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Fio Vermelho
Colagem em preto e vermelho: operário de capacete e uma mulher de lenço, de punho erguido, diante de uma bandeira vermelha. Arte do Fio Vermelho.

Série

Brasil de baixo pra cima · ditadura militar · anos 1960 · anos 1970 · anos 1980

Na ditadura, o PIBdobrou e o saláriomínimo encolheu

Entre 1964 e 1974 a economia brasileira mais que dobrou e o salário mínimo perdeu um terço do valor. Quem ganhava o piso passou de 88 pra 163 horas de trabalho pra comprar a mesma cesta básica.

Leitura · 17 min

A sexta-feira em que a Scania desligou as máquinas

Sete da manhã de uma sexta-feira, 12 de maio de 1978, em São Bernardo do Campo. Os metalúrgicos da Scania, uns 3 mil trabalhadores numa fábrica de caminhão, batem o cartão de ponto, vão até as máquinas e não ligam nenhuma.

São Bernardo é uma das cidades do ABC, o cinturão de fábricas em volta de São Paulo. Fazia dez anos que o Brasil não via uma greve grande assim, desde as de Contagem e Osasco, em 1968. E isso numa ditadura militar que tinha tornado a greve quase impossível por lei.

O pavio daquela sexta-feira, segundo o DIEESE, o departamento de estatística dos sindicatos, tinha sido aceso anos antes. Foi uma conta errada. A inflação que o governo anunciou para 1973 foi depois refeita pelo próprio Ministério da Fazenda, e o número quase dobrou. Quem vivia de salário só soube disso em 1977, por um relatório do Banco Mundial que saiu no jornal.

Essa conta errada é só a ponta de uma conta bem maior: a do milagre econômico. Nos dez anos depois do golpe de 1964, a economia brasileira mais que dobrou, e o salário mínimo perdeu um terço do valor.

A pergunta é pra onde foi essa diferença, tirada do bolso da nossa classe, e por que ninguém tinha conseguido desligar a máquina antes daquela sexta-feira. A resposta está no papel: lei, relatório oficial, depoimento de operário e os números do próprio governo.

Fontes deste capítulo:IPEA-PIBIPEA-SMFGV-ATLAS-MILAGREINFLACAO1973disputadaOLIVEIRA-RCTDEZ-ANOSdisputada, 6 fontes, 2 disputadas
FGV-ATLAS-MILAGREFonte confirmada.

Milagre econômico brasileiro

reestimaria a taxa de variação acumulada do ICV do Rio em 1973 de 13,7% para 26,6%

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INFLACAO1973Fonte disputada: os historiadores discordam.

A inflação de 1973: o índice oficial e as outras contas

Aqui os historiadores discordam.

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OLIVEIRA-RCTFonte confirmada.

Greves no Brasil, de 1978 a 2018

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

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DEZ-ANOSFonte disputada: os historiadores discordam.

A primeira greve em dez anos

Aqui os historiadores discordam.

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Quanto valia o salário mínimo

O Ipea, o instituto de pesquisa econômica do governo federal, mantém até hoje uma série do salário mínimo corrigido pela inflação. Em dinheiro de agosto de 2026, o mínimo de 1964 valia, na média do ano, uns R$ 1.342. Em 1974, R$ 880.

E o tombo maior não foi no meio do milagre. Foi antes, nos três primeiros anos depois do golpe. Depois, enquanto o PIB crescia mais de 10% ao ano, o mínimo ficou parado lá embaixo, sem subir de volta.

Só que número corrigido por índice esconde uma coisa: o que a pessoa sente é o preço da comida. Desde 1938, a lei define uma cesta de 13 alimentos, o mínimo pra sustentar um trabalhador adulto por um mês. É a mesma cesta básica que o DIEESE mede todo mês até hoje.

Em 1965, quem ganhava o mínimo trabalhava umas 88 horas pra comprar essa cesta. Em 1974, 163. Quase o dobro de trabalho pela mesma comida. Em 1965, a cesta levava pouco mais de um terço do salário mínimo; em 1974, dois terços. O resto era pro aluguel, a condução e a família.

Um salário não encolhe sozinho num país que dobra de tamanho. O nosso foi encolhido.

Fontes deste capítulo:IPEA-PIBIPEA-SMIPEA1979disputadaDIEESE-CESTA, 4 fontes, 1 disputada
IPEA1979Fonte disputada: os historiadores discordam.

Indicadores sociais para uso do CDS: resumo da situação no período 1960-1978

Aqui os historiadores discordam.

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DIEESE-CESTAFonte confirmada.

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos: metodologia

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O aumento que o governo calculava

Em julho de 1964, três meses depois do golpe, o Ministério da Fazenda baixou as primeiras regras do arrocho salarial, o aperto no salário pra segurar a inflação. Testou primeiro no funcionalismo público. Um ano depois, estendeu pra todo mundo.

Até ali, o reajuste de cada categoria saía de briga: o sindicato pedia, o patrão regateava, e sem acordo a Justiça do Trabalho decidia. Em julho de 1965, a Lei 4.725 tirou isso da mesa. O aumento passou a sair de uma conta do governo.

A conta pegava o salário real médio dos últimos dois anos, já descontada a inflação, e somava só metade da inflação que o governo previa pros 12 meses seguintes. Só metade, e só da prevista. E a previsão errava pra baixo, ano após ano.

O mínimo nem passava por essa briga: sempre foi decreto do próprio governo, e seguiu a mesma política de controle de salário. O erro da previsão era tão constante que, em 1968, uma lei nova, a 5.451, mandou refazer a conta com a inflação que tinha acontecido de verdade.

distorção resultante da subestimação, a cada ano, da inflação prevista

— FGV/CPDOC, Atlas Histórico do Brasil, Verbete "Milagre econômico brasileiro", sobre a Lei 5.451 de 1968 · ver fonte FGV-ATLAS-MILAGRE

E pra ser justo com os números: o mínimo já vinha caindo em 1962 e 1963, comido por uma inflação que ninguém segurava. O que muda depois do golpe é que a queda deixa de ser descontrole e vira regra escrita. Escrita por eles, contra nós.

Só que uma regra dessas só para de pé se ninguém puder reclamar dela.

Fontes deste capítulo:SABOIA1976CNV2014LEI4725FGV-ATLAS-MILAGRELEI5451, 5 fontes
SABOIA1976Fonte confirmada.

Mortalidade infantil e salário mínimo: uma análise de intervenção para o município de São Paulo

A partir de 1962 o SMR sofreu uma queda, inicialmente devido à forte aceleração inflacionária, e, a partir de 1964, em virtude da política oficial de controle da inflação e dos salários implantada pelo novo governo.

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CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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FGV-ATLAS-MILAGREFonte confirmada.

Milagre econômico brasileiro

reestimaria a taxa de variação acumulada do ICV do Rio em 1973 de 13,7% para 26,6%

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O sindicato com dono novo e a lei antigreve

No sindicato, a ditadura chegou logo. Eles sabiam onde estava a nossa força. Entre março e abril de 1964, o governo começou a nomear interventores: gente escolhida pelo Ministério do Trabalho pra mandar no lugar da diretoria que os trabalhadores tinham eleito.

Só em 1964, segundo a Comissão Nacional da Verdade, foram 409 sindicatos sob intervenção. A Comissão foi criada por lei em 2011 pra apurar as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado entre 1946 e 1988, e entregou o relatório final em dezembro de 2014. Até o fim da década, entre os sindicatos com 5 mil sócios ou mais, os mais fortes, uns 70% passaram por intervenção.

Em 1º de junho de 1964, dois meses depois do golpe, veio a lei de greve, a Lei 4.330. No papel, a greve continuava existindo. Mas precisava de assembleia com dois terços dos sócios do sindicato, em voto secreto. Depois, aviso por escrito ao patrão, com cinco dias de prazo; em água, luz, transporte e hospital, dez.

Servidor público não podia fazer greve. E greve por motivo político, social, religioso ou de solidariedade, sem uma reivindicação da própria categoria, era ilegal. Os trabalhadores deram um apelido pra ela: lei antigreve.

Lei nº 4.330, art. 22, III (greve ilegal)1964-06-01 · Publicação original, Câmara dos Deputados

(...) por motivos políticos, partidários, religiosos, sociais, de apoio ou solidariedade (...)

Documento da fonte LEI4330

E funcionou. Em 1963, o país teve 302 greves. Em 1970, 12. Em 1971, nenhuma registrada.

Pra quem nem pensava em greve, ainda sobrava uma proteção, e ela se media em anos de casa.

Fontes deste capítulo:CNV2014CNV-INTERVENCOESdisputadaLEI4330, 3 fontes, 1 disputada
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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CNV-INTERVENCOESFonte disputada: os historiadores discordam.

Intervenções sindicais em 1964 (Relatório da CNV, v. II, texto 2, pp. 60-61)

Aqui os historiadores discordam.

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LEI4330Fonte confirmada.

Lei nº 4.330, de 1º de junho de 1964 (lei de greve)

por motivos políticos, partidários, religiosos, sociais, de apoio ou solidariedade

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FGTS: o fim da estabilidade de dez anos

A CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho, tinha uma regra pra quem ficava muito tempo na mesma empresa. Quem completava dez anos de casa só podia ser mandado embora por falta grave. E antes dos dez, demitir sem justa causa custava uma indenização de um salário por ano trabalhado.

Em 13 de setembro de 1966, a Lei 5.107 criou outra coisa: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS. A empresa passou a depositar 8% do salário todo mês numa conta no nome do empregado. Na demissão, ele sacava. Quem desenhou o fundo foi o ministro do Planejamento, Roberto Campos, com dois objetivos: financiar casa e facilitar a demissão.

No papel, o trabalhador escolhia: fundo ou estabilidade. Em agosto de 1966, no debate da lei, um deputado da oposição, Franco Montoro, avisou como ia ser essa escolha.

A empresa escolherá aqueles que adotarem o sistema desejado pela empresa.

— Franco Montoro, deputado federal, Debate da lei do FGTS (1966) · ver fonte SENADO-FGTS

Em 1970, uns 70% dos trabalhadores já estavam no fundo.

O governo tinha um argumento, e ele não era mentira. Campos dizia que menos de um em cada cinco empregados chegava a ter estabilidade. Era verdade, por um motivo: as empresas demitiam antes. Mandar embora no nono ano era tão comum que a Justiça do Trabalho passou a presumir que era pra impedir a estabilidade. E pra esse caso, a própria CLT mandava pagar a indenização em dobro.

Com o FGTS, mandar embora antes dos dez anos deixou de ser manobra punida em dobro. Virou o jeito normal de funcionar. A Comissão Nacional da Verdade registra o efeito no trabalhador mais velho: ele parou de se meter com sindicato, com medo da demissão.

reduziu a participação político-sindical de trabalhadores mais velhos e experientes pelo receio da demissão

— Comissão Nacional da Verdade, Relatório, v. II, texto 2, sobre a Lei do FGTS (2014) · ver fonte CNV2014

É o mesmo FGTS que aparece no holerite de quem tem carteira hoje. Ele nasceu pra esvaziar a estabilidade.

Fontes deste capítulo:CNV2014SENADO-FGTSVLEX-CLT, 3 fontes
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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SENADO-FGTSFonte confirmada.

Em 1967, FGTS substituiu estabilidade no emprego (Arquivo S nº 34)

A empresa escolherá aqueles que adotarem o sistema desejado pela empresa.

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VLEX-CLTFonte confirmada.

CLT, artigos 492 a 500 (estabilidade) e a antiga Súmula 26 do TST

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A lista negra, a polícia dentro da fábrica e Manoel Fiel Filho

Sem sindicato, sem greve e sem estabilidade, ainda sobrava a fábrica. E a fábrica tinha arquivo. As empresas passavam o nome de quem incomodava pra polícia política, o DOPS. E passavam umas pras outras.

Na zona sul de São Paulo, os chefes de pessoal das fábricas tinham até associação: a AAPSA, Associação dos Administradores do Pessoal de Santo Amaro. Um ex-representante da Sulzer contou à Comissão Nacional da Verdade como era.

lá se partilhava os conhecimentos da área de recursos humanos e também vinham informações sobre listas de pessoas que a gente teria que ter cuidado para contratar, porque eram pessoas ditas "ativistas"

— Ex-representante da Sulzer, Depoimento à Comissão Nacional da Verdade · ver fonte CNV2014

Quem estava na lista, a fábrica do lado tomava cuidado pra não contratar.

Às vezes, a polícia nem esperava o portão. Em 28 de julho de 1972, o ferramenteiro Lúcio Bellentani estava trabalhando dentro da Volkswagen, em São Bernardo do Campo.

estava trabalhando e chegaram dois indivíduos com metralhadora, encostaram nas minhas costas, já me algemaram. Na hora em que cheguei à sala de segurança da Volkswagen já começou a tortura

— Lúcio Bellentani, Depoimento à Comissão Nacional da Verdade · ver fonte CNV2014

Mais de 20 metalúrgicos foram presos no mesmo episódio, da Volkswagen, da Mercedes, da Perkins e da Metal Leve. Em setembro de 2020, a Volkswagen do Brasil assinou um acordo com o Ministério Público e pagou R$ 36,3 milhões, R$ 16,8 milhões deles a ex-funcionários e famílias. Foi o primeiro acordo desse tipo no país. Bellentani não viu: tinha morrido no ano anterior.

A lista pegava até quem tinha ganhado um direito. Arleide Alves, operária da Metalúrgica Colmeia, foi eleita pra comissão de prevenção de acidentes da fábrica, a CIPA, o que dava estabilidade. Foi demitida por isso. Não quis sair, e a Polícia Militar foi buscar.

Eles me pegaram, cada um pegou de um lado, e esse chefe, oportunista, pegou por trás meu cabelo e eu caí. Fui sendo arrastada com o martelo na mão.

— Arleide Alves, Depoimento à Comissão Nacional da Verdade · ver fonte CNV2014

Em janeiro de 1976, o medo ganhou um nome. Manoel Fiel Filho era prensista havia 19 anos na mesma metalúrgica, a Metal Arte, e distribuía entre os colegas o jornal clandestino do Partido Comunista Brasileiro, a Voz Operária. Em 16 de janeiro, foi levado ao DOI-CODI, o centro de interrogatório do Exército em São Paulo. Morreu no dia seguinte.

A versão oficial: ele tinha se enforcado com as próprias meias. Os colegas contaram que ele estava de chinelo, sem meia, e o corpo tinha marcas de tortura. A história ficou tão escancarada que o próprio presidente, o general Ernesto Geisel, tirou do cargo o comandante do Exército em São Paulo. Era um regime covarde: matava operário e chamava de suicídio.

Fontes deste capítulo:CNV2014CNV-FIELECCHRCONJUR2020, 4 fontes
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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ECCHRFonte confirmada.

Nota pela morte de Lúcio Bellentani, ex-funcionário da Volkswagen e sobrevivente de tortura

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CONJUR2020Fonte confirmada.

Volks pagará R$ 36 milhões por colaboração com a ditadura

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Acidentes de trabalho: o preço no corpo

Pra imensa maioria, que nunca foi presa, a conta veio de outro jeito. Em 1970, o INPS, a previdência da época, registrou 1,2 milhão de acidentes de trabalho. Em 1973, deu acidente em uns 17 de cada 100 segurados do INPS: um em cada seis.

Em 1975, foram quase 2 milhões de acidentes registrados. Em 1976, morreram 3.900 trabalhadores. Mais de dez por dia.

O país ganhou um apelido que aparece até no relatório da Comissão Nacional da Verdade: campeão mundial de acidentes de trabalho. E esses são só os registrados. O estudo do Ipea de 1980 que juntou esses números avisa que muito acidente nem era comunicado.

Fontes deste capítulo:CNV2014SATO1980disputada, 2 fontes, 1 disputada
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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SATO1980Fonte disputada: os historiadores discordam.

Estudo sobre acidentes de trabalho no Brasil

Aqui os historiadores discordam.

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A periferia e a mortalidade infantil em São Paulo

Depois do turno, essa gente voltava pra uma cidade que não parava de inchar. A cidade de São Paulo tinha 3,7 milhões de habitantes em 1960. Em 1980, 8,5 milhões.

A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, encomendou um estudo sobre essa cidade a pesquisadores do Cebrap, um centro de pesquisa paulistano. Saiu em 1976, com o nome de São Paulo 1975: crescimento e pobreza.

O estudo descreve os mais pobres sendo expulsos das áreas antigas da cidade pela valorização dos terrenos, pra bairros cada vez mais longe da fábrica. Lá, segundo os pesquisadores, se juntavam barracos e casas precárias, verdadeiros acampamentos desprovidos do mínimo de infraestrutura.

As casas precárias da periferia são as 'casas próprias', em que a lógica especulativa dos 'loteamentos' fixou boa parte da classe trabalhadora

— Camargo et al., Cebrap, São Paulo 1975: crescimento e pobreza (1976) · ver fonte PEREIRA-PONTE2025

O fundo de garantia tinha nascido também pra financiar casa. A casa do operário, o estudo encontra levantada pela própria família, tijolo por tijolo. E fala das várias horas por dia gastas em locomoção, em cima de jornadas de trabalho prolongadas.

Tem um número que mostra isso melhor que qualquer foto. Na cidade de São Paulo, a mortalidade de bebês vinha caindo desde 1920. Em 1962, a curva virou. Em 1973, ela estava 55% acima de 1961.

A virada também começou antes do golpe, junto com a inflação. O economista João Sabóia, que fez essa conta em 1976, achou a curva que andava junto: a do salário mínimo.

Fontes deste capítulo:SABOIA1976SENADO-FGTSPMSP-CENSOSPEREIRA-PONTE2025, 4 fontes
SABOIA1976Fonte confirmada.

Mortalidade infantil e salário mínimo: uma análise de intervenção para o município de São Paulo

A partir de 1962 o SMR sofreu uma queda, inicialmente devido à forte aceleração inflacionária, e, a partir de 1964, em virtude da política oficial de controle da inflação e dos salários implantada pelo novo governo.

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SENADO-FGTSFonte confirmada.

Em 1967, FGTS substituiu estabilidade no emprego (Arquivo S nº 34)

A empresa escolherá aqueles que adotarem o sistema desejado pela empresa.

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PMSP-CENSOSFonte confirmada.

População do município de São Paulo, censos do IBGE de 1950 a 2022

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PEREIRA-PONTE2025Fonte confirmada.

São Paulo 1975: crescimento e pobreza: uma discussão sobre a pobreza

As casas precárias da periferia são as 'casas próprias', em que a lógica especulativa dos 'loteamentos' fixou boa parte da classe trabalhadora

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Como a família fechava o mês

E como uma família fechava o mês com isso? Do jeito que a Comissão Nacional da Verdade descreve: pondo mais gente pra trabalhar. A mulher foi pra fábrica, o filho adolescente também. A hora extra virou rotina. E as férias, muita gente vendia.

As perdas salariais dos chefes de família tiveram de ser compensadas com o ingresso de mulheres e jovens no mercado de trabalho, as horas extras se multiplicaram, assim como a troca das férias por salário.

— Comissão Nacional da Verdade, Relatório, v. II, texto 2 (2014) · ver fonte CNV2014

Essa cena, a casa inteira trabalhando, ajuda a entender a objeção mais forte contra tudo o que está nesta história. Porque tem gente que viveu essa época e diz, com sinceridade, que a vida melhorou.

Fontes deste capítulo:CNV2014, 1 fonte
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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"Mas o povo vivia melhor?": a objeção mais forte

A objeção é forte, e tem dado do lado dela. Entre 1968 e 1973, o PIB cresceu, em média, 11% ao ano. Em 1973, quase 14%.

O dado mais forte a favor dela vem do economista Carlos Langoni, que estudou o Censo de 1970. Pela tabela dele, entre 1960 e 1970 a renda média subiu em todas as faixas, inclusive entre os 10% mais pobres.

Uma coisa ajuda a explicar a média subindo com o mínimo encolhendo: cada vez menos gente ficava no mínimo. O mesmo João Sabóia registrou isso em 1976: com a produtividade subindo, a parte dos trabalhadores que ganhava o mínimo vinha diminuindo.

E tem mais um fato que joga contra a tese desta história. Em 1971, a ditadura instituiu uma aposentadoria pro trabalhador rural de 65 anos. Era meio salário mínimo, pro chefe da família. Pra quem não tinha nada, era ganho de verdade.

Então quem diz que vivia melhor não está inventando. Muita gente subiu de faixa, e vivia. Só que quem ficou no piso viveu outra conta: a da cesta. Em 1965, a cesta básica custava umas 88 horas de trabalho no mínimo. Em 1970, no meio do milagre, 103. Em 1974, 163. Sessenta horas a mais em quatro anos, pela mesma comida, nos anos em que o PIB mais cresceu.

E a tabela do Langoni mostra quem ficou com o crescimento. Em 1960, os 10% do topo tinham uns 40% de toda a renda. Em 1970, quase 48%. Quase metade. A metade mais pobre do país foi de 17,7% pra 14,9%.

Langoni explicava a concentração pela educação, e dizia que era uma fase do crescimento que ia se corrigir sozinha. Antes dele, o economista Albert Fishlow tinha mostrado a piora, com os dados preliminares do mesmo Censo. Na versão que Fishlow contou numa entrevista de 2003, o ministro da Fazenda, Delfim Netto, deu os dados completos ao Langoni pra contestar o que ele tinha achado.

o Delfim Netto deu todas as informações do Censo de 1970 para o Carlos Langoni, que preparou um trabalho tentando justamente desqualificar o que eu estava apontando.

— Albert Fishlow, Entrevista à revista Economia Aplicada (2003) · ver fonte FISHLOW2003

E é no Delfim, ministro da Fazenda de 1967 a 1974, que ficou grudada a frase da época: primeiro fazer o bolo crescer, depois dividir. Ele passou a vida dizendo que nunca disse isso. A frase pode não ser dele. A ideia estava no livro do Langoni. E a correção sozinha não veio: em 1980, a concentração estava maior ainda.

Dentro da fábrica, a Comissão Nacional da Verdade registra o outro lado. No setor metalúrgico, de 1966 a 1974, a produtividade quase dobrou. O salário real médio ficou parado.

Marx tinha um nome pra distância entre o que o trabalho produz e o que volta pra quem trabalhou: mais-valia. É a diferença que sai da nossa classe e fica com a deles. E tem um número que diz onde essa distância foi parar. Em 1980, o salário era 17% do valor da produção industrial do Brasil. A média mundial, segundo o estudo que a Comissão cita, era 42%.

Então o povo vivia melhor? Muita gente subiu de faixa e viveu. Quem ficou no piso trabalhou mais horas pela mesma comida.

Fontes deste capítulo:IPEA-PIBIPEA1979disputadaSABOIA1976CNV2014BARONE-BASTOS2015FISHLOW2003disputadaBOLOdisputadaCNV-GINILC11-1971, 9 fontes, 3 disputadas
IPEA1979Fonte disputada: os historiadores discordam.

Indicadores sociais para uso do CDS: resumo da situação no período 1960-1978

Aqui os historiadores discordam.

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SABOIA1976Fonte confirmada.

Mortalidade infantil e salário mínimo: uma análise de intervenção para o município de São Paulo

A partir de 1962 o SMR sofreu uma queda, inicialmente devido à forte aceleração inflacionária, e, a partir de 1964, em virtude da política oficial de controle da inflação e dos salários implantada pelo novo governo.

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CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

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BARONE-BASTOS2015Fonte confirmada.

A distribuição de renda durante o "milagre econômico" brasileiro: um balanço da controvérsia

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FISHLOW2003Fonte disputada: os historiadores discordam.

Como eu pesquiso (entrevista a Leda Maria Paulani)

o Delfim Netto deu todas as informações do Censo de 1970 para o Carlos Langoni, que preparou um trabalho tentando justamente desqualificar o que eu estava apontando.

Aqui os historiadores discordam.

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BOLOFonte disputada: os historiadores discordam.

Autoria da frase "fazer o bolo crescer para depois dividir"

Aqui os historiadores discordam.

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CNV-GINIFonte confirmada.

Estatísticas do Século XX, p. 480 (citado pela CNV, v. II, texto 2, nota 44)

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LC11-1971Fonte confirmada.

Lei Complementar nº 11, de 25 de maio de 1971 (Prorural)

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A conta errada da inflação de 1973

Agora dá pra voltar ao número que parou a Scania. Em 1973, o governo queria segurar a inflação perto de 12%. Pra isso, tabelou preços. O índice oficial anotava o preço da tabela. Só que, com a tabela, surgiram mercados paralelos, onde o preço era outro.

O custo de vida oficial do Rio de Janeiro fechou o ano em 13,7%. Quando Mário Henrique Simonsen assumiu o Ministério da Fazenda, em 1974, refez essa mesma conta. Deu 26,6%. Quase o dobro.

reestimaria a taxa de variação acumulada do ICV do Rio em 1973 de 13,7% para 26,6%

— FGV/CPDOC, Atlas Histórico do Brasil, sobre Mário Henrique Simonsen, Verbete "Milagre econômico brasileiro" · ver fonte FGV-ATLAS-MILAGRE

E era o índice oficial que reajustava os salários. Mesmo depois da lei de 1968, que mandava corrigir pela inflação que de fato aconteceu, a inflação que de fato aconteceu era a do índice oficial. A correção existia. Corrigia com o número errado.

Esse era o índice que reajustava os salários dos trabalhadores.

— Memorial da Democracia, Os trabalhadores erguem a cabeça · ver fonte MEMORIAL

Quem vivia de salário só soube em 31 de julho de 1977, quando a Folha de S.Paulo publicou um relatório do Banco Mundial com uma inflação de 1973 bem acima da oficial. O DIEESE fez a conta pros metalúrgicos de São Bernardo e Diadema: a perda acumulada de poder de compra, desde 1973, era de 34,1%.

Em agosto de 1977, gente do próprio governo admitiu que tinha havido erro no cálculo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema lançou uma campanha pela reposição, e outros sindicatos aderiram. A reposição não veio.

Fontes deste capítulo:FGV-ATLAS-MILAGRELEI5451INFLACAO1973disputadaMEMORIALALMEIDA1977CPDOC-34disputadaOLIVEIRA-RCTFPA, 8 fontes, 2 disputadas
FGV-ATLAS-MILAGREFonte confirmada.

Milagre econômico brasileiro

reestimaria a taxa de variação acumulada do ICV do Rio em 1973 de 13,7% para 26,6%

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INFLACAO1973Fonte disputada: os historiadores discordam.

A inflação de 1973: o índice oficial e as outras contas

Aqui os historiadores discordam.

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MEMORIALFonte confirmada.

Os trabalhadores erguem a cabeça

Esse era o índice que reajustava os salários dos trabalhadores.

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ALMEIDA1977Fonte confirmada.

Desarrollo capitalista y acción sindical

en agosto de 1977, algunos miembros del gobierno reconocieron que hubo un error en el cálculo

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CPDOC-34Fonte disputada: os historiadores discordam.

Atlas Histórico do Brasil, verbete 3036

Aqui os historiadores discordam.

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OLIVEIRA-RCTFonte confirmada.

Greves no Brasil, de 1978 a 2018

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

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12 de maio de 1978: cartão batido, máquina desligada

Foi essa campanha derrotada que, nas palavras do DIEESE, acendeu o pavio das greves de 1978.

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

— C. R. Oliveira, Greves no Brasil, de 1978 a 2018 (Revista Ciências do Trabalho, DIEESE) · ver fonte OLIVEIRA-RCT

Naquela sexta-feira, 12 de maio, a forma foi a mais simples que existe: cartão batido e máquina desligada. Ainda naquele ano, o efeito dominó pegou o ABC inteiro e foi pra fora dele. Sete anos depois de 1971, o ano sem nenhuma greve registrada, o país teve 112 greves em 1978. Em 1979, 430.

E a resposta continuou a mesma. Em 30 de outubro de 1979, numa greve dos metalúrgicos da capital, Santo Dias da Silva, metalúrgico e dirigente da Pastoral Operária, levou um tiro da Polícia Militar. Ele estava num piquete na porta da fábrica Sylvania, em Santo Amaro. O tiro foi pelas costas. Naquela greve, 334 trabalhadores foram presos. O velório de Santo Dias virou manifestação. O policial foi absolvido.

No mês seguinte à morte dele, a regra de 1965 caiu. Com a Lei 6.708, a partir de novembro de 1979 o reajuste passou a ser automático, de seis em seis meses. Na leitura do DIEESE, o governo aprovou a lei pra tentar retomar a iniciativa e conter a onda de greves.

Em 1980, os metalúrgicos do ABC pararam 41 dias, com assembleias num estádio de futebol, o da Vila Euclides. O governo pôs interventor no sindicato, e em 19 de abril a diretoria foi presa, com o presidente do sindicato, Luiz Inácio Lula da Silva. No 1º de maio, umas 100 mil pessoas foram pra rua em São Bernardo. E a greve acabou sem ganhar o que pedia.

Mas parar tinha virado ferramenta. Em 1984, ainda na ditadura, o país teve 408 greves.

Fontes deste capítulo:CNV2014OLIVEIRA-RCTFPACONGRESSOEMFOCO-1980, 4 fontes
CNV2014Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores)

Ver na lista completa

OLIVEIRA-RCTFonte confirmada.

Greves no Brasil, de 1978 a 2018

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

Ver na lista completa

CONGRESSOEMFOCO-1980Fonte confirmada.

Greve histórica de metalúrgicos completa 45 anos neste 1º de maio

Ver na lista completa

A regra só mudou porque a gente parou

O bolo cresceu, e a fatia de baixo encolheu. A reposição de 1977 não veio, e a greve de 1980 perdeu. O que mudou foi a regra do reajuste, em 1979, aprovada, segundo o DIEESE, pra conter a onda de greves.

Ou seja: a regra só mudou porque quem trabalhava parou. O nome clássico disso é luta de classes. Em São Bernardo, ela teve hora marcada: sete da manhã. Três mil trabalhadores, cartão batido, máquina desligada. Ninguém parou sozinho naquela sexta-feira.

E essa história não acabou em 1985. Tem gente que ainda celebra o regime que fez tudo isso com a nossa classe. Em 17 de abril de 2016, na votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, o então deputado Jair Bolsonaro disse: "Perderam em 64, perderam agora em 2016". E dedicou o voto ao coronel Ustra.

Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff

— Jair Bolsonaro, então deputado federal, Voto na Câmara dos Deputados, 17 de abril de 2016 (2016) · ver fonte PODER360-2016

Carlos Alberto Brilhante Ustra comandou o DOI-CODI de São Paulo de 1970 a 1974, o mesmo centro do Exército onde Manoel Fiel Filho morreria dois anos depois de ele sair. Em 2008, numa ação da família Teles, presa e torturada no DOI-CODI em 1972, a Justiça de São Paulo declarou Ustra torturador. Em 2012, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão por unanimidade. Foi a primeira vez que um colegiado reconheceu a responsabilidade de um agente da ditadura.

Dois anos depois daquele voto, Bolsonaro foi eleito presidente. Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou, por 4 votos a 1, a 27 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, pela trama pra impedir a posse depois da derrota na eleição de 2022. Golpista não é adjetivo nosso. É o que diz a sentença.

Quando eles celebram 1964, é bom saber o que estão celebrando. É o interventor no sindicato, a lei antigreve, a lista negra no departamento pessoal e a cesta que passou de 88 pra 163 horas de trabalho. Pra quem trabalha, ditadura nunca foi ordem. Foi o salário encolhendo com a boca fechada.

Então a lição de São Bernardo é a nossa. Lembra, e conta pra quem não viveu. E se organiza: no sindicato, no bairro, no lugar onde você trabalha.

Em maio de 2026, o Ministério Público Federal disse que investiga 13 empresas suspeitas de ter colaborado com a repressão. A lista de quem ajudou a vigiar a fábrica ainda não terminou de ser escrita. A de quem se organiza contra eles também não. Ditadura nunca mais.

Fontes deste capítulo:IPEA1979disputadaLEI4330BARONE-BASTOS2015OLIVEIRA-RCTFPAPODER360-2016CONGRESSOEMFOCO-VOTOSIHU2012JB2012BLOOMBERG-STFALMAPRETA-STFINFOMONEY2026, 12 fontes, 1 disputada
IPEA1979Fonte disputada: os historiadores discordam.

Indicadores sociais para uso do CDS: resumo da situação no período 1960-1978

Aqui os historiadores discordam.

Ver na lista completa

LEI4330Fonte confirmada.

Lei nº 4.330, de 1º de junho de 1964 (lei de greve)

por motivos políticos, partidários, religiosos, sociais, de apoio ou solidariedade

Ver na lista completa

BARONE-BASTOS2015Fonte confirmada.

A distribuição de renda durante o "milagre econômico" brasileiro: um balanço da controvérsia

Ver na lista completa

OLIVEIRA-RCTFonte confirmada.

Greves no Brasil, de 1978 a 2018

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

Ver na lista completa

PODER360-2016Fonte confirmada.

Há 5 anos, Câmara abria impeachment de Dilma e Bolsonaro louvava Ustra

Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff

Ver na lista completa

CONGRESSOEMFOCO-VOTOSFonte confirmada.

Relembre votos que marcaram o impeachment de Dilma (íntegra dos votos)

Ver na lista completa

JB2012Fonte confirmada.

TJ-SP mantém decisão que reconhece coronel Ustra como torturador

Ver na lista completa

BLOOMBERG-STFFonte confirmada.

Bolsonaro é condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar golpe de Estado

Ver na lista completa

ALMAPRETA-STFFonte confirmada.

Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF por golpe de Estado e outros crimes

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INFOMONEY2026Fonte confirmada.

MPF investiga empresas suspeitas de colaborar com a repressão na ditadura

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Fontes

Tudo que a gente conta no episódio tem a fonte aqui embaixo.

39 fontes · 31 confirmadas · 8 disputadas

IPEA-PIB

Fonte confirmada.

PIB, variação real anual (série SCN10_PIBG10) — IBGE, Sistema de Contas Nacionais, via Ipeadata

O PIB cresceu 9,8% em 1968, 11,9% em 1972 e 14% em 1973, com média de cerca de 11% ao ano entre 1968 e 1973; de 1964 a 1974, a economia mais que dobrou.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1, 2, 10

IPEA-SM

Fonte confirmada.

Salário mínimo real (série GAC12_SALMINRE12) — Ipea, via Ipeadata, 2026-09

Em reais de agosto de 2026, o salário mínimo valia em média R$ 1.342 em 1964 e R$ 880 em 1974, uma queda de cerca de um terço; a queda se concentra em 1964-1967 e o mínimo fica parado de 1968 a 1974.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1, 2

IPEA1979

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Indicadores sociais para uso do CDS: resumo da situação no período 1960-1978 — CNP/IPLAN/IPEA, 1979-05

Horas de trabalho no salário mínimo pra comprar a cesta básica: 103 horas em 1970 e 150 em 1976 (63% do mínimo); em 1974, 163 horas, cerca de dois terços. Para 1965 há duas contas: 87h20 neste documento (dado do DIEESE, cerca de 36% do mínimo) e 88h16 na de Maria Helena Moreira Alves, citada pela Comissão Nacional da Verdade. O texto diz "umas 88 horas".

Aqui os historiadores discordam.

https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/0f66d0e7-26b2-4b0d-84c1-5f54e3098a43/content

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 2, 10, 13

DIEESE-CESTA

Fonte confirmada.

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos: metodologia — DIEESE

A cesta básica do DIEESE é a ração essencial do Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938: 13 alimentos em quantidade pra sustentar um trabalhador adulto por um mês.

https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/analiseCestaBasica200702.html

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SABOIA1976

Fonte confirmada.

Mortalidade infantil e salário mínimo: uma análise de intervenção para o município de São Paulo — João Sabóia (J. L. M. Sabóia), Revista de Administração de Empresas, 1976-06

O salário mínimo real começou a cair em 1962, com a inflação, e a partir de 1964 pela política oficial de controle de salários; a mortalidade infantil no município de São Paulo caiu até 1961, virou em 1962 e em 1973 estava 55% acima de 1961; a parte dos trabalhadores que ganhava o mínimo vinha diminuindo.

A partir de 1962 o SMR sofreu uma queda, inicialmente devido à forte aceleração inflacionária, e, a partir de 1964, em virtude da política oficial de controle da inflação e dos salários implantada pelo novo governo.

https://www.scielo.br/j/rae/a/tv7KyQMpKnZYf9nDJk9tqZr/

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CNV2014

Fonte confirmada.

Relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, texto 2 (violações de direitos humanos dos trabalhadores) — Comissão Nacional da Verdade (criada pela Lei 12.528/2011), 2014-12

O arrocho começou com a Circular nº 10 do Ministério da Fazenda, em julho de 1964; cerca de 70% dos sindicatos com 5 mil filiados ou mais sofreram intervenção; greves: 302 em 1963, 12 em 1970 e nenhuma registrada em 1971; o FGTS afastou do sindicato os trabalhadores mais velhos; listas negras e depoimentos da Sulzer, de Lúcio Bellentani e de Arleide Alves; a morte de Manoel Fiel Filho; o Brasil "campeão mundial de acidentes de trabalho"; famílias compensando a perda com mais gente trabalhando; produtividade metalúrgica +99% de 1966 a 1974 com salário real parado; salário de 17% do produto industrial em 1980, contra média mundial de 42%; a morte de Santo Dias da Silva.

https://www.marxists.org/portugues/tematica/livros/cnv/pdf/volume_2_digital.pdf

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CNV-INTERVENCOES

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Intervenções sindicais em 1964 (Relatório da CNV, v. II, texto 2, pp. 60-61) — Comissão Nacional da Verdade; Celso Frederico

Quantos sindicatos sofreram intervenção logo depois do golpe: a Comissão Nacional da Verdade conta 409 sindicatos e 43 federações só em 1964; o levantamento de Celso Frederico dá 383 sindicatos em 1964-65. A própria Comissão registra a divergência. O texto usa o número da Comissão, atribuído a ela.

Aqui os historiadores discordam.

https://www.marxists.org/portugues/tematica/livros/cnv/pdf/volume_2_digital.pdf

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LEI4725

Fonte confirmada.

Lei nº 4.725, de 13 de julho de 1965 — Presidência da República (Câmara dos Deputados, legislação), 1965-07-13

O reajuste passou a ser o salário real médio dos últimos 24 meses mais metade do resíduo inflacionário previsto pros 12 meses seguintes.

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4725-13-julho-1965-369004-normaatualizada-pl.pdf

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FGV-ATLAS-MILAGRE

Fonte confirmada.

Milagre econômico brasileiro — Luís Aranha Correia do Lago, FGV/CPDOC, Atlas Histórico do Brasil

A previsão de inflação usada no reajuste foi subestimada ano após ano, e a Lei 5.451 de 1968 mandou corrigir pela inflação verificada; em 1973 o governo tabelou preços e o índice registrava o preço da tabela; Simonsen, ao assumir a Fazenda em 1974, refez o custo de vida do Rio de 1973 de 13,7% para 26,6%.

reestimaria a taxa de variação acumulada do ICV do Rio em 1973 de 13,7% para 26,6%

https://atlas.fgv.br/verbete/6001

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LEI5451

Fonte confirmada.

Lei nº 5.451, de 12 de junho de 1968 — Presidência da República (Senado Federal, legislação), 1968-06-12

Mandou substituir, no cálculo do reajuste, a inflação prevista pela inflação verificada.

https://legis.senado.leg.br/norma/547319

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LEI4330

Fonte confirmada.

Lei nº 4.330, de 1º de junho de 1964 (lei de greve) — Presidência da República (Câmara dos Deputados, publicação original), 1964-06-01

Proibia greve de servidor público; exigia assembleia com 2/3 dos associados em primeira convocação, em voto secreto, e aviso escrito ao empregador com prazo de 5 dias, ou 10 em atividades fundamentais (água, energia, transporte, hospitais); tornava ilegal a greve por motivo político, religioso, social ou de solidariedade sem reivindicação da categoria.

por motivos políticos, partidários, religiosos, sociais, de apoio ou solidariedade

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4330-1-junho-1964-376623-publicacaooriginal-1-pl.html

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SENADO-FGTS

Fonte confirmada.

Em 1967, FGTS substituiu estabilidade no emprego (Arquivo S nº 34) — André Fontenelle, Agência Senado, 2017-05-05

A estabilidade da CLT aos dez anos de casa e a indenização de um salário por ano; a Lei 5.107, de 13/9/1966, e o depósito de 8%; o fundo desenhado por Roberto Campos pra facilitar a demissão e financiar a construção; o aviso de Franco Montoro; 70% dos trabalhadores no fundo em 1970; o argumento de Campos de que menos de 20% chegavam à estabilidade.

A empresa escolherá aqueles que adotarem o sistema desejado pela empresa.

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/em-1967-fgts-substituiu-estabilidade-no-emprego

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VLEX-CLT

Fonte confirmada.

CLT, artigos 492 a 500 (estabilidade) e a antiga Súmula 26 do TST — vLex, doutrina

A CLT mandava pagar em dobro a indenização da demissão feita pra impedir a estabilidade (art. 499, §3º), e o TST presumia esse objetivo na demissão sem justa causa de quem chegava a nove anos de casa.

https://vlex.com.br/vid/artigos-492-500-691271401

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 5

CNV-FIEL

Fonte confirmada.

Ficha de Manoel Fiel Filho — Comissão Nacional da Verdade (reproduzida pelo CJT/UFMG)

Manoel Fiel Filho, prensista havia 19 anos na Metal Arte e militante do PCB, foi levado ao DOI-CODI do II Exército em 16/1/1976 e morreu em 17/1/1976; a versão oficial falou em enforcamento com as meias, os colegas disseram que ele estava de chinelo, e Geisel afastou o comandante do II Exército.

https://cjt.ufmg.br/wp-content/uploads/2024/03/Manoel-Fiel-Filho-CNV.pdf

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 6

ECCHR

Fonte confirmada.

Nota pela morte de Lúcio Bellentani, ex-funcionário da Volkswagen e sobrevivente de tortura — European Center for Constitutional and Human Rights (ECCHR), 2019

Lúcio Bellentani, ex-funcionário da Volkswagen preso e torturado, morreu em 2019.

https://www.ecchr.eu/en/press-release/ecchr-mourns-the-death-of-lucio-bellentani-former-volkswagen-employee-and-torture-survivor/

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CONJUR2020

Fonte confirmada.

Volks pagará R$ 36 milhões por colaboração com a ditadura — Conjur, 2020-09-23

Em 23/9/2020, a Volkswagen do Brasil assinou acordo (TAC) com o MPF, o MPSP e o MPT e pagou R$ 36,3 milhões, R$ 16,8 milhões deles a ex-funcionários e famílias; foi o primeiro acordo do gênero no país.

https://www.conjur.com.br/2020-set-23/volks-pagara-36-milhoes-colaborado-ditadura

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 6

SATO1980

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Estudo sobre acidentes de trabalho no Brasil — A. K. Sato, Ipea (dados do INPS), 1980

Acidentes de trabalho registrados pelo INPS: 1.220.111 em 1970; em 1973, 17,24% dos segurados; 3.900 mortes em 1976; o estudo avisa que há subnotificação. Os totais de 1975 e 1976 variam entre as fontes: 1975 tem 1.916.187 no INPS (via Ipea) e 1.938.277 em outras fontes; 1976 tem 1.743.825 no Ipea e 1.743.025 na Comissão Nacional da Verdade. O texto usa os do Ipea e arredonda.

Aqui os historiadores discordam.

https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/14425/1/Estudos_sobre_acidentes_de_trabalho_no_Brasil.pdf

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 7

PMSP-CENSOS

Fonte confirmada.

População do município de São Paulo, censos do IBGE de 1950 a 2022 — Prefeitura de São Paulo

O município de São Paulo tinha 3.667.899 habitantes em 1960 e 8.493.226 em 1980.

https://drive.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/314_01_censo_r5-sub-distr_pop-abs_1950-2022_final_1715805085.htm

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PEREIRA-PONTE2025

Fonte confirmada.

São Paulo 1975: crescimento e pobreza: uma discussão sobre a pobreza — Pereira e Ponte, Cadernos Metrópole v. 27 n. 64 (citando Camargo et al., Cebrap, 1976), 2025

O estudo do Cebrap encomendado pela Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo descreve a expulsão dos mais pobres pela valorização dos terrenos, os "acampamentos desprovidos do mínimo de infraestrutura", a autoconstrução e as horas gastas em locomoção.

As casas precárias da periferia são as 'casas próprias', em que a lógica especulativa dos 'loteamentos' fixou boa parte da classe trabalhadora

https://revistas.pucsp.br/index.php/metropole/article/view/74325

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BARONE-BASTOS2015

Fonte confirmada.

A distribuição de renda durante o "milagre econômico" brasileiro: um balanço da controvérsia — Barone e Bastos, IE/Unicamp, Texto para Discussão 251 (dados de Carlos Langoni, 1973), 2015-02

Pela tabela de Langoni, de 1960 a 1970 os 10% mais ricos foram de 39,66% para 47,79% da renda e os 50% mais pobres de 17,71% para 14,91%, enquanto a renda média subiu em todas as faixas; Langoni atribuía a concentração à educação e a uma fase que se corrigiria sozinha.

https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/3386/TD251.pdf

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FISHLOW2003

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Como eu pesquiso (entrevista a Leda Maria Paulani) — Albert Fishlow, Economia Aplicada v. 7 n. 3, p. 659-660, 2003

Quanto a concentração de renda piorou nos anos 1960: os números de Langoni são os do próprio governo; na versão de Fishlow, que antes tinha mostrado a piora com dados preliminares do Censo, o estudo de Langoni deixou de fora o grupo de renda mais alta e subestimou a piora.

o Delfim Netto deu todas as informações do Censo de 1970 para o Carlos Langoni, que preparou um trabalho tentando justamente desqualificar o que eu estava apontando.

Aqui os historiadores discordam.

https://periodicos.usp.br/ecoa/article/download/220214/201048/667849

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 10

BOLO

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Autoria da frase "fazer o bolo crescer para depois dividir" — Jornal da Unicamp (Marco Antonio Martins Rocha), 14/8/2024; InfoMoney, perfil de Delfim Netto; Barone e Bastos, TD 251

Quem disse a frase do bolo: ela é atribuída a Delfim Netto, ministro da Fazenda de 1967 a 1974, em toda a imprensa, mas ele negou a vida inteira ser o autor. A ideia aparece no trabalho de Langoni, a chamada "teoria do bolo".

Aqui os historiadores discordam.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 10

CNV-GINI

Fonte confirmada.

Estatísticas do Século XX, p. 480 (citado pela CNV, v. II, texto 2, nota 44) — IBGE, via Comissão Nacional da Verdade

O índice de Gini foi de 0,50 nos anos 1960 a 0,56 nos 1970 e 0,59 nos 1980: a concentração continuou subindo.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 10

LC11-1971

Fonte confirmada.

Lei Complementar nº 11, de 25 de maio de 1971 (Prorural) — Presidência da República (Senado Federal, legislação), 1971-05-25

Criou a aposentadoria por velhice do trabalhador rural de 65 anos, chefe ou arrimo de família, de 50% do maior salário mínimo do país.

https://legis.senado.leg.br/norma/540716/publicacao/15758215

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INFLACAO1973

Fonte disputada: os historiadores discordam.

A inflação de 1973: o índice oficial e as outras contas — FGV/CPDOC, Atlas Histórico; C. R. Oliveira (DIEESE); Memorial da Democracia; Fundação Perseu Abramo

Qual foi a inflação de 1973: o custo de vida oficial do Rio (FGV) deu 13,7%; outra medida do mesmo índice, 12,6%; a Fundação Perseu Abramo fala em 14,9%; o IGP, 15,7%. O Banco Mundial deu 22,5%; o DIEESE, 26,6% (ou 26,1%, segundo a FGV). O texto usa o par da mesma série: 13,7% oficial e 26,6% refeito por Simonsen.

Aqui os historiadores discordam.

Esse documento não tem link público.Usada em: Capítulo 1, 11

MEMORIAL

Fonte confirmada.

Os trabalhadores erguem a cabeça — Memorial da Democracia

O índice oficial de inflação de 1973 era o que reajustava os salários.

Esse era o índice que reajustava os salários dos trabalhadores.

https://memorialdademocracia.com.br/card/os-trabalhadores-erguem-a-cabeca

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 11

ALMEIDA1977

Fonte confirmada.

Desarrollo capitalista y acción sindical — Maria Hermínia Tavares de Almeida, Revista Mexicana de Sociología, 1977-11

Em agosto de 1977, membros do governo reconheceram o erro no cálculo do custo de vida de 1973, usado nos reajustes salariais.

en agosto de 1977, algunos miembros del gobierno reconocieron que hubo un error en el cálculo

https://revistamexicanadesociologia.unam.mx/index.php/rms/article/download/61800/54580/174795

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CPDOC-34

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Atlas Histórico do Brasil, verbete 3036 — FGV/CPDOC; Memorial da Democracia

O que mede o 34,1% dos metalúrgicos de São Bernardo e Diadema: o Memorial da Democracia fala em perda salarial acumulada até 1977; o FGV/CPDOC, em perdas de 1973-1974. O texto diz só "perda acumulada desde 1973", que as duas versões sustentam.

Aqui os historiadores discordam.

https://atlas.fgv.br/verbete/3036

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OLIVEIRA-RCT

Fonte confirmada.

Greves no Brasil, de 1978 a 2018 — C. R. Oliveira, Revista Ciências do Trabalho n. 15, DIEESE/ABET

A Folha de S.Paulo divulgou em 31/7/1977 o relatório do Banco Mundial sobre a inflação de 1973; a campanha de reposição levou às greves de 1978; na sexta-feira 12/5/1978, às 7h, cerca de 3 mil metalúrgicos da Scania pararam; greves: 112 em 1978, 430 em 1979 e 408 em 1984; a Lei 6.708, de novembro de 1979, foi aprovada, na leitura do DIEESE, pra conter a onda de greves.

Isso acendeu o pavio da mobilização dos trabalhadores a partir do segundo semestre de 1977, culminando nas greves de 1978.

https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/download/233/pdf/702

Abrir o documento (abre em outra aba) Usada em: Capítulo 1, 11, 12, 13

DEZ-ANOS

Fonte disputada: os historiadores discordam.

A primeira greve em dez anos — C. R. Oliveira (DIEESE); Comissão Nacional da Verdade (dados de Kenneth Erickson)

Se a Scania foi a primeira greve em dez anos: o DIEESE fala em "a primeira greve no Brasil em 10 anos", contando das greves de Contagem e Osasco, em 1968; a Comissão Nacional da Verdade registra 12 greves em 1970. O texto diz a primeira greve grande em dez anos.

Aqui os historiadores discordam.

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FPA

Fonte confirmada.

Antecedentes — Fundação Perseu Abramo

Em 1977, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema lançou a campanha pela reposição salarial, outros sindicatos aderiram, e a campanha foi derrotada.

https://fpabramo.org.br/antecedentes/

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CONGRESSOEMFOCO-1980

Fonte confirmada.

Greve histórica de metalúrgicos completa 45 anos neste 1º de maio — Congresso em Foco, 2025-05-01

A greve dos metalúrgicos do ABC em 1980 durou 41 dias, com assembleias no estádio de Vila Euclides; houve intervenção no sindicato e a diretoria foi presa em 19/4/1980; cerca de 100 mil pessoas foram às ruas em São Bernardo no 1º de maio; a greve não conquistou as reivindicações principais.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/108137/greve-historica-de-metalurgicos-completa-45-anos-neste-1-de-maio

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PODER360-2016

Fonte confirmada.

Há 5 anos, Câmara abria impeachment de Dilma e Bolsonaro louvava Ustra — Poder360, 2021-04-17

Em 17/4/2016, na votação da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, o deputado Jair Bolsonaro disse "Perderam em 64, perderam agora em 2016" e dedicou o voto à memória de Ustra.

Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff

https://www.poder360.com.br/governo/ha-5-anos-camara-abria-impeachment-de-dilma-e-bolsonaro-louvava-ustra/

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CONGRESSOEMFOCO-VOTOS

Fonte confirmada.

Relembre votos que marcaram o impeachment de Dilma (íntegra dos votos) — Congresso em Foco

Íntegra do voto de Jair Bolsonaro em 17/4/2016.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/117872/bolsonaro-a-glauber-relembre-votos-que-marcaram-impeachment-de-dilma

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IHU2012

Fonte confirmada.

Justiça reconhece Ustra como torturador — IHU/Unisinos, 2012-08-15

Ustra comandou o DOI-CODI do II Exército de 29/9/1970 a 23/1/1974; na ação da família Teles, a Justiça de São Paulo o declarou torturador em 2008, e o TJ-SP manteve a decisão por unanimidade em 14/8/2012, a primeira vez que um colegiado reconheceu a responsabilidade de um agente da ditadura.

https://ihu.unisinos.br/noticias/512464-justica-reconhece-ustra-como-torturador

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JB2012

Fonte confirmada.

TJ-SP mantém decisão que reconhece coronel Ustra como torturador — Jornal do Brasil, 2012-08-14

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que declarou Ustra torturador.

https://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/08/14/amp/tj-sp-mantem-decisao-que-reconhece-coronel-ustra-como-torturador.html

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BLOOMBERG-STF

Fonte confirmada.

Bolsonaro é condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar golpe de Estado — Bloomberg Línea, 2025-09-11

Em 11/9/2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro, por 4 a 1, a 27 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

https://www.bloomberglinea.com.br/brasil/bolsonaro-e-condenado-a-27-anos-e-tres-meses-de-prisao-por-tramar-golpe-de-estado/

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ALMAPRETA-STF

Fonte confirmada.

Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF por golpe de Estado e outros crimes — Alma Preta, 2025-09

A condenação de Jair Bolsonaro pelo STF por golpe de Estado e outros crimes, pela trama pra impedir a posse depois da derrota na eleição de 2022.

https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/bolsonaro-e-condenado-a-27-anos-e-3-meses-de-prisao-pelo-stf-por-golpe-de-estado-e-outros-crimes/

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INFOMONEY2026

Fonte confirmada.

MPF investiga empresas suspeitas de colaborar com a repressão na ditadura — InfoMoney (procurador Marlon Weichert), 2026-05-26

Em maio de 2026, o MPF disse investigar 13 empresas suspeitas de colaboração com a repressão (tortura, vigilância, listas negras).

https://www.infomoney.com.br/?p=3347936

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Linha do tempo

  1. 1964-06-01

    A Lei 4.330, a lei antigreve, põe a greve quase fora do alcance dos sindicatos.

  2. 1965-07-13

    A Lei 4.725 tira o reajuste da negociação e o transforma numa conta do governo.

  3. 1966-09-13

    A Lei 5.107 cria o FGTS, desenhado pra facilitar a demissão.

  4. 1968-06-12

    A Lei 5.451 manda corrigir o reajuste pela inflação verificada.

  5. 1976-01-17

    Manoel Fiel Filho morre no DOI-CODI de São Paulo, um dia depois de preso.

  6. 1977-07-31

    A Folha de S.Paulo publica o relatório do Banco Mundial sobre a inflação de 1973.

  7. 1978-05-12

    Uns 3 mil metalúrgicos da Scania batem o cartão e não ligam as máquinas.

  8. 1979-10-30

    Santo Dias da Silva é morto pela PM num piquete na porta da Sylvania.

  9. 1979-11-01

    Começa a valer a Lei 6.708: reajuste automático de seis em seis meses.

  10. 1980-04-19

    Na greve de 41 dias do ABC, a diretoria do sindicato de São Bernardo é presa.

  11. 2016-04-17

    Jair Bolsonaro dedica o voto do impeachment à memória do coronel Ustra.

  12. 2025-09-11

    O STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado e outros crimes.

Créditos

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Fachada do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, foto em preto e branco da década de 1980 (TVT) — WebTV Sinttel-Rio / TVT · CC BY 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Máquinas industriais antigas num galpão de oficina — Cemrecan Yurtman · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Metalúrgicos em greve lotam o estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no fim dos anos 1970 (foto de arquivo, plano geral da multidão) — Memórias Reveladas / Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Caminhão Scania 111S 1979 fabricado no Brasil — Túllio F · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Galpão de uma fábrica de máquinas ao lado de uma avenida em São Paulo, 1974 (foto de acervo, não é o ABC) — roger4336, via Flickr · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Viatura da polícia e moradores numa rua de terra, Vila Prudente, São Paulo, 1978 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Esplanada dos Ministérios e Congresso Nacional, Brasília, em filme da Agência Nacional de 1976 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mão aplicando um carimbo sobre uma embalagem — Anna Tarazevich · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Impressora rotativa de papel em funcionamento — Everett Bumstead · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Moeda brasileira de 1 cruzeiro, 1975, reverso — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Tanques do Exército diante do edifício da Central do Brasil, Rio de Janeiro, abril de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fuscas e outros carros numa rodovia de pista dupla em Guarulhos, 12 de julho de 1975 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Construção da Ponte Rio-Niterói, 10 de maio de 1971 (Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Feijão numa tigela, em close — MART PRODUCTION · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Pesagem de mercadoria numa balança em banca de mercado — Özgür Sürmeli · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Grãos de arroz em close — Artem Podrez · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Interior do Mercado Municipal de Pinheiros, São Paulo, março de 1979 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mão anotando em uma folha de papel — cottonbro studio, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Ponteiros de um relógio girando em time-lapse — Kmeel.com Videos · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Prato de comida em close — Ricky Esquivel · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Avenida Nove de Julho, São Paulo, abril de 1974 — Roger Wollstadt · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Mão apertando um parafuso com uma ferramenta, em close — Bob Houghton · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Juiz batendo um martelo sobre a mesa — pickarick, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Costa e Silva e seus ministros no dia da posse, 15 de março de 1967 (Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mão assinando um documento — Tima Miroshnichenko · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Coluna de blindados em marcha, abril de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Prédio do Sindicato dos Metalúrgicos com trabalhadores nas janelas e bandeiras, março de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Sede do Sindicato dos Metalúrgicos depredada depois do golpe, abril de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Página 60 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, capítulo sobre os trabalhadores — Texto oficial · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Lei 12.528, de 18 de novembro de 2011, que cria a Comissão Nacional da Verdade — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Equipamentos da sede do Sindicato dos Operários Navais, ocupada por militares em Niterói, abril de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Cédula caindo numa urna de votação — Edmond Dantès · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Pessoa datilografando uma carta numa máquina de escrever — KoolShooters · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Torre de transmissão de energia elétrica — Edie Reed · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Nuvens sobre uma fábrica — David Martin · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Lei 5.107, de 13 de setembro de 1966, que cria o FGTS — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de Roberto de Oliveira Campos, 1961 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mãos manuseando tijolos — Elements Interactive · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Castelo Branco e seus ministros, 1964 (Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Avenida marginal ao lado de uma fábrica de máquinas em São Paulo, 1974 (foto de acervo, não é o ABC) — roger4336, via Flickr · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Homem abrindo e fechando gavetas de um armário — Artem Podrez · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Página 66 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, com o depoimento do ex-representante da Sulzer — Texto oficial · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Grade fechada de uma estação, com pessoas do lado de fora, durante a greve da Leopoldina, março de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Página 72 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, com o depoimento de Lúcio Bellentani — Texto oficial · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Homem martelando uma peça de metal — utopia 36, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Manoel Fiel Filho, ficha da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo — Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva" · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Prensa hidráulica pressionando chapas de metal — aksinfo7 universe, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Ernesto Geisel em audiência no Palácio, Brasília, 26 de novembro de 1976 (Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Visitantes percorrendo o interior de uma fábrica de grande porte, São Paulo, 1971 (Arquivo Público do Estado de São Paulo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Estrutura em construção com andaimes, obra do metrô de São Paulo, maio de 1973 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Familiares com flores num enterro sob guarda-chuvas, Rio de Janeiro, dezembro de 1964 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Página 70 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, volume II, sobre os acidentes de trabalho — Texto oficial · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Capa do Estudo sobre Acidentes de Trabalho no Brasil, relatório final, Ipea, 1980 — Documento institucional do Ipea · Documento institucional do Ipea, repositório público ver origem (abre em outra aba)
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Vista aérea da cidade de São Paulo, janeiro de 1974 — Roger Wollstadt · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Ônibus no Terminal Rodoviário Jabaquara, São Paulo, 1977 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, em cerimônia em novembro de 1972 (Arquivo Público do Estado de São Paulo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Ônibus urbano em São Paulo, janeiro de 1974 — roger4336, via Flickr · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Visita ao Hospital Municipal Maternidade-Escola Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo, 1972 (Arquivo Público do Estado de São Paulo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mãe acariciando o filho que dorme num berço — Pavel Danilyuk · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Página da entrevista de Albert Fishlow à revista Economia Aplicada, 2003 — Artigo em acesso aberto · Artigo em acesso aberto, Economia Aplicada ver origem (abre em outra aba)
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Delfim Netto em reunião, 1970 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Gravador de fita de rolo girando — cottonbro studio, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Carros novos transportados num vagão de trem, Rede Ferroviária Federal, 1970 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Mário Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, 1974 (Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Lei 5.451, de 12 de junho de 1968, texto no Planalto — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Homem escrevendo num quadro-negro — Yan Krukau · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Paulo numa redação, 1974 — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fósforo queimando em close — Tima Miroshnichenko · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Fileira de dominós caindo — cottonbro studio, via Pexels · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Cortejo do enterro de Santo Dias da Silva, morto pela Polícia Militar em 30 de outubro de 1979, em São Paulo, com faixas contra a ditadura — Memórias Reveladas / Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Lei 6.708, de 30 de outubro de 1979, que cria a correção semestral dos salários — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Vista aérea de Santo André, ABC paulista, 2008 — Vitor Mazuco · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Relógio de ponto mecânico para fábricas e escritórios, modelo LM Ericsson da década de 1950 — Peter Häll · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Folha de rosto do Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, volume II, Textos Temáticos (dezembro de 2014) — Comissão Nacional da Verdade · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Relógio de ponto Simplex Time Recorder, modelo KCF14L4, sobre uma mesa — Jonathan Mauer · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Lei 4.725, de 13 de julho de 1965, primeira página (Câmara dos Deputados) — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Lei 4.330, de 1º de junho de 1964, que regula o direito de greve (Planalto) — Texto oficial de lei · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Operários numa fundição, um deles despejando metal fundido numa forma, 1938 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operário diante de uma máquina de fiação numa fábrica têxtil em Belém, filme da Agência Nacional de 1975 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Funcionária consultando um livro de registros ao lado de um fichário de gavetas, 20 de janeiro de 1957 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Casas de madeira numa favela de São Paulo, janeiro de 1974 — roger4336, via Flickr · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Casas na encosta de um bairro de São Paulo, janeiro de 1974 — roger4336, via Flickr · CC BY-SA 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Passageiros esperando o trem na plataforma da Estação São Bento do metrô, São Paulo, segunda metade da década de 1970 (Arquivo Público do Estado de São Paulo) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Operárias numa linha de montagem de placas eletrônicas, Zona Franca de Manaus, filme da Agência Nacional de 1975 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Homem esperando num ponto de ônibus à noite — MART PRODUCTION · Licença Pexels ver origem (abre em outra aba)
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Homens reunidos em torno de uma mesa com papéis numa sala, 23 de junho de 1971 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Linha de produção numa fábrica de eletrodomésticos em Joinville, filme da Agência Nacional de 1975 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Bobinas de aço numa laminação, 21 de fevereiro de 1969 (Correio da Manhã, Arquivo Nacional) — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fila de pessoas num corredor de posto de saúde, filmete institucional da Agência Nacional sobre assistência à população de baixa renda, 1972 — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Assembleia de metalúrgicos num estádio de futebol lotado, plano geral da arquibancada (documentário «ABC da Greve», 1979); usado como ilustração de 7 s sob narração — Trecho curto de documentário · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Usado como ilustração de 6 s sob narração — Trecho curto de documentário · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Operários de capacete sob faixa «Direito à greve» (documentário «Braços Cruzados, Máquinas Paradas», 1979); usado como ilustração de 7 s sob narração — Trecho curto de documentário · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Letreiro da fábrica Sylvania, onde Santo Dias foi morto em 1979 (documentário «Santo e Jesus, Metalúrgicos», 1984); usado como ilustração de 4 s sob narração — Trecho curto de documentário · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Mãos escolhendo tomates numa banca com etiqueta de preço, campanha da Agência Nacional de 1977 (Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Lançamento do livro «O Milagre Brasileiro», em 1972, com a presença dos ministros Delfim Netto, Costa Cavalcanti e Reis Velloso (cinejornal Brasil Hoje n. 15, Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fila de estudantes servindo o prato numa merenda escolar, 1977 (Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Compradores diante das bancas de um mercado abastecedor, 1973 (cinejornal da Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Trabalhadores e trabalhadoras em retratos de campanha sobre o PIS-Pasep, 1976 (Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Corte de aço na siderurgia, cinejornal Brasil Hoje n. 66 (1974, Agência Nacional, Arquivo Nacional) — Arquivo Nacional · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Fachada do 36º Distrito Policial, na rua Tutóia, em São Paulo, prédio onde funcionou o DOI-Codi (foto de 2009) — FrancisW · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Retrato de Santo Dias da Silva, arquivo da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo — Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva" · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Mesa e plenário da Câmara dos Deputados na sessão de votação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, abril de 2016 (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) — Marcelo Camargo/Agência Brasil · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Deputado Jair Bolsonaro ao microfone na votação do impeachment de Dilma Rousseff, plenário da Câmara, 17/04/2016 (imagens da TV Câmara, reportagem do Poder360); usado como ilustração de 7 s sob narração, áudio original descartado, porque o vídeo é o próprio objeto da análise — TV Câmara (reportagem do Poder360) · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Deputado Jair Bolsonaro ao microfone no Conselho de Ética da Câmara, 9 de novembro de 2016, na sessão que rejeitou processo contra ele por elogiar Brilhante Ustra (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) — Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, maio de 2013 (foto: Wilson Dias/Agência Brasil) — Wilson Dias/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Comunicado do TJSP, de agosto de 2012, sobre o acórdão que confirmou o reconhecimento do coronel Brilhante Ustra como torturador (Apelação 0347718-08.2009.8.26.0000, julgada em 14/08/2012) — Tribunal de Justiça de São Paulo · Comunicado oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo ver origem (abre em outra aba)
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Fachada principal do Palácio da Justiça, sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (foto de 2016, Catherine Gaspar) — Catherine Gaspar · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília (foto de 2025, Agência Senado) — Agência Senado · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Ministro Cristiano Zanin na bancada da Primeira Turma durante o julgamento da Ação Penal 2668, 11 de setembro de 2025 (foto: Antonio Augusto/STF) — Antonio Augusto/STF · Uso livre com crédito ao autor e à fonte ver origem (abre em outra aba)
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Ministra Cármen Lúcia vota no julgamento da Ação Penal 2668 na Primeira Turma, 11 de setembro de 2025 (foto: Victor Piemonte/STF) — Victor Piemonte/STF · Uso livre com crédito ao autor e à fonte ver origem (abre em outra aba)
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Manifestantes ocupam o plenário da Câmara dos Deputados pedindo intervenção militar, 16 de novembro de 2016 (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) — Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Manifestantes gritam no plenário da Câmara dos Deputados em ato que pedia intervenção militar, 16 de novembro de 2016 (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) — Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR ver origem (abre em outra aba)
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Sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (foto de 2025) — Marcos Elias de Oliveira Júnior · CC0 ver origem (abre em outra aba)
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Bandeiras das centrais sindicais no ato do 1º de Maio de 2017, avenida Paulista, em São Paulo (foto: CTB) — CTB · CC BY 2.0 ver origem (abre em outra aba)
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Notas taquigráficas da sessão de 17 de abril de 2016, Câmara dos Deputados: voto do deputado Jair Bolsonaro — Documento oficial da Câmara dos Deputados · Documento oficial da Câmara dos Deputados ver origem (abre em outra aba)
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Arquivo Nacional, fundo Agência Nacional (acervo público), canal oficial do Arquivo Nacional — «Sistema financeiro da habitação (1976)»: obra de casas populares em conjunto habitacional — Agência Nacional (Arquivo Nacional) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Vista aérea de conjunto habitacional da Cohab em Carapicuíba, década de 1970 (EMURB) — EMURB/Arquivo Público do Estado de SP · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Rostos de trabalhadores rurais de chapéu e lenço, anos 1970 (documentário «Boias Frias») — «Boias Frias» · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Arquivo Nacional, fundo Agência Nacional (acervo público), canal oficial do Arquivo Nacional — «INPS (1974)»: fila no balcão de abertura de prontuários — Agência Nacional (Arquivo Nacional) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Arquivo Nacional, fundo Agência Nacional (acervo público), canal oficial do Arquivo Nacional — «Casas populares (1976)»: menino fazendo lição numa sala com televisão — Agência Nacional (Arquivo Nacional) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Trabalhadores rurais de chapéu reunidos ao amanhecer entre canaviais, anos 1980 — Museu do Trabalhador do Campo · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Multidão de trabalhadores de braços erguidos num estádio (documentário «A Luta do Povo») — Renato Tapajós · Todos os direitos reservados ao titular ver origem (abre em outra aba)
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Roberto Campos, ministro do Planejamento (1964-1967), ao microfone — Wikimedia Commons · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Prédio da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (foto: Marcelo Gerbelli, 2018) — Marcelo Gerbelli · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Sindicalistas em assembleia da Greve Geral de 1978, em São Paulo (Projeto Memória OSM-SP) — Projeto Memória OSM-SP · CC BY-SA 3.0 ver origem (abre em outra aba)
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Samba batucada (ensaio de bateria) — reinsamba, via Freesound · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Bella ciao, cancao tradicional italiana — Orquestra Representativa da Guarda Sérvia (gravação de Tinkes) · CC BY-SA 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Quarteto 2, Noturno — Borodin · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Beethoven, Abertura Egmont, Op. 84 — Czech National Symphony Orchestra · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Peer Gynt, A Morte de Aase — Grieg · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Holst, Os Planetas Op. 32 — I. Marte, o Portador da Guerra — Skidmore College Orchestra (Musopen) · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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At Launch — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Dark Times — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Enter the Maze — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Mary Celeste — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Stay the Course — Kevin MacLeod · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Sinfonia 40, I — Mozart · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Sinfonia 40, II — Mozart · Domínio público ver origem (abre em outra aba)
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Southside — Lee Rosevere · CC BY 4.0 ver origem (abre em outra aba)
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Meditação sobre o Coral de São Venceslau — Suk · Domínio público ver origem (abre em outra aba)

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