prejudicar directa ou indirectamente a segurança nacional.

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm

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PIOVEZAN

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Rituais fúnebres militares: o túmulo dos Fuzileiros Navais mortos na Intentona Integralista de 1938 — Adriane Piovezan, anais da ANPUH

Quantos morreram no ataque de 11/5/1938: Piovezan registra quatro fuzileiros e dois guardas do lado do governo e sete baixas entre os revoltosos; outras fontes falam em cerca de uma dúzia de rebeldes. Por isso o texto diz só que houve mortos dos dois lados. Ela registra também a família de Vargas na defesa do palácio e cerca de 1.500 presos.

Aqui os historiadores discordam.

https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548953103_9623461c934f58973b038ad3538c329c.pdf

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BERT2011

Fonte confirmada.

Plínio Salgado, o integralismo brasileiro e as suas relações com Portugal (1932-1975) — João Fábio Bertonha, Análise Social v. XLVI n. 198, 2011

O exílio de Plínio Salgado em Portugal.

https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/download/23553/17548/90198

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PEREIRA

Fonte confirmada.

O integralismo no Paraná e o jornal “A Razão”, 1935 — Luciana A. Pereira e Rafael Athaides

José Chasin, de matriz marxista, negou a identidade entre fascismo e integralismo e falou só em semelhança: o Brasil não tinha as condições das economias em que o fascismo nasceu.

https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/3694622.pdf

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STF-HC82424

Fonte confirmada.

Notícia do julgamento do habeas corpus 82.424 (caso Ellwanger) — Supremo Tribunal Federal

Em 2003, o STF negou o habeas corpus e manteve a condenação de Siegfried Ellwanger por racismo, por 8 votos a 3.

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/direto-do-plenario-stf-nega-hc-a-editor-condenado-por-racismo/

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CONJUR

Fonte confirmada.

Publicação do acórdão do habeas corpus 82.424 — Consultor Jurídico (Conjur), 2004-03-19

Entre os livros editados por Ellwanger estavam A História Secreta do Brasil, de Barroso, e os Protocolos anotados por Barroso; o julgamento firmou que antissemitismo é racismo.

https://www.conjur.com.br/2004-mar-19/dj_publica_acordao_editor_nazista_condenado_stf//?print=1

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CONGFOCO

Fonte confirmada.

Na véspera do Natal, produtora do Porta dos Fundos é alvo de ataque — Congresso em Foco

Coquetéis molotov atingiram a sede do Porta dos Fundos na madrugada de 24/12/2019; um vídeo reivindicou o ataque em nome do “Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira”; a Frente Integralista Brasileira repudiou e disse desconhecer o grupo.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/24147/na-vespera-do-natal-produtora-do-porta-dos-fundos-e-alvo-de-ataque

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PUBLICA

Fonte confirmada.

Deus e o diabo na terra do voto — Bruno Fonseca e Mariama Correia, Agência Pública, 2022-10-01

A frase de Jair Bolsonaro no discurso na embaixada do Brasil em Londres, em 18/9/2022, e o “anauê jaci” de Ernesto Araújo no discurso de posse de 2019, saudação usada pelos integralistas.

O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade

https://apublica.org/2022/10/deus-e-o-diabo-na-terra-do-voto/

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AOSFATOS

Fonte confirmada.

O que acontece com Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão — Aos Fatos, 2025-09-12

Em 11/9/2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro, por 4 a 1, a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

https://www.aosfatos.org/noticias/o-que-acontece-com-bolsonaro-condenado-a-27-anos-de-prisao/

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Linha do tempo

  1. 1930

    Plínio Salgado passa um mês na Itália fascista e é recebido por Mussolini.

  2. 1932-10-07

    Manifesto lançado em São Paulo funda a Ação Integralista Brasileira.

  3. 1934-10-07

    A frente antifascista enfrenta o desfile da milícia integralista na Praça da Sé.

  4. 1936-10

    Galeazzo Ciano pergunta aos diplomatas italianos se vale apoiar os integralistas; Roma passa a mandar dinheiro.

  5. 1937-09-30

    O governo anuncia o Plano Cohen, escrito por Olímpio Mourão Filho, e o lê na Hora do Brasil.

  6. 1937-11-10

    Golpe do Estado Novo: Getúlio Vargas fecha o Congresso.

  7. 1937-12-02

    Decreto dissolve todos os partidos, inclusive a Ação Integralista Brasileira.

  8. 1938-05-11

    Integralistas atacam o Palácio Guanabara e fracassam.

  9. 1946-05-04

    No exílio, Plínio escreve ao genro: “não é vergonha nenhuma sermos duzentos mil”.

  10. 1964-03-31

    Olímpio Mourão Filho põe as tropas de Minas em movimento no golpe contra João Goulart.

  11. 2003

    O STF mantém a condenação por racismo do editor que reeditou os Protocolos de Barroso.

  12. 2022-09-18

    Em Londres, o presidente Jair Bolsonaro repete o lema integralista com uma palavra a mais.

Créditos

Imagem
Marcha integralista no Rio de Janeiro, 1937 (Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Anauê! de outubro de 1937, página '7 de Outubro', aniversário da AIB: revista da propaganda integralista do ano em que anunciou mais de um milhão — Anauê! (Ação Integralista Brasileira) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Getúlio Vargas com Dom Aquino Corrêa, 1938 (Fundo Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, domingo 9 de setembro de 1945, p.10: Manifesto-Diretiva enviado por Plínio Salgado aos integralistas brasileiros em julho de 1945 — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Capa do Correio da Manhã de 1º de outubro de 1937 denunciando o Plano Cohen — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Caminhões militares e soldados no Vale do Paraíba, abril de 1964 (Fundo Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Milton · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Plínio Salgado no Rio de Janeiro, 1935 (agência Keystone) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mussolini discursando para multidão em Roma, 1935 (cinejornal) — Internet Archive (coleção Stock Footage) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operárias de Pola saúdam Mussolini, 1930 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
Imagem
Imigrantes desembarcando no porto de Santos, c. 1937 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Exemplar do Manifesto de Outubro de 1932, que fundou a AIB — Phillip1932 · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Esquadra fascista de camisas negras em Busseto, Itália, 1922 (foto de arquivo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Juventude integralista uniformizada, anos 1930 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Anauê! de outubro de 1937: porta-bandeira com a bandeira do sigma — Anauê! (Ação Integralista Brasileira) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Capa de um número da revista Anauê!, anos 1930 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Saudação integralista, 1935 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Sessão doutrinária integralista, 1937 (lema Deus, Pátria e Família) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Estátua de Augusto de Prima Porta, Roma antiga — Till Niermann · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Oficiais da milícia da AIB no Paraná, 1935 — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Gustavo Barroso, retrato de 1958 (Fundo Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Pátio Gustavo Barroso no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro (foto atual) — Adrianabc · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Olímpio Mourão Filho em 1957 (Fundo Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Monitor Integralista, jan. 1935: regulamento provisório da milícia — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Anauê! de outubro de 1937: página com fotos de desfile integralista no Dia da Raça — Anauê! (Ação Integralista Brasileira) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Anauê! de outubro de 1937: página com multidão e formação integralista — Anauê! (Ação Integralista Brasileira) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Manifestação na Praça da Sé, São Paulo, maio de 1932 (dois anos antes do episódio de 1934) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 9 de outubro de 1934, p.1: os extremistas atacaram a bala a demonstração dos integralistas (Praça da Sé) — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Integralistas fogem do tiroteio na Praça da Sé, São Paulo, outubro de 1934 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Integralistas carregam companheiro ferido na Praça da Sé, outubro de 1934 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fúlvio Abramo na década de 1920 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Logotipo do jornal O Homem do Povo, 1931 — Patricia Galvão · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Artigo do The Times, agosto de 1921, que expôs os Protocolos como plágio — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de Béla Kun, 1919 — Gyula Jelfy · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Galeazzo Ciano, retrato de 1933 — Ullstein Bild · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Cédula de mil-réis da República, emitida pela Casa da Moeda — Casa da Moeda · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Assinatura de Plínio Salgado, anos 1940 — Plinio Salgado · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Anauê! de outubro de 1937: multidão integralista de braço estendido — Anauê! (Ação Integralista Brasileira) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Getúlio Vargas em reunião com o general Horta Barbosa, 1938 (Fundo Correio da Manhã) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Gustavo Barroso de uniforme integralista, outubro de 1933 (Fundo Correio da Manhã) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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General Pedro Aurélio de Góis Monteiro em 1937 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 3 de outubro de 1937, p.24: estado de guerra para todo o território nacional aprovado — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Plínio Salgado desfilando no Rio de Janeiro, L'Intransigeant, 10/4/1937 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Gustavo Barroso na marcha integralista de 1º de novembro de 1937, Rio — Manoel Ferraz Hasslocher · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 2 de novembro de 1937, p.3: notícia do desfile integralista do dia 1º — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt, 1936 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 11 de novembro de 1937, p.1: A Nova Constituição do Estado Novo — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Alameda de palmeiras vista do Palácio Guanabara (Instituto Moreira Salles) — Núcleo de digitalização / IMS · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 12 de maio de 1938, p.1: o putsch integralista e o ataque ao Palácio Guanabara — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 12 de maio de 1938, p.3: o fracasso da intentona integralista — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Colheita de café em São Paulo, início do século XX (Guilherme Gaensly) — Guilherme Gaensly · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Terreiro e embarque de café, São Paulo, 1908 (Guilherme Gaensly) — Guilherme Gaensly · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Partitura do Hino Nacional Brasileiro, 1922 — Governo do Brasil · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Carro de bois numa estrada de terra, trecho de Manhã na Roça (INCE, 1955); imagem de arquivo do campo brasileiro, não é dos anos 1930 — INCE · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cédula presidencial de 1955, a primeira oficial — Tribunal Superior Eleitoral · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Soldados em caminhão no centro do Rio, abril de 1964 (Fundo Correio da Manhã) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Olímpio Mourão Filho em 1964 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Soldados e caminhão militar, 2 de abril de 1964 (Fundo Correio da Manhã) — Milton · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Primeira página do Ato Institucional nº 2, outubro de 1965 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Escultura A Justiça diante do prédio do Supremo Tribunal Federal, Brasília (foto atual) — Hikaru Barata · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Plínio Salgado, 1959 (Fundo Correio da Manhã) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fac-símile de trecho da carta de Plínio Salgado a Loureiro Júnior, 4/5/1946, reproduzido em Gonçalves e Oliveira, História e Cultura v.5 n.3 (2016) — Plínio Salgado (fac-símile publicado por Gonçalves e Oliveira, 2016) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Fac-símile da carta de 1946: datilografia com rasura de xxxx no meio da frase, mesmo artigo — Plínio Salgado (fac-símile publicado por Gonçalves e Oliveira, 2016) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 2 de outubro de 1945, p.1: editorial que chama o integralismo de 'a forma mais espetacular do fascismo' — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 1º de outubro de 1937, p.3: 'As instruções do Komintern' e o anúncio de que o plano seria divulgado pela Hora do Brasil — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 30 de setembro de 1937, p.1: a divulgação das instruções apreendidas pelo Estado-Maior do Exército — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 6 de outubro de 1937, p.1: criada por decreto a Comissão Executora do Estado de Guerra — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 4 de dezembro de 1937, p.1: 'Não existem mais partidos políticos nem milícias cívicas', decreto-lei que dissolve a Ação Integralista Brasileira — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, dezembro de 1945, p.2: registro provisório do Partido de Representação Popular no TSE — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 11 de novembro de 1945, p.2: texto que acusa o integralismo de reaparecer 'disfarçado' no Partido de Representação Popular — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 18 de julho de 1948, p.32: conflito diante da sede do PRP em São Paulo por causa de cartazes da campanha do petróleo — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 24 de junho de 1948, p.3: artigo sobre o monopólio estatal do petróleo e o slogan 'o petróleo é nosso' — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 2 de julho de 1948, p.2: artigo sobre a campanha do 'petróleo é nosso' — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 1º de junho de 1948, p.14: 'A Campanha do Petróleo' (comissão de estudos em Goiás) — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 22 de setembro de 1955, p.2: anúncio da campanha 'Plínio Salgado, candidato do povo à Presidência da República' — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 9 de outubro de 1955, p. — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 2 de setembro de 1942, p.8: 'Vários integralistas foram presos' durante tumulto na Avenida, semanas depois da declaração de guerra — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 12 de outubro de 1934, p.7: soltos os implicados no conflito entre integralistas e comunistas na praça da Sé — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Folha de rosto de Brasil, Colônia de Banqueiros, de Gustavo Barroso (Civilização Brasileira, 1934) — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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O cientista político Hélgio Trindade em entrevista, 2004 (Agência Brasil) — J. Freitas/ABr · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Frota de caminhões diante de uma fábrica paulistana, anos 1930 (foto de época, sem relação direta com a fala) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cartão-postal de época: carregadores de café no porto de Santos, acervo do Museu Paulista da USP — José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Palácio Guanabara, Rio de Janeiro, foto de época do acervo do Instituto Moreira Salles — Núcleo de digitalização / IMS · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Terraço do Palácio Guanabara, foto de época do acervo do Instituto Moreira Salles (ilustra o lugar, não o ataque) — Núcleo de digitalização / IMS · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Avenida Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, foto de época (c. 1930-1940, acervo IMS) — Núcleo de digitalização / IMS · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Getúlio Vargas recebe no Catete o ministro da Aeronáutica da Itália fascista, Italo Balbo, 1931 — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Getúlio Vargas com oficiais do Exército no Palácio do Catete, 1930 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Giornale Luce B0567, 1934: Mussolini na sacada do Palazzo Venezia, Roma (Archivio Storico Luce). Uso transformativo: ilustra a fala crítica sobre o fascismo, com narração por cima, ≤ 8 s. — Archivio Storico Luce · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Cinejornal Luce: desfile de camisas negras em Roma (Archivio Storico Luce). Uso transformativo: ilustra a fala crítica sobre o fascismo, com narração por cima, ≤ 8 s. — Archivio Storico Luce · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Capa de A Quarta Humanidade, de Plínio Salgado (José Olympio, 1934), exemplar digitalizado no Internet Archive — Plínio Salgado (José Olympio, 1934) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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A Quarta Humanidade (1934), p.45: Plínio Salgado diz ligar-se ao fascismo italiano só 'no concernente à nova atitude do Estado' — Plínio Salgado (José Olympio, 1934) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Página de rosto de A Quarta Humanidade: Plínio Salgado, José Olympio, 1934 — Plínio Salgado (José Olympio, 1934) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Página de rosto de Os Protocolos dos Sábios de Sião, texto completo e apostilado por Gustavo Barroso (Agência Minerva, São Paulo, 1936). Mostrada só como registro da edição, sem reproduzir o conteúdo — Gustavo Barroso (Agência Minerva, 1936) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Página de rosto de Dialogue aux enfers entre Machiavel et Montesquieu, de Maurice Joly (Bruxelas, 1864), a sátira política copiada nos Protocolos — Maurice Joly · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Capa de A Anatomia do Fascismo, de Robert O. Paxton (Paz & Terra) — Editora Paz & Terra · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Capa da edição mais recente de A Anatomia do Fascismo, de Robert O. Paxton — Editora Paz & Terra · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Capa de A Revoada dos Galinhas Verdes, de Fúlvio Abramo (Baderna), relato de quem estava na praça da Sé em 1934 — Editora Baderna · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Conferência anti-integralista, novembro de 1933: a esquerda reunida contra a Ação Integralista — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Primeira página do jornal anarquista A Plebe, 12 de fevereiro de 1927 (imprensa operária paulista; ilustra o tipo de jornal, não a edição de 1934) — A Plebe · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Avenida Paulista, São Paulo, 1936 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cartão-postal colorizado da Avenida Paulista, São Paulo, anos 1920 — Unstated · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Béla Kun durante a revolução húngara de 1919 — Hungarian photographer · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Recorte do fac-símile da carta de Plínio Salgado a Loureiro Júnior (4/5/1946): o parágrafo em que ele diz ter determinado a criação do P.R.P. — História e Cultura v.5 n.3 · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Recorte do fac-símile da carta de 1946: 'Vivíamos na ilusão das estatísticas da secretaria de propaganda... Só falavam em milhão' — História e Cultura v.5 n.3 · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 3 de maio de 1940, p.3: Vargas assina a lei que fixa o salário mínimo para todo o país — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 13 de maio de 1938, p.3: oficiais presos como participantes da 'intentona integralista' — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Correio da Manhã, 4 de outubro de 1955, p.1: primeiras apurações da eleição presidencial, com Plínio Salgado entre os últimos colocados — Correio da Manhã · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Plínio Salgado, 1959 (Fundo Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Francisco Campos no Ministério da Educação e Saúde Pública (O Cruzeiro) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Página de publicação de época com retratos dos ministros do governo Vargas — Wikimedia Commons · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Francisco Campos (ministro) em cerimônia de posse ao lado de Osvaldo Aranha, anos 1930 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Sessão de encerramento do Congresso Integralista, 1935 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Plínio Salgado em Rio do Sul (SC), junho de 1935 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Camisa verde original da Ação Integralista Brasileira, do Acervo Plínio Salgado — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Agência integralista Sigma Jornaes Reunidos, que distribuía a imprensa do movimento — BatataSigma · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Página de 'O que o integralista deve saber' com a hierarquia e a organização da milícia integralista — Gustavo Barroso · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Outdoor pró-Bolsonaro com o lema 'Deus, Pátria e Família' — Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Presidente Jair Bolsonaro discursa em ato de 7 de setembro de 2021 na Esplanada dos Ministérios, Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil — Joédson Alves/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ato do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, São Paulo, 29/6/2025. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil — Rovena Rosa/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ministra Cármen Lúcia durante o julgamento da trama golpista na Primeira Turma do STF, 11/9/2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil — Marcelo Camargo/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia na Primeira Turma do STF, 11/9/2025. Foto: Agência Brasil — Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Primeira Turma do STF forma maioria para condenar Bolsonaro e mais sete na ação da trama golpista, 11/9/2025. Foto: Agência Brasil — Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Presidente Jair Bolsonaro desembarca em Londres, 18/9/2022, para as exéquias da rainha Elizabeth II. Foto: Alan Santos/PR — Alan Santos/PR · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Discurso de posse do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, Palácio Itamaraty, 2/1/2019 (vídeo oficial; usar sem o áudio original) — Ministério das Relações Exteriores · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Cinejornal Luce, X aniversário da Milícia fascista em Roma: colunas de camisas negras marchando. Uso transformativo: ilustra a fala crítica sobre o fascismo, com narração por cima, ≤ 8 s. — Archivio Storico Luce · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Cezar Peluso em sua posse como ministro do Supremo Tribunal Federal, 7 de maio de 2003. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil — Antônio Cruz/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Sala do Plenário do Supremo Tribunal Federal, Brasília (foto de 2012). Foto: Yuri Ikeda — Yuri Ikeda · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Praça da Sé e a Catedral Metropolitana de São Paulo, em 2019. Foto: Webysther Nunes — Webysther Nunes · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Quartel-General do Exército (Ministério da Guerra) no Campo da Aclamação, Rio de Janeiro, c. 1902-1912. Acervo do Instituto Moreira Salles — Instituto Moreira Salles · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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O ministro do Exterior da Itália, Galeazzo Ciano, e a esposa Edda Mussolini recebidos em Budapeste, novembro de 1936 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Estação do Rossio, Lisboa, agosto de 1940: o ministro Duarte Pacheco na inauguração do trem Flecha de Prata. Diário de Lisboa — Diário de Lisboa · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Estação do Rossio, Lisboa, 1941. Gazeta dos Caminhos de Ferro — Gazeta dos Caminhos de Ferro · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Salazar e o núncio apostólico na ratificação da Concordata entre Portugal e a Santa Sé, 1º de junho de 1940. Fundo do jornal O Século — O Século · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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António de Oliveira Salazar à sua mesa de trabalho, 1940. Foto: Bernard Hoffman — Bernard Hoffman · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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O chanceler austríaco Engelbert Dollfuss, 1933. Agência Meurisse, Bibliothèque nationale de France — Agence Meurisse · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cotonifício Crespi, fábrica têxtil da Mooca, São Paulo, em 1924, vista de cima (prédio com o telhado danificado) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Alfredo Buzaid discursa no velório de Plínio Salgado, 1975. Foto: Matheus Daisy — Matheus Daisy · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Bandeira da Ação Integralista Brasileira, com o sigma — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Organograma da milícia integralista, página de O que o integralista deve saber (1935) — Gustavo Barroso · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Manifestante com cartaz 'Golpe nunca mais!' em ato em frente ao Masp, Avenida Paulista, São Paulo, 8/1/2024. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil — Paulo Pinto/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ato do 1º de Maio das centrais sindicais, com bandeiras e cartazes de sindicatos, Praça Campo de Bagatelle, São Paulo, 1/5/2025. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil — Paulo Pinto/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Manifestantes com cartazes contra a escala 6x1 em ato do 1º de Maio de 2025. Foto: José Cruz/Agência Brasil — José Cruz/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Multidão com bandeiras de sindicatos e movimentos no ato de 1º de Maio de 2025 na Cinelândia, Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil — Tomaz Silva/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Multidão no ato do Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo (SP), 1/5/2026. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil — Paulo Pinto/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ato em apoio a Bolsonaro na Avenida Paulista, São Paulo, 25/2/2024. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil — Paulo Pinto/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Ministro Luiz Fux chega à Primeira Turma do STF para votar no julgamento da trama golpista, 10/9/2025. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil — Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Bolsonaro faz declaração à imprensa após virar réu no STF, 26/3/2025. Foto: Lula Marques/Agência Brasil — Lula Marques/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Tension — 1000 Handz · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Sinfonia 4, I — Brahms · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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