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Fio Vermelho
Colagem em preto e vermelho: operário de capacete e uma mulher de lenço, de punho erguido, diante de uma bandeira vermelha. Arte do Fio Vermelho.

Série

Reflexões · República Velha · Era Vargas · Nova República · anos 2020

Por que a gentetrabalha tanto econtinua na merda

Em 1930, Keynes calculou que um dia bastariam 15 horas de trabalho por semana. Desde 1988, a economia brasileira mais que dobrou, e a jornada máxima na lei continua em 44 horas.

Thumbnail do vídeo: prato de comida e "98 H por mês, só pra comer" em letras grandes

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Leitura · 11 min

A conta que Keynes fez em 1930

Em 1930, o economista inglês John Maynard Keynes fez uma conta pros netos dele. No ensaio Possibilidades econômicas para os nossos netos, ele olhou cem anos à frente e calculou que as máquinas iam produzir tanto que bastaria trabalhar três horas por dia. Quinze horas na semana.

Turnos de três horas, ou uma semana de quinze horas.

— John Maynard Keynes, Possibilidades econômicas para os nossos netos (tradução nossa) (1930) · ver fonte KEYNES1930

O prazo dessa conta é 2030. Daqui a quatro anos. E a riqueza que ele previu veio: desde 1988, o bolo da economia brasileira mais que dobrou de tamanho, cresceu 2,2 vezes.

Só que o máximo que a lei deixa o patrão cobrar de você não caiu uma hora desde 1988. Continua em 44 horas por semana, do jeito que a Constituição escreveu.

Constituição da República Federativa do Brasil1988 · Art. 7º, XIII

duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais

Documento da fonte CF1988

A balconista, o caixa do mercado, o frentista: muitos deles trabalham na escala 6x1, seis dias no batente pra um de descanso. Pelo Ministério do Trabalho, que cruzou os registros do eSocial, são quase 15 milhões de pessoas com carteira trabalhando seis dias por semana, com 44 horas ou mais. Mais gente que a cidade de São Paulo inteira.

E no fim do mês, a maioria está no vermelho. Pela pesquisa da confederação dos patrões do comércio, 82% das famílias têm dívida. Numa rua com dez casas, em oito tem dívida.

A riqueza que devia ter virado tempo livre foi pra algum bolso. Não foi pro seu.

A pergunta é pra onde foram essas horas, e por que quem trabalha o mês inteiro ainda fica devendo. A resposta não é preguiça, nem azar. É uma conta. E ela começa no seu contracheque.

Fontes deste capítulo:KEYNES1930IPEADATA-PIBCF1988MTE-6X1disputadaIBGE-POP2025CNC-PEIC, 6 fontes, 1 disputada
KEYNES1930Fonte confirmada.

Economic Possibilities for our Grandchildren (Possibilidades econômicas para os nossos netos)

Three-hour shifts or a fifteen-hour week may put off the problem for a great while.

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IPEADATA-PIBFonte confirmada.

Variação real anual do PIB (série SCN10_PIBG10)

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CF1988Fonte confirmada.

Constituição da República Federativa do Brasil, art. 7º, XIII

duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais

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MTE-6X1Fonte disputada: os historiadores discordam.

Escala 6×1 atinge 33,2% dos empregos no Brasil, aponta levantamento

Aqui os historiadores discordam.

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CNC-PEICFonte confirmada.

CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai

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A primeira conta: o dia dividido

O seu salário paga o tempo que você vende pra empresa: oito horas por dia. Só que, nessas oito horas, você produz mais do que recebe. Se não produzisse, ninguém te contratava.

Quem pôs essa diferença no centro da economia foi Karl Marx, em O Capital, de 1867. Pra ele, o dia de trabalho tem duas partes. Uma paga o seu salário. A outra vira lucro de quem te contratou. Marx chamou essa segunda parte de mais-valia. Em português de gente: o pedaço do seu dia que você trabalha pra outro.

Ninguém mede isso com cronômetro na sua firma. Mas dá pra ver o tamanho da fatia no país inteiro. Pensa no Brasil como uma pizza de 100 reais: quem fica com cada pedaço? O IBGE, o instituto de estatística do governo, divide tudo o que o país produz pela renda que cada parte leva. Na conta de 2021, R$ 39 foram pra quem é empregado, do faxineiro ao diretor, salário e encargo, tudo junto. R$ 15 viraram imposto. E R$ 45 viraram lucro, juro, aluguel e a renda de quem trabalha por conta própria.

IBGE, Sistema de Contas Regionais: Brasil 20212021 · Contas Nacionais n. 94

Em 2021, a remuneração dos empregados (...) com participação de 39,2%.
O excedente operacional bruto, mais o rendimento misto bruto, que desde 2020 tornou-se o principal componente do PIB pela ótica da renda, atingiu peso de 45,3% em 2021

Documento da fonte IBGE-SCR2021

Isso não mede a mais-valia certinho: nos 45 tem pedreiro autônomo e dono de bar. É uma conta aproximada, de 2021, ano de pandemia. Mas mostra o principal: o pedaço maior da pizza não foi pra quem é empregado.

E isso responde o Keynes. Em 2015, um economista de Harvard, Benjamin Friedman, foi conferir a conta dele. O veredito: Keynes acertou a riqueza e errou as horas. E o motivo principal, pra Friedman, foi a desigualdade: o ganho ficou lá em cima, e a renda de quem está no meio andou devagar.

Benjamin Friedman não é marxista. Marx tinha dito a mesma coisa de um jeito mais feio: o capital vive como um vampiro, e quanto mais trabalho suga, mais vive.

O capital é trabalho morto que apenas se anima, à maneira de um vampiro, pela sucção de trabalho vivo, e que vive tanto mais quanto mais dele sugar.

— Karl Marx, O Capital, Livro I, cap. 8, "O dia de trabalho" (1867) · ver fonte MARX-CAPITAL

Trabalho morto, na língua de Marx, é o que já virou máquina, prédio e dinheiro; trabalho vivo é o de quem bate ponto hoje. Por isso a hora livre não vem junto com a riqueza. Hora que você descansa é hora que o patrão não lucra.

Fontes deste capítulo:MARX-CAPITALIBGE-SCR2021FRIEDMAN2015, 3 fontes
MARX-CAPITALFonte confirmada.

O Capital, Livro I, capítulo 8: O dia de trabalho

O capital é trabalho morto que apenas se anima, à maneira de um vampiro, pela sucção de trabalho vivo, e que vive tanto mais quanto mais dele sugar.

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IBGE-SCR2021Fonte confirmada.

Sistema de Contas Regionais: Brasil 2021 (Contas Nacionais n. 94)

Em 2021, a remuneração dos empregados atingiu, pela primeira vez desde o início da série em 2010, patamar inferior a 40% do PIB, com participação de 39,2%.

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FRIEDMAN2015Fonte confirmada.

Work and Consumption in an Era of Unbalanced Technological Advance

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Nenhuma hora veio de presente

Então toda hora livre que a gente tem hoje foi arrancada por gente que parou de trabalhar. Igual troco no caixa: quem não cobra, não leva.

Nos anos da greve de 1917, um menino operário contou ao jornal A Gazeta, de São Paulo, o horário dele: das sete da noite às seis da manhã. Onze horas seguidas, numa fábrica de tecidos.

Em 1917, em três dias, mais de 70 mil trabalhadores pararam São Paulo. Quase um Maracanã cheio. Na lista de pedidos, a jornada de oito horas. Virou lei pra indústria 15 anos depois: o Decreto 21.364, de 4 de maio de 1932, fixou oito horas por dia, 48 na semana. Em 1988, a Constituição baixou pra 44. E parou aí.

E toda vez alguém avisou que o país ia quebrar. Em 26 de abril de 1962, a manchete de O Globo chamou o 13º salário de desastroso.

Considerado desastroso para o País um 13º mês de salário

— O Globo, manchete de 26 de abril de 1962 (1962) · ver fonte BBC-13

Naquele julho, teve greve geral. Oito dias depois, o 13º virou lei, a Lei 4.090. Em 2025, o tal desastre pôs em média R$ 3.512 a mais no bolso de 95,3 milhões de pessoas, entre trabalhadores, aposentados e pensionistas. Pela estimativa do DIEESE, foram R$ 369 bilhões na economia.

O país não quebrou. E a jornada que a Constituição escreveu está parada há 38 anos.

Fontes deste capítulo:CF1988GAZETA-1917GREVE1917MARACANADECRETO-21364BBC-13DIEESE-13-2025, 7 fontes
CF1988Fonte confirmada.

Constituição da República Federativa do Brasil, art. 7º, XIII

duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais

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GAZETA-1917Fonte confirmada.

Depoimento de um menino operário ao jornal A Gazeta, de São Paulo

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BBC-13Fonte confirmada.

Reportagem sobre a origem do 13º salário

Considerado desastroso para o País um 13º mês de salário

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DIEESE-13-2025Fonte confirmada.

Nota à imprensa sobre o pagamento do 13º salário em 2025

Cerca de 95,3 milhões de brasileiros serão favorecidos com rendimento adicional, em média, de R$ 3.512,00

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A segunda conta: o salário cobrado de novo

Aí você pode pensar: mas o emprego está aí. E está mesmo. No trimestre até agosto de 2026, o desemprego ficou em 5,3%, e o salário médio subiu 3,7% em um ano, já descontada a inflação.

Então por que o mês não fecha? Porque o salário é pago uma vez, e cobrado de novo várias.

Primeiro, a comida. Em agosto de 2026, quem ganha o mínimo precisou trabalhar 98 horas e 37 minutos, mais de doze dias de oito horas, só pra pagar a cesta básica. É quase metade do salário. Quem faz essa conta é o DIEESE, o departamento de estatística dos sindicatos.

O mínimo hoje é de R$ 1.621. Pela conta do DIEESE, pra sustentar uma família de quatro pessoas, ele devia ser de R$ 7.565,86. Quase cinco salários mínimos pra fechar o mês.

DIEESE/Conab, Análise mensal da cesta básica2026-09-10 · Agosto de 2026

Em agosto de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 98 horas e 37 minutos
(...)
o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes o mínimo de R$ 1.621,00

Documento da fonte DIEESE-CESTA

Depois, a dívida: aquelas oito em cada dez famílias que devem. Nunca teve tanta família devendo desde que a CNC, a entidade dos patrões do comércio, começou a contar. E de cada R$ 100 que entram em casa, quase R$ 29 já saem pra parcela do banco, o maior valor desde que o Banco Central começou essa conta, em 2005. É como se mais de duas horas do seu dia fossem só pro banco.

E se você não paga a fatura inteira, cai no rotativo do cartão. Em agosto de 2026, o juro médio do rotativo chegou a 444,9% ao ano. Desde 2024, uma lei limita os juros e encargos do rotativo a 100% do valor original da dívida, então ninguém paga 444% sobre a mesma dívida por um ano inteiro. Mas é esse o preço que cobram de quem não conseguiu fechar o mês.

No mesmo país, um banco só, o Itaú, lucrou R$ 46,8 bilhões em 2025. Uns R$ 128 milhões por dia. Quase 80 mil salários mínimos. Por dia.

E quando o mês não fecha, alguém te vende a saída: a bet. Num ano e meio, de outubro de 2024 a março de 2026, as famílias perderam em média R$ 4,7 bilhões por mês com apostas, já descontado o que ganharam de prêmio. Dá quase três milhões de salários mínimos, todo mês.

O salário é pago uma vez, na firma. E cobrado de novo no mercado, no banco, no cartão e no celular. Isso não é defeito, é o sistema funcionando do jeito que foi feito. E esse sistema tem nome: capitalismo. Ele lucra quando você trabalha, e lucra de novo quando você gasta o que ganhou.

Fontes deste capítulo:CNC-PEICPNAD-0826DIEESE-CESTABCB-29034BCB-ROTATIVOITAU-2025BETS-COMSEFAZdisputada, 7 fontes, 1 disputada
CNC-PEICFonte confirmada.

CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai

Ver na lista completa

PNAD-0826Fonte confirmada.

Taxa de desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto

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DIEESE-CESTAFonte confirmada.

Análise mensal da cesta básica, agosto de 2026

Em agosto de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 98 horas e 37 minutos

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BCB-29034Fonte confirmada.

Comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida com o Sistema Financeiro Nacional (SGS 29034)

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BCB-ROTATIVOFonte confirmada.

Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 444,9% ao ano em agosto, diz BC

Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 444,9% ao ano em agosto, diz BC

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ITAU-2025Fonte confirmada.

Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,3 bi no 4T25; no ano, lucro foi de R$ 46,8 bi

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BETS-COMSEFAZFonte disputada: os historiadores discordam.

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets

Aqui os historiadores discordam.

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A terceira conta: o patrão que saiu de cena

Tem um jeito de trabalhar que promete o contrário disso tudo. Sem patrão, sem horário: você faz a sua hora.

O IBGE foi medir. Pela PNAD Contínua de 2025, quem trabalha por aplicativo faz 44,7 horas por semana. Os outros trabalhadores, 39,3. E no fim do mês, os dois ganham praticamente igual: R$ 3.147 contra R$ 3.148.

Cinco horas a mais, pelo mesmo dinheiro. É como fazer hora extra de graça. Por hora, dá R$ 16,20 contra R$ 18,40: uns dois reais a menos. E só um em cada três paga o INSS. Quem não paga, se cair da moto, fica sem o afastamento pago pelo INSS.

Ninguém manda ele rodar 45 horas. Nem precisa: a conta de luz manda, o aluguel manda, e ele vai.

O filósofo Byung-Chul Han, coreano que vive e ensina na Alemanha, escreveu um livro inteiro sobre isso em 2010: Sociedade do Cansaço. A ideia cabe numa frase.

O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos.

— Byung-Chul Han, Sociedade do Cansaço (2010) · ver fonte HAN2010

O patrão sai de cena, e o chicote fica na sua mão. Você se cobra como se fosse dono do negócio. E quando cansa, a culpa parece só sua.

O cansaço também tem número. Em 2025, o INSS concedeu 546.254 afastamentos por ansiedade, depressão e outros transtornos mentais. Quase 1.500 por dia.

E se a responsabilidade é sua, a saída também seria: é só se esforçar mais. Só que a OCDE, o clube dos países ricos, fez numa simulação a conta de quanto tempo uma família entre os 10% mais pobres do Brasil leva até chegar na renda média. Deu nove gerações. Nem o seu tataraneto chega lá. Esforço, quem está nessa conta já faz: 45 horas na semana, em cima de uma moto.

Fontes deste capítulo:PNAD-APPHAN2010HAN-BIOINSS-2025OCDE2018, 5 fontes
PNAD-APPFonte confirmada.

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

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HAN2010Fonte confirmada.

Sociedade do Cansaço

O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos.

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INSS-2025Fonte confirmada.

Previdência Social concede 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais

Previdência Social concede 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais

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OCDE2018Fonte confirmada.

A Broken Social Elevator? How to Promote Social Mobility

nine generations or more

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"Mas vai quebrar": a objeção mais forte

Agora o argumento mais forte do outro lado, e ele tem número. Em 2025, cada hora trabalhada no Brasil produziu quase o mesmo que no ano anterior: pela conta da Fundação Getulio Vargas, a produtividade por hora subiu só 0,4%, quatro centavos a cada dez reais. E o argumento diz: se a hora não rende mais, não dá pra pagar o mesmo por menos hora.

Esse argumento já foi testado aqui. Quando a jornada caiu de 48 pra 44 horas, em 1988, três economistas foram medir o estrago, num estudo da PUC-Rio publicado em 2002. Olharam o ano seguinte, 1989. A chance de ficar desempregado não aumentou. E o salário por hora de quem teve a jornada cortada subiu.

Também não criou emprego em massa, e é honesto dizer: muita empresa compensou com hora extra. Mas o país não quebrou.

No Reino Unido, em 2022, 61 empresas testaram por seis meses a semana de quatro dias, sem cortar salário. Depois do teste, 56 continuaram com ela: nove em cada dez. A receita ficou praticamente estável. Foi um teste, sem grupo de comparação, não uma prova. Mas quem testou, ficou.

E é verdade: cortar hora sem a produção crescer pesa no bolso de quem paga os salários. A aposta de quem defende a redução é que a conta fecha. Em 1988, o desemprego não subiu.

E tem uma pergunta que esse argumento nunca faz. Desde 1988, a economia mais que dobrou. A jornada caiu quanto? Nada. Quando o bolo cresce, ninguém do outro lado oferece dividir em hora livre. É igual patrão: no mês ruim, não dá. No mês bom, some na hora de dividir.

Fontes deste capítulo:IPEADATA-PIBCF1988FGV-PRODGONZAGA2002DALROSSO1998UK-4DIAS, 6 fontes
IPEADATA-PIBFonte confirmada.

Variação real anual do PIB (série SCN10_PIBG10)

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CF1988Fonte confirmada.

Constituição da República Federativa do Brasil, art. 7º, XIII

duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais

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FGV-PRODFonte confirmada.

Produtividade do trabalho no Brasil cresce 0,4% em 2025

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GONZAGA2002Fonte confirmada.

Os efeitos da redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais em 1988

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DALROSSO1998Fonte confirmada.

Estimativa de Dal Rosso (1998) sobre os empregos criados pela redução de 1988, citada em artigo de resenha

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As horas que faltam têm dono

Em 2023, um balconista de farmácia do Rio de Janeiro gravou um desabafo sobre a escala 6x1. O vídeo virou movimento, o Vida Além do Trabalho, e o movimento virou abaixo-assinado com milhões de assinaturas.

Em 27 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição que baixa a semana de trabalho pra 40 horas, sem cortar salário, e acaba com a escala 6x1. Foram 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno, e 461 a 19 no segundo.

Faltava o Senado, que precisava aprovar em dois turnos, com pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um. No começo de outubro, uma parte dos senadores pediu pra empurrar a votação pra depois do segundo turno da eleição. Depois do seu voto. O presidente do Senado respondeu que a votação estava mantida. Em 14 de outubro de 2026, numa noite só, com calendário especial, o Senado aprovou a emenda nos dois turnos: 75 votos a 1 em cada um. Ela não volta pra Câmara, vai à promulgação, que ainda não tem data.

As oito horas de 1932 vieram depois de 70 mil parados. O 13º, oito dias depois de uma greve geral. Essa veio do mesmo jeito: cobrada.

Então, a resposta pro Keynes. As horas que ele calculou existem. A riqueza pra pagar por elas também. Elas só viraram outra coisa: lucro na firma, juro no cartão, cansaço no corpo de quem trabalha. O capitalismo não esqueceu de te dar o tempo livre. Ele vende esse tempo, e fica com a diferença.

A pergunta, então, não é por que você trabalha tanto. É pra quem. E isso não se resolve numa conversa com o gerente. Resolve quando muita gente cobra ao mesmo tempo.

Quinze horas na semana era a conta de um economista inglês, em 1930. Quarenta e quatro é a nossa, desde 1988. A diferença entre as duas tem dono. E continua em disputa: a emenda ainda precisa ser promulgada pra começar a valer.

Fontes deste capítulo:KEYNES1930GREVE1917DECRETO-21364BBC-13GONZAGA2002VATPEC-6X1SENADO-0610SENADO-0810ADIAMENTO-6X1SENADO-1410, 11 fontes
KEYNES1930Fonte confirmada.

Economic Possibilities for our Grandchildren (Possibilidades econômicas para os nossos netos)

Three-hour shifts or a fifteen-hour week may put off the problem for a great while.

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BBC-13Fonte confirmada.

Reportagem sobre a origem do 13º salário

Considerado desastroso para o País um 13º mês de salário

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GONZAGA2002Fonte confirmada.

Os efeitos da redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais em 1988

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VATFonte confirmada.

Reportagens sobre a origem do movimento Vida Além do Trabalho

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SENADO-0610Fonte confirmada.

Davi prevê primeira votação da PEC do fim da escala 6x1 na semana que vem

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SENADO-0810Fonte confirmada.

Fim da escala 6x1 passa pela 3ª sessão de discussão no plenário

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ADIAMENTO-6X1Fonte confirmada.

Oposição tenta evitar PEC 6x1 antes do 2º turno, mas Alcolumbre diz que votação está mantida

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SENADO-1410Fonte confirmada.

Senado aprova fim da escala 6x1

A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

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Fontes

Tudo que a gente conta no episódio tem a fonte aqui embaixo.

36 fontes · 34 confirmadas · 2 disputadas

KEYNES1930

Fonte confirmada.

Economic Possibilities for our Grandchildren (Possibilidades econômicas para os nossos netos) — John Maynard Keynes, The Nation and Athenaeum, 11 e 18/10/1930; origem e texto conferidos no Quote Investigator ("Quote Origin: People Will Only Work Fifteen Hours a Week In the Future", 03/02/2025), 1930-10

Em 1930, Keynes calculou que, cem anos depois, turnos de três horas ou uma semana de quinze horas bastariam. Era uma previsão, não uma promessa.

Three-hour shifts or a fifteen-hour week may put off the problem for a great while.

https://quoteinvestigator.com/2025/02/03/work-week/

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 7

IPEADATA-PIB

Fonte confirmada.

Variação real anual do PIB (série SCN10_PIBG10) — Ipeadata, com dados do IBGE (Sistema de Contas Nacionais)

Entre 1988 e 2025, o PIB real do Brasil cresceu 2,23 vezes: a economia mais que dobrou.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1, 6

CF1988

Fonte confirmada.

Constituição da República Federativa do Brasil, art. 7º, XIII — Assembleia Nacional Constituinte, 1988

A Constituição de 1988 baixou a jornada máxima de 48 para 44 horas por semana, e esse teto não mudou desde então.

duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1, 3, 6

MTE-6X1

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Escala 6×1 atinge 33,2% dos empregos no Brasil, aponta levantamento — Diário do Comércio / Agência Gov, sobre estudo do Ministério do Trabalho e Emprego com dados do eSocial, 2026-03

Quantos trabalham na escala 6x1: o levantamento do Ministério do Trabalho no eSocial conta 14,8 milhões em seis dias por semana com 44 horas ou mais (o número usado aqui, o menor); a manchete do próprio ministério fala em 33,2%, que não fecha com o número absoluto; outro recorte do ministério (RAIS) dá 37,1 milhões acima de 41 horas, e o presidente do Senado falou em cerca de 40 milhões.

Aqui os historiadores discordam.

https://diariodocomercio.com.br/economia/escala-6x1-atinge-empregos-brasil-aponta-levantamento/

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1

IBGE-POP2025

Fonte confirmada.

Estimativas da População 2025 — IBGE, 2025

O município de São Paulo tinha 11,9 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025, menos que os 14,8 milhões na escala 6x1.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1

CNC-PEIC

Fonte confirmada.

CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai — Mercado & Consumo, sobre a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC, 2026-08-06

Em julho de 2026, 82% das famílias tinham dívida, o maior patamar da série; o cartão de crédito é a dívida de 85,3% das endividadas.

https://mercadoeconsumo.com.br/06/08/2026/noticias/cnc-endividamento-das-familias-sobe-para-82-mas-inadimplencia-cai/

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 4

MARX-CAPITAL

Fonte confirmada.

O Capital, Livro I, capítulo 8: O dia de trabalho — Karl Marx (edição em português da Avante, no marxists.org), 1867

A divisão do dia de trabalho entre a parte que repõe o salário e a parte que vira mais-valia, e a imagem do capital como vampiro.

O capital é trabalho morto que apenas se anima, à maneira de um vampiro, pela sucção de trabalho vivo, e que vive tanto mais quanto mais dele sugar.

https://www.marxists.org/portugues/marx/1867/capital/livro1/cap08/01.htm

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2

IBGE-SCR2021

Fonte confirmada.

Sistema de Contas Regionais: Brasil 2021 (Contas Nacionais n. 94) — IBGE

Pela ótica da renda, em 2021: 39,2% do PIB foram para remuneração dos empregados, 15,5% para impostos e 45,3% para excedente operacional e rendimento misto (lucro, juro, aluguel e renda de quem trabalha por conta própria). Outras contas usam outro conceito e dão números menores para os salários (31% em 2021 sem as contribuições; 32% pela PNAD em 2023). 2021 foi ano de pandemia: a conta é um retrato aproximado, não uma medida da mais-valia.

Em 2021, a remuneração dos empregados atingiu, pela primeira vez desde o início da série em 2010, patamar inferior a 40% do PIB, com participação de 39,2%.

https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102045_informativo.pdf

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2

FRIEDMAN2015

Fonte confirmada.

Work and Consumption in an Era of Unbalanced Technological Advance — Benjamin M. Friedman, NBER Working Paper 21713 (depois no Journal of Evolutionary Economics, 2017), 2015-11

Keynes acertou a produção por pessoa e errou as horas; o autor atribui o erro principalmente à desigualdade crescente, que segurou a renda do meio (além de hábito e preferências sociais).

https://www.nber.org/papers/w21713

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2

GAZETA-1917

Fonte confirmada.

Depoimento de um menino operário ao jornal A Gazeta, de São Paulo — CUT / Fundação Perseu Abramo, 13/03/2017

Na época da greve de 1917, um menino operário contou ao jornal A Gazeta que trabalhava das 7 da noite às 6 da manhã numa fábrica de tecidos em São Paulo. O ano exato do depoimento não aparece na fonte.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3

GREVE1917

Fonte confirmada.

Greve geral de 1917 — Wikipédia em português; Câmara Municipal de São Paulo; carta de Edgard Leuenroth (Verve nº 31), 1917

Em três dias, mais de 70 mil trabalhadores pararam em São Paulo; a pauta pedia a jornada de oito horas.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3, 7

MARACANA

Fonte confirmada.

Capacidade oficial do Maracanã — Lance, Band e Itatiaia

O Maracanã comporta 78.838 pessoas: os mais de 70 mil grevistas de 1917 encheriam quase todo o estádio.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3

DECRETO-21364

Fonte confirmada.

Decreto 21.364, de 4 de maio de 1932 — Governo Provisório (Brasil), 1932-05-04

A jornada de oito horas (48 semanais) virou lei para a indústria em 1932, quinze anos depois da greve de 1917.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3, 7

BBC-13

Fonte confirmada.

Reportagem sobre a origem do 13º salário — Thais Carrança, BBC News Brasil; também Correio Braziliense, 18/10/2024

A manchete de O Globo de 26/04/1962 chamou o 13º de desastroso; em julho de 1962, depois de uma greve geral, o 13º virou lei (Lei 4.090).

Considerado desastroso para o País um 13º mês de salário

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3, 7

DIEESE-13-2025

Fonte confirmada.

Nota à imprensa sobre o pagamento do 13º salário em 2025 — DIEESE, 2025-11-13

O 13º de 2025 pôs cerca de R$ 369,4 bilhões na economia (estimativa); os 95,3 milhões incluem aposentados e pensionistas.

Cerca de 95,3 milhões de brasileiros serão favorecidos com rendimento adicional, em média, de R$ 3.512,00

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 3

PNAD-0826

Fonte confirmada.

Taxa de desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto — Viva / Estadão Conteúdo, sobre a PNAD Contínua do IBGE, 2026-09-29

No trimestre de junho a agosto de 2026, o desemprego foi de 5,3% e o rendimento médio real subiu 3,7% em um ano, para R$ 3.777.

https://viva.com.br/dinheiro/taxa-de-desemprego-fica-em-53-no-trimestre-ate-agosto.html

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DIEESE-CESTA

Fonte confirmada.

Análise mensal da cesta básica, agosto de 2026 — DIEESE/Conab, 2026-09-10

A cesta básica levou 48,46% do salário mínimo líquido em agosto de 2026; o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.565,86, 4,67 vezes o mínimo de R$ 1.621.

Em agosto de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 98 horas e 37 minutos

https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2026/202608cestabasica.pdf

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BCB-29034

Fonte confirmada.

Comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida com o Sistema Financeiro Nacional (SGS 29034) — Banco Central do Brasil, 2026-07

Em julho de 2026, as famílias comprometiam 28,72% da renda com parcelas e juros de dívidas com bancos, o maior valor da série iniciada em 2005.

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BCB-ROTATIVO

Fonte confirmada.

Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 444,9% ao ano em agosto, diz BC — Jornal do Comércio, com dados do Banco Central (SGS 22022), 2026-09-29

É a taxa média anualizada; desde janeiro de 2024 a Lei 14.690/2023 limita juros e encargos do rotativo a 100% do valor original da dívida.

Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 444,9% ao ano em agosto, diz BC

https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/09/1265047-juro-medio-do-rotativo-do-cartao-de-credito-sobe-a-4449-ao-ano-em-agosto-diz-bc.html

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ITAU-2025

Fonte confirmada.

Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,3 bi no 4T25; no ano, lucro foi de R$ 46,8 bi — InfoMoney, 2026-02-04

O Itaú teve lucro recorrente gerencial de R$ 46,8 bilhões em 2025, em média R$ 128 milhões por dia. Se é o maior lucro de banco da história do país, as fontes não concordam, e o texto não afirma.

https://www.infomoney.com.br/mercados/itau-itub4-resultados-quarto-trimestre-2025/

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BETS-COMSEFAZ

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets — Priscilla Mazenotti, Agência Brasil, sobre o Boletim Fiscal dos Estados do Comsefaz (dados de pagamento do Banco Central), 2026-08-06

Quanto as famílias deixam nas bets: pelo Comsefaz, a perda líquida (apostado menos prêmios) foi de R$ 4,7 bilhões por mês entre outubro de 2024 e março de 2026, só via Pix; a Abaas fala em R$ 18 a 21 bilhões por mês, mas de volume apostado, não de perda. O texto usa a perda líquida.

Aqui os historiadores discordam.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025

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PNAD-APP

Fonte confirmada.

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos — Mercado & Consumo, sobre o módulo experimental de trabalho por plataformas da PNAD Contínua 2025 (IBGE), 2026-09-04

Quem trabalha por aplicativo faz 44,7 horas por semana, contra 39,3 dos demais; ganha praticamente o mesmo por mês (R$ 3.147 contra R$ 3.148), menos por hora (R$ 16,20 contra R$ 18,40); só 34% contribuem para a Previdência.

https://mercadoeconsumo.com.br/04/09/2026/economia/brasil-tem-2-milhoes-de-pessoas-que-trabalham-por-meio-de-aplicativos/

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HAN2010

Fonte confirmada.

Sociedade do Cansaço — Byung-Chul Han (Vozes, 2015, trad. Enio Paulo Giachini); trecho reproduzido em resenha da revista Encontros Teológicos v. 36 n. 1 (2021), 2010

O sujeito de desempenho explora a si mesmo.

O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos.

https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/download/1657/1330/3584

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HAN-BIO

Fonte confirmada.

Verbete "Byung-Chul Han" — Wikipédia

Byung-Chul Han nasceu em Seul, em 1959, e é professor em Berlim.

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INSS-2025

Fonte confirmada.

Previdência Social concede 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais — Agência Gov (EBC), 2026-01

Em 2025, o INSS concedeu 546.254 auxílios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais. O total de auxílios por todas as doenças cresceu quase no mesmo ritmo, então o número não mostra que a saúde mental cresceu mais que o resto, nem que o trabalho causou cada caso.

Previdência Social concede 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais

https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202601/previdencia-social-concede-546-254-beneficios-por-incapacidade-temporaria-por-transtornos-mentais-e-comportamentais

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OCDE2018

Fonte confirmada.

A Broken Social Elevator? How to Promote Social Mobility — OCDE, capítulo 1, figura 1.5, 2018

Numa simulação ilustrativa da OCDE, uma família entre os 10% mais pobres do Brasil levaria nove gerações para chegar à renda média.

nine generations or more

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FGV-PROD

Fonte confirmada.

Produtividade do trabalho no Brasil cresce 0,4% em 2025 — Poder360, sobre o Observatório da Produtividade Regis Bonelli (FGV Ibre)

A produtividade do trabalho por hora no Brasil cresceu 0,4% em 2025, no mesmo patamar de 2024.

https://www.poder360.com.br/poder-economia/produtividade-do-trabalho-no-brasil-cresce-04-em-2025/

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GONZAGA2002

Fonte confirmada.

Os efeitos da redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais em 1988 — Gustavo Gonzaga, Naércio Menezes Filho e José Márcio Camargo, Texto para Discussão 458, PUC-Rio (depois na Revista Brasileira de Economia 57(2), 2003), 2002

Depois da redução de 1988, as horas efetivas caíram, a chance de desemprego em 1989 não aumentou e o salário-hora real subiu: sem impacto negativo sobre o emprego no curto prazo (12 meses).

https://ideas.repec.org/p/rio/texdis/458.html

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DALROSSO1998

Fonte confirmada.

Estimativa de Dal Rosso (1998) sobre os empregos criados pela redução de 1988, citada em artigo de resenha — Dal Rosso, via artigo de resenha no Dialnet, 1998

A redução de 8,33% na jornada gerou só cerca de 0,7% de postos novos, porque as empresas compensaram com hora extra.

https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5155103.pdf

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UK-4DIAS

Fonte confirmada.

The Results Are In: The UK's Four-Day Week Pilot — Autonomy (relatório); reportagem da NPR, 21/02/2023, 2023-02

Em 2022, 61 empresas (cerca de 2.900 pessoas) testaram por seis meses a semana de quatro dias sem cortar salário; 56 mantiveram depois do teste e a receita ficou praticamente estável. O teste não teve grupo de controle.

https://www.npr.org/2023/02/21/1158507132/uk-study-companies-four-day-workweek

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VAT

Fonte confirmada.

Reportagens sobre a origem do movimento Vida Além do Trabalho — InfoMoney; Genyo

O movimento nasceu em 2023 de vídeos de um balconista de farmácia do Rio de Janeiro sobre a escala 6x1 e virou abaixo-assinado com milhões de assinaturas (o número varia conforme a data).

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PEC-6X1

Fonte confirmada.

PEC do Fim da Escala 6x1 — Wikipédia em português; reportagens do Estado de Minas e do NDMais

Em 27/05/2026, a Câmara aprovou a emenda que reduz a jornada de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6x1, sem redução de salário: 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/PEC_do_Fim_da_Escala_6x1

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SENADO-0610

Fonte confirmada.

Davi prevê primeira votação da PEC do fim da escala 6x1 na semana que vem — Agência Senado, 2026-10-06

A CCJ do Senado aprovou a emenda em 02/09/2026; no plenário ela precisa de 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/06/davi-preve-primeira-votacao-da-pec-do-fim-da-escala-6x1-na-semana-que-vem

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SENADO-0810

Fonte confirmada.

Fim da escala 6x1 passa pela 3ª sessão de discussão no plenário — Agência Senado, 2026-10-08

Até 9 de outubro de 2026, o plenário do Senado ainda não tinha votado a emenda; ela estava na 3ª de 5 sessões de discussão exigidas antes do primeiro turno.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/08/fim-da-escala-6x1-passa-pela-3a-sessao-de-discussao-no-plenario

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ADIAMENTO-6X1

Fonte confirmada.

Oposição tenta evitar PEC 6x1 antes do 2º turno, mas Alcolumbre diz que votação está mantida — Jornal do Comércio (Estadão Conteúdo), 2026-10-07

Em 07/10/2026, uma parte dos senadores pediu que a votação ficasse para depois do segundo turno da eleição; o presidente do Senado disse que a votação estava mantida.

https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/10/1266201-oposicao-tenta-evitar-pec-6x1-antes-do-2-turno-mas-alcolumbre-diz-que-votacao-esta-mantida.html

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SENADO-1410

Fonte confirmada.

Senado aprova fim da escala 6x1 — Agência Senado, 2026-10-14

Em 14/10/2026, o Senado aprovou a emenda do fim da escala 6x1 nos dois turnos, na mesma noite e com calendário especial, por 75 a 1 em cada um; ela não volta à Câmara e vai à promulgação, ainda sem data.

A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/14/senado-aprova-fim-da-6x1-em-primeiro-turno

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Linha do tempo

  1. 1867

    Karl Marx publica o primeiro livro de O Capital.

  2. 1917

    Greve geral em São Paulo: mais de 70 mil parados em três dias, pedindo a jornada de oito horas.

  3. 1930-10

    Keynes publica o ensaio em que calcula uma semana de 15 horas para dali a cem anos.

  4. 1932-05-04

    O Decreto 21.364 fixa a jornada de oito horas na indústria, 48 por semana.

  5. 1962-04-26

    Manchete de O Globo chama o 13º salário de desastroso para o país.

  6. 1962-07

    Depois de uma greve geral, o 13º salário vira lei (Lei 4.090).

  7. 1988

    A Constituição baixa a jornada máxima de 48 para 44 horas por semana.

  8. 2022

    No Reino Unido, 61 empresas testam a semana de quatro dias sem cortar salário.

  9. 2023

    O desabafo de um balconista de farmácia do Rio dá origem ao movimento Vida Além do Trabalho.

  10. 2026-05-27

    A Câmara aprova o fim da escala 6x1 e a semana de 40 horas: 472 a 22 no primeiro turno.

  11. 2026-09-02

    A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprova a emenda.

  12. 2026-10-07

    Uma parte dos senadores pede para adiar a votação para depois da eleição.

  13. 2026-10-14

    O Senado aprova o fim da escala 6x1 nos dois turnos, na mesma noite: 75 a 1 em cada um. A emenda vai à promulgação.

Créditos

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Retrato de John Maynard Keynes sentado com um livro, 1929 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de John Maynard Keynes, 1929 (Bettmann Archive) - 2a parte do gancho — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Máquinas de fiação com fileiras de bobinas numa fábrica têxtil americana, filme de 1924 (California Cotton Mills) — Prelinger Archives · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Relógio de ponto mecânico para fábricas e escritórios, modelo LM Ericsson da década de 1950 — Peter Häll · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Exemplar impresso da Constituição do Brasil — Rodrigo Viana/Senado Federal · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Operárias de touca ao longo de uma esteira de montagem, Zona Franca de Manaus, filme da Agência Nacional de 1975 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cédula brasileira de 100 reais, fotografada por inteiro — Marcia Beatriz Einsfeld · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Retrato fotográfico de Karl Marx, antes de 1875 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Exemplar da primeira edição de Das Kapital (1867), exposto no Museu Histórico Alemão — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Agência do IBGE em Campo Maior (PI) — Moacir Ximenes · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Pátio de Harvard no outono — Tim Sackton from Somerville · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Primeira página do estudo de Benjamin M. Friedman, «Work and Consumption in an Era of Unbalanced Technological Advance», NBER, 2015 — Benjamin M. Friedman / NBER · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Capa de uma edição de 1867 de Das Kapital, Zentralbibliothek Zürich — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operários com bandeiras vermelhas durante a greve geral de 1917, São Paulo — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fotografia de época de trabalhadores diante da Fábrica de Carros e Carroças, São Paulo (acervo do Museu da Imigração), no documentário «Senado na História» sobre a greve de 1917 — TV Senado · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Comício do Comitê de Defesa Proletária, São Paulo, 16 de julho de 1917 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Força Pública dispersando grevistas em São Paulo, julho de 1917 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cartela com as reivindicações da greve de 1917 (jornada de oito horas), documentário Libertários (1976) — Lauro Escorel (documentário Libertários, 1976) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Decreto 21.364, de 4 de maio de 1932, publicação original: jornada de oito horas na indústria — Documento público oficial · Documento público oficial, Câmara dos Deputados ver origem (abre em outra aba)
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Encerramento das votações da Constituinte, 22/9/1988. Foto: Agência Senado — Senado Federal · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Plenário na promulgação da Constituição, 5 de outubro de 1988. Foto: Agência Senado — Agência Senado from Brasilia · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Grade fechada de estação durante a greve da Leopoldina, Rio de Janeiro, 31/3/1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Carteira de trabalho brasileira aberta. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil — Marcello Casal Jr/ABr · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Prato típico brasileiro com arroz (com um pouco de feijão preto misturado), purê de batatas e ovo frito, colher ao lado — Avelludo · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Byung-Chul Han em 2015. Foto: ActuaLitté — ActuaLitté · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Operários numa fundição, um deles despejando metal fundido numa forma, 1938 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Linha de produção numa fábrica de eletrodomésticos em Joinville, filme da Agência Nacional de 1975 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operários de capacete e uniforme reunidos na porta de uma fábrica, fim dos anos 1970 (documentário) — Autor não identificado (vídeo no YouTube) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Relógio de ponto Simplex Time Recorder, modelo KCF14L4, sobre uma mesa — Jonathan Mauer · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Plenário do Senado Federal, Brasília — Boaventuravinicius · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Urna eletrônica brasileira, modelo UE2020. Foto: TSE — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operários aguardando conferência durante a greve geral de 1917 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Assembleia de metalúrgicos num estádio lotado, ABC paulista, 1979 (documentário) — Leon Hirszman (documentário ABC da Greve) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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John Maynard Keynes recostado numa cadeira, foto de álbum de Monk's House, antes de 1939 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Piquete de greve ferroviária, soldados sobre locomotivas e trabalhadores sentados nos trilhos — Cia. Paulista de Estradas de Ferro, 1959 (Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã) — Acervo Arquivo Nacional do Brasil · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Ato das centrais sindicais no Dia do Trabalhador, avenida Paulista, São Paulo — CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Rotativa imprimindo jornal, filme Newspaper Story (1950) — Prelinger Archives · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Motoboy realizando entregas num cruzamento (projeto Mundo de entrega). Foto: Niqlima — Niqlima · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Entrega vista do portão de uma casa (projeto Mundo de entrega). Foto: Izabella Giannola — Izabella Giannola · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Plenário do Senado Federal, Brasília — Boaventuravinicius · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Assembleia de professores decide o fim da greve, Brasília. Foto: Agência Brasil — Universidade de Brasília from Brasília · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Fachada do Palácio do Congresso Nacional, Brasília — Senado Federal · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Dark Side of the Moon — 1000 Handz · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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A Internacional (Degeyter, 1888), arranjo orquestral — Jerry Engelbach (arranjo); Pierre Degeyter (música) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Bap Boom — Ketsa · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
Música
Crusade - Heavy Industry — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Despair and Triumph — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Hero Down — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Promises to Keep — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Places Unseen — Lee Rosevere · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)

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