Baixar PDF (20 páginas, 350 KB)
Leitura · 12 min
O menino do explorar
Com 12 anos, rolando o YouTube, o Bruno Fonseca caiu num vídeo de briga. Gostou tanto que, anos depois, virou coordenador da juventude do partido do Bolsonaro na cidade de São Paulo. Hoje ele tem 21 anos e estuda Direito. Em outubro, contou no próprio canal o que ensinavam pra ele lá dentro.
Não, eles cooptaram um jovem para falar: 'Apanhe', para falar: 'Brigue'. Faça chorar, porque é assim que a direita entendeu que vai viralizar na internet
Briga dá visualização, e visualização dá dinheiro. E a briga que mais rende no Brasil de hoje é pobre contra pobre. O vizinho do Bolsa Família vira vagabundo. O colega que votou diferente vira alguém que o patrão tem que demitir.
Quantos vídeos assim passaram no teu celular hoje? Isso não nasceu na tua família. Tem quem fabrique, tem quem pague e tem quem lucre, com nome e sobrenome. E tem uma prova, votada no Senado em outubro, de que esse ódio se desfaz.
Fontes deste capítulo:BRUNO-YTCARTA-BRUNOFORUM-BRUNOBRUNO-ANOdisputadaJESSICAOAGSEN-6X1, 6 fontes, 1 disputada
Eu sou um ex-bolsonarista
https:/Reportagem sobre Bruno Fonseca, o jovem que rompeu com o bolsonarismo
https:/Reportagem e entrevista com Bruno Fonseca, ex-coordenador do PL Jovem
O diálogo me tirou do bolsonarismohttps:/
Ano em que o Bruno caiu no vídeo de briga (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
Reportagens sobre os posts da deputada eleita Jessicão
Demita o mal
Reportagem sobre a aprovação do fim da escala 6x1 no Senado
https:/A cadeira vazia
Neste ano, o Instituto Informa perguntou a 2.419 pessoas se já tinham deixado de conviver com amigo ou parente por causa de política. Mais da metade disse que sim: 52,7%, ou 52 em cada 100. E metade de quem usa aplicativo de mensagem diz que evita falar de política no grupo da família, pra não brigar, segundo pesquisa do InternetLab com a Rede Conhecimento Social.
Pensa no teu Natal. Quem da tua família você não visita desde a eleição? A gente foi atrás de quem lucra com essa cadeira vazia.
Porque a cadeira vazia é só o começo. Em 9 de julho de 2022, em Foz do Iguaçu, no Paraná, o guarda municipal Marcelo Arruda fazia 50 anos, numa festa com o tema do Lula. Jorge Guaranho, então policial penal federal, entrou na festa e matou o aniversariante a tiros. Em fevereiro de 2025, o júri de Curitiba condenou Guaranho a 20 anos de prisão. Motivo fútil: divergência política.
O bebê do casal tinha 40 dias. No julgamento, a viúva, Pâmela Silva, falou do filho.
O bebê não sabe o que é pai, o que é falar a palavra pai.
Eram dois homens da segurança pública, da mesma cidade, os dois servidores. Como é que a gente chegou nisso? A resposta começa no emprego.
Fontes deste capítulo:INFORMA-DCMdisputadaINTERNETLABFOLHAPE-JURISBT-GUARANHO, 4 fontes, 1 disputada
Panorama Eleitoral Brasileiro (Instituto Informa), na cobertura do DCM (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
https:/Os vetores da comunicação política em aplicativos de mensagem (5ª edição)
50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigashttps:/
Reportagem sobre o início do júri de Jorge Guaranho
O bebê não sabe o que é pai, o que é falar a palavra paihttps:/
Reportagem sobre a condenação de Jorge Guaranho
https:/A primeira peça: o medo
No fim de 2014, de cada 100 brasileiros que queriam trabalhar, 6 e meio estavam sem emprego. No começo de 2017, eram quase 14: a desocupação chegou a 13,7%, recorde da série do IBGE. Eram 14,2 milhões de pessoas sem trabalho. Quando a fila do emprego dobra de tamanho, o cara do teu lado na fila deixa de ser colega. Vira concorrente.
E aí veio o aplicativo. Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativo no Brasil, segundo o IBGE. Nove em cada dez motoristas disseram que quem define o preço da corrida é o próprio aplicativo. No aplicativo, você nunca vê o dono. Você vê o outro motorista, que pegou a corrida antes de você.
Isso já aparecia numa pesquisa de 2017, feita pela Fundação Perseu Abramo, do próprio partido do Lula, com moradores da periferia de São Paulo. O inimigo, pra eles, era o Estado, que cobra e não entrega. E a única saída que sobrava era o esforço de cada um. Você conhece quantas pessoas que hoje pagam as contas com aplicativo?
Fontes deste capítulo:IBGE-2014ABR-2017IBGE-APPFPA-PERIFERIA, 4 fontes
PNAD Contínua: desocupação no quarto trimestre de 2014
https:/Reportagem sobre o desemprego no primeiro trimestre de 2017 (IBGE)
https:/Trabalho por plataformas digitais, módulo experimental da PNAD Contínua (2024)
Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo (Fundação Perseu Abramo), na cobertura do Estadão
A única forma de ascensão social é o mérito pessoal.https:/
A segunda peça: a raiva que paga
O medo virou combustível de rede social. E isso tem conta. Em 2021, três pesquisadores dos Estados Unidos e da Inglaterra, Rathje, Van Bavel e van der Linden, publicaram na revista PNAS a análise de 2,7 milhões de posts no Facebook e no Twitter. Cada palavra sobre o outro lado aumentava em 67% a chance de o post ser compartilhado.
A pesquisa é de lá. Só que o Facebook é o mesmo aqui. A partir de 2017, ele passou a contar cada reação de emoji, inclusive a de raiva, como 5 curtidas. Em 2019, os cientistas de dados da própria empresa viram que post que dava raiva carregava mais mentira. O peso da raiva só foi zerado depois disso.
E no Brasil, a raiva ganhou entrega em domicílio. Em outubro de 2018, a Folha de S.Paulo mostrou empresários pagando pacotes de disparo em massa no WhatsApp contra o partido do Lula. No ano seguinte, o próprio WhatsApp admitiu que empresas fizeram envio em massa naquela eleição, contra as regras dele. E disse que tinha banido 400 mil contas.
E o Bruno conta que, do lado de dentro, isso tem escola: congresso, oficina e grupo de WhatsApp em que quem tem mais seguidor ensina a viralizar. Qual foi a última coisa que te deixou com raiva no celular hoje? Alguém ganhou com ela.
existem congressos que ensinam a fazer isso, existem workshops, existem grupos no WhatsApp onde as pessoas com mais seguidores elas ensinam como é que elas viralizaram
Fontes deste capítulo:BRUNO-YTRATHJE-PNASWAPO-FBFB-ZEROdisputadaFOLHA-ZAPZAP-ADMITEPODER360-ZAP, 7 fontes, 1 disputada
Eu sou um ex-bolsonarista
https:/Out-group animosity drives engagement on social media
https:/Five points for anger, one for a 'like'
https:/Quando o Facebook zerou o peso da raiva (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp
Reportagens sobre a admissão do WhatsApp no Festival Gabo
Reportagem sobre as 400 mil contas banidas pelo WhatsApp em 2018
https:/A terceira peça: o patrão escolhe o teu inimigo
Em 29 de agosto de 2026, em Caldas Novas, Goiás, na inauguração de mais uma loja da Havan, o dono, Luciano Hang, falou aos funcionários sobre o fim da escala 6x1.
Como vocês não vão poder trabalhar mais de 5 dias aqui na Havan e vão ficar com o mesmo salário. E o salário de vocês vai comprar menos produtos, vocês vão ter que arranjar outro emprego.
Repara no truque: a folga do funcionário vira ameaça contra o próprio funcionário. O Ministério Público do Trabalho foi à Justiça por assédio eleitoral e pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo. O Hang nega que tenha pressionado alguém.
Depois do segundo turno, o recado subiu de nível. A deputada estadual mais votada do Rio, Índia Armelau, do partido do Bolsonaro, postou isto:
Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez "L".
Fez L é ter votado no Lula. O Ministério Público do Trabalho processou a deputada, e a Justiça do Trabalho deu uma liminar mandando ela parar de incentivar demissão. Ela diz que só repostou, e que apagou.
No Paraná, a deputada eleita Jessicão, do mesmo partido, escreveu pro patrão: demita o mal. O Ministério Público do Trabalho do Paraná investiga. Até o dia do segundo turno, o Ministério Público do Trabalho recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral no trabalho.
E o desprezo desce a escada. Em Brumado, no interior da Bahia, uma diarista registrou ocorrência contra a patroa em 26 de outubro. Segundo o boletim, a patroa soube que ela votou no Lula e perguntou: e agora a gente vai comer picanha? E disse que ela nunca ia ter nada na vida.
O patrão não precisa brigar com você. Ele te arruma alguém pra odiar. E no teu trabalho, alguém já baixou a voz pra falar de política, com medo do chefe ouvir?
Fontes deste capítulo:JESSICAOHANG-MPTOPINIAO-YTMPTRJ-ARMELAUMPT-DENUNCIASBAHIANOT, 6 fontes
Reportagens sobre os posts da deputada eleita Jessicão
Demita o mal
Reportagens sobre a ação do MPT contra a Havan e Luciano Hang
Programa Opinião (TV Cultura Litoral e Vale) com o discurso de Luciano Hang em Caldas Novas
https:/Notícia do MPT-RJ sobre a ação contra Índia Armelau
https:/Reportagem sobre as denúncias de assédio eleitoral ao MPT
Reportagem sobre a diarista de Brumado que denunciou a patroa
https:/A quarta peça: quem é pobre falhou
A quarta peça entra pela fé. E o alvo aqui não é o fiel: é uma ideia vendida do alto do palco. Em 2014, o Pew Research Center, um instituto de pesquisa americano, perguntou aos evangélicos da América Latina se Deus dá riqueza e saúde a quem tem fé suficiente. No Brasil, 56 em cada 100 disseram que sim.
Agora faz a conta ao contrário. Se a riqueza é prêmio da fé, quem continua pobre é porque falhou. E quem subiu um degrau passa a olhar pra quem ficou embaixo como se fosse melhor que ele.
É aí que entra o vagabundo do Bolsa Família. Só que, de janeiro de 2023 a julho de 2026, de cada 100 empregos com carteira que o Brasil ganhou, contando quem entrou e quem saiu, 85 foram de gente do Bolsa Família, segundo levantamento da FGV.
O Bruno viu isso de perto, quando entrou na faculdade de Direito, depois de sair do partido.
Eu conheci pessoas que só estavam na mesma universidade que eu estava porque elas passaram um dia no Prouni, porque elas estavam lá graças ao Fies. A minha noiva é fruto do Fies.
Os colegas de sala dele eram o vagabundo do grupo de WhatsApp. Agora olha o dinheiro que ninguém xinga. Em 2025, o Brasil gastou R$ 1 trilhão só com juros da dívida pública, segundo o Banco Central. Menos de 5 dias desses juros pagam um mês inteiro de Bolsa Família, pra 18 milhões de famílias. No ano, os juros custaram mais de 6 vezes o orçamento do programa, que foi de R$ 158 bilhões.
Quem recebe esses juros é quem empresta pro governo: banco, fundo de investimento, quem tem muito dinheiro parado. Você já recebeu, no grupo da família, uma corrente xingando banqueiro?
Fontes deste capítulo:BRUNO-YTCARTA-BRUNOPEW-2014FGV-BFBC-JUROSBF-2025, 6 fontes
Eu sou um ex-bolsonarista
https:/Reportagem sobre Bruno Fonseca, o jovem que rompeu com o bolsonarismo
https:/Religion in Latin America
ranging from 56% in Brazil to 91% in Venezuela
Bolsa Família e emprego formal (jan/2023 a jul/2026)
Juros nominais do setor público em 2025
Pagamentos e orçamento do Bolsa Família em 2025
"Mas o pobre escolheu"
Tem quem responda tudo isso com outra pergunta. Um corte do filósofo Luiz Felipe Pondé, perguntando por que o pobre está abandonando a esquerda, passou de 300 mil visualizações. Levada ao ponto mais forte, essa pergunta diz o seguinte: o pobre não é boneco de ninguém, ele escolheu. E a esquerda, em vez de ouvir, inventou um xingamento pra ele: pobre de direita.
Parte disso é verdade, e a gente não vai fingir que não. A pesquisa da fundação do partido do Lula mostrou gente que se sentiu largada pelo Estado. Essa dor é real, e xingar quem sente ela não convence ninguém.
Só que olha o voto. Na pesquisa Datafolha divulgada três dias antes do segundo turno, entre quem ganha até dois salários mínimos, 58% dos votos válidos iam pro Lula e 42% pro Flávio Bolsonaro. O pobre não foi embora. Quatro em cada dez foram pro outro lado. E dá pra ver a máquina mexendo neles.
Em março, 68 em cada 100 brasileiros diziam ao Datafolha que o fim da escala 6x1 ia ser bom pra vida deles. Em outubro, depois de meses de campanha, eram 59. Nesse meio tempo, o Flávio Bolsonaro chamou a proposta de eleitoreira. E entre os eleitores dele, só 39 em cada 100 diziam que ia ser bom pra eles mesmos.
Um dia a mais de descanso, na própria vida, virou coisa do outro lado. Isso não é escolha de burro. É trabalho bem-feito de quem quer o teu domingo. Na tua rua, quem você conhece que votou contra o que ia ser bom pra ele?
Fontes deste capítulo:FPA-PERIFERIAPONDE-CORTEDATAFOLHA-VOTODATAFOLHA-6X1BDF-FLAVIO, 5 fontes
Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo (Fundação Perseu Abramo), na cobertura do Estadão
A única forma de ascensão social é o mérito pessoal.https:/
Pondé EXPÕE: Por Que O Pobre Está Abandonando A Esquerda?
Datafolha: veja como Flávio e Lula pontuam por renda, gênero e religião
Reportagem sobre o Datafolha da escala 6x1
https:/Reportagem sobre a reação de Flávio Bolsonaro à PEC da 6x1
O domingo que voltou
Em 2023, um balconista de farmácia chamado Rick Azevedo gravou um vídeo no celular, revoltado com a escala dele.
A pessoa tem que se doar pra empresa seis dias na semana e ter só um dia pra folgar? Isso pra ganhar salário mínimo.
Ele não perguntou em quem ninguém votava. O movimento que nasceu daquele vídeo, o Vida Além do Trabalho, juntou mais de 3 milhões de assinaturas. No ano seguinte, o Rick virou vereador do Rio, com 29 mil votos.
Em 14 de outubro de 2026, o Senado votou o fim da escala 6x1, a PEC 221/2019. Foram 75 votos a 1, e o placar se repetiu nos dois turnos. Até o Flávio Bolsonaro, que tinha chamado a proposta de eleitoreira, votou a favor, de longe, em campanha no Rio Grande do Sul. O único voto contra foi do senador Hamilton Mourão.
Dois dias depois, o Congresso promulgou a emenda. A partir de meados de dezembro, a regra passa a ser dois dias de folga por semana, e a jornada máxima cai pra 42 horas. Um ano depois, 40, sem redução de salário.
E não foi a primeira vez. Em 1º de outubro de 2025, a Câmara aprovou a isenção do imposto de renda pra quem ganha até R$ 5 mil por mês. Foram 493 votos a 0: nem o partido do Bolsonaro votou contra. E a conta foi pra quem ganha mais de R$ 600 mil por ano. O Senado aprovou por unanimidade, e a isenção vale desde janeiro de 2026.
Quando a briga é por uma coisa que está no bolso de todo mundo, a máquina engasga. Ninguém tem coragem de votar contra o domingo do eleitor em voz alta. Qual foi o último domingo inteiro que você passou com a tua família?
Fontes deste capítulo:BDF-FLAVIORICK-CORREIORICK-YTdisputadaAGSEN-6X1TNH1-FLAVIOAGSEN-PROMEC141-VIGdisputadaIR-ISENCAO, 8 fontes, 2 disputadas
Reportagem sobre a reação de Flávio Bolsonaro à PEC da 6x1
Rick Azevedo e o movimento Vida Além do Trabalho
Estou revoltado! com essa escala 6x1 (O início de tudo) (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
https:/Reportagem sobre a aprovação do fim da escala 6x1 no Senado
https:/Reportagem sobre o voto à distância de Flávio Bolsonaro
https:/Reportagem sobre a promulgação do fim da escala 6x1
ninguém quer que empresa quebre, mas também ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descansohttps:/
Data em que a EC 141 começa a valer (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
Isenção do imposto de renda até R$ 5 mil (PL 1.087/2025, Lei 15.270/2025)
E o teu tio?
E o parente que já entrou na máquina? Tem pesquisa sobre isso também. Em Miami, nos Estados Unidos, os cientistas políticos Broockman e Kalla mandaram voluntários bater de porta em porta pra conversar sobre preconceito contra pessoas trans. O estudo saiu na revista Science em 2016.
As conversas duravam uns 10 minutos, e ninguém dava aula. O voluntário ouvia, perguntava e contava uma história da própria vida. O preconceito caiu, e três meses depois continuava mais baixo. Aguentou até propaganda contra.
O estudo é de lá, mas o Bruno descreve a mesma coisa daqui.
O diálogo me tirou do bolsonarismo.
Ele diz que saiu do bolsonarismo porque um dia alguém teve paciência de sentar com ele e explicar cada dúvida. E tem um pedaço da história que ele não esconde. Segundo ele, o empurrão pra fora do partido veio no dia em que defendeu os camelôs: ouviu que ia ser expulso, e saiu antes.
Na prática, é o contrário do que a gente faz no grupo da família. Não manda o link. Pergunta o que tirou o sono dele esse ano. Conta o que tirou o teu. Ninguém sai de um buraco sendo xingado lá de cima. Sai quando alguém desce a escada.
E procura o que vocês têm em comum: o domingo, o preço do mercado, o filho. Com quem da tua família você começaria essa conversa?
Fontes deste capítulo:BRUNO-YTFORUM-BRUNOSCIENCE-2016, 3 fontes
Eu sou um ex-bolsonarista
https:/Reportagem e entrevista com Bruno Fonseca, ex-coordenador do PL Jovem
O diálogo me tirou do bolsonarismohttps:/
Durably reducing transphobia: A field experiment on door-to-door canvassing
A conta de dezembro
Só que a máquina não para. Segundo a CNN Brasil, o Planalto está sendo pressionado pra deixar o comércio fora do fim da 6x1, pelo menos neste fim de ano, pra não atrapalhar as vendas de Natal. O Ministério do Trabalho preparou o esboço de um decreto com a lista de quem fica de fora, pra entregar ao presidente: saúde, segurança, transporte, limpeza urbana. O comércio não está nesse esboço. A regra deve sair até meados de novembro.
E no Senado, o senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, prepara outra emenda de exceções, com a coleta de assinaturas prevista pra começar em 3 de novembro, segundo a Exame.
A exigência cabe numa frase: nenhum balcão, nenhum caixa, nenhum estoque na lista de exceção. Nem no Natal. Você trabalha no comércio, ou tem alguém em casa que trabalha?
Quem assina o decreto é o Lula. Ele disse, na promulgação, que ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descanso. É essa frase que se cobra, até meados de novembro.
ninguém quer que empresa quebre, mas também ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descanso
O Bruno tinha 12 anos quando o YouTube escolheu um inimigo pra ele. Levou nove anos, uma faculdade e gente com paciência pra ele ver que o inimigo não era o colega de sala.
A cadeira vazia do almoço de domingo tem dono. E não é o teu tio.
O que dá pra exigir
- Comércio fora de qualquer lista de exceção da 6x1, nem no Natal. Balcão, caixa e estoque com os dois dias de folga, como todo mundo. Quem decide: o presidente Lula, que assina o decreto de exceções preparado pelo Ministério do Trabalho. Quando: a regulamentação era esperada até meados de novembro, segundo a CNN Brasil; sem data oficial marcada. O que já foi promulgado: a emenda do fim da 6x1, na Agência Senado (abre em outra aba).
- Nenhum caixa nem balconista na emenda de exceções do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Quem decide: os senadores, que primeiro assinam pra emenda andar e depois votam. Quando: sem data marcada pra votação.
Fontes deste capítulo:BRUNO-YTBRUNO-ANOdisputadaAGSEN-PROMCNN-DECRETOEXAME-BRAGA, 5 fontes, 1 disputada
Eu sou um ex-bolsonarista
https:/Ano em que o Bruno caiu no vídeo de briga (disputada)
Aqui os historiadores discordam.
Reportagem sobre a promulgação do fim da escala 6x1
ninguém quer que empresa quebre, mas também ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descansohttps:/
Reportagem sobre o decreto de exceções da 6x1
https:/Reportagem sobre a emenda de exceções do senador Eduardo Braga
https:/




