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Fio Vermelho

Voto secreto, patrão de olho: quando o emprego vira coleira na urna

Por Fio Vermelho ·

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Depois do segundo turno, a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro, Índia Armelau (PL), dona de 248.504 votos, publicou um recado pro dono de empresa: "EMPRESÁRIO, OLHA A REDE SOCIAL DO TEU FUNCIONÁRIO AI E CONFERE SE ELE FEZ “L”." E completou: "ACHO QUE NÃO FAZ SENTIDO NENHUM MANTER NA TUA EMPRESA QUEM ODEIA EMPRESÁRIOS." Na segunda-feira, 26 de outubro, um dia depois da reeleição de Lula, o Ministério Público do Trabalho recebeu 140 denúncias de assédio eleitoral. Em média, quase seis por hora.

Lê de novo o recado pensando no teu emprego. O voto é secreto: ninguém entra na cabine com você. O que o post propõe é entrar pela porta dos fundos, pelo teu celular, e cobrar a conta onde você não tem como se defender: no salário que paga o aluguel e o mercado do mês. A cabine continua fechada; quem vigia agora é quem assina o teu contracheque. O patrão nem precisa ver o teu voto. Basta você saber que ele pode querer ver. É assim que o emprego vira coleira na urna.

Armelau diz que repostou outra pessoa, que o texto "não expressa qualquer orientação sobre contratações ou demissões" e que apagou depois de ser "mal interpretado". O MPT leu o que estava escrito e a processou em 27 de outubro, pedindo R$ 500 mil: para a procuradora Fernanda Barbosa Diniz, o post foi feito "com claro intuito de penalizar trabalhadores por terem exercido direito à liberdade do voto e à cidadania". No mesmo dia, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca deu liminar, em parte: ela fica proibida de incentivar patrão a discriminar, demitir ou perseguir trabalhador por convicção política e tem 48 horas pra remover as publicações, sob multa diária de R$ 5 mil. Os R$ 500 mil ainda dependem de sentença (a notícia conta o processo (abre em outra aba)).

"Demita o mal"

Jessica Ramos Moreno, a Jessicão, vereadora de Londrina eleita deputada estadual pelo PL do Paraná, foi mais direta no X: "A porcaria do voto dele prejudica o seu negócio, prejudica a sua família e prejudica toda a sua vida!". E fechou: "Demita o mal". O MPT do Paraná investiga.

Repara nas palavras. Quem votou diferente não é adversário: é "o mal". Quem fez o L é "quem odeia empresários". Nesse dicionário, votar no próprio interesse vira ofensa pessoal ao patrão, e ofensa se pune. O teu voto deixa de ser teu e passa a ser um item da empresa, como o crachá e o uniforme.

Em agosto, numa inauguração da Havan em Caldas Novas (GO), o dono da rede, Luciano Hang, falou aos funcionários contra o fim da escala 6x1: "Vocês vão ter que arranjar outro emprego. UM subemprego!". Quem ouve isso ouve de quem paga o salário. O MPT entrou com ação em setembro e pede R$ 30 milhões de dano moral coletivo; não há notícia de sentença.

Quando quem manda veste farda, o recado é o mesmo. Em Barra do Corda (MA), o secretário municipal de Segurança, Antonio James Mota da Silva, sargento da PM, gravou áudios dizendo: "Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender". Foi afastado em 22 de outubro. E dentro de casa, onde trabalha a doméstica, o procurador Igor Sousa Gonçalves relata que "o empregador exige até o título de eleitor e informações sobre a zona eleitoral onde essa pessoa vai votar".

Onde termina a lista de inimigos

Discurso que transforma eleitor em "o mal" já tem endereço conhecido no Brasil. Em outubro de 2018, horas depois do primeiro turno, Mestre Moa do Katendê foi morto a facadas em Salvador depois de uma "discussão política-partidária" num bar; o assassino foi condenado a 22 anos e 1 mês. Em julho de 2022, Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do PT, foi morto a tiros na própria festa de 50 anos, em Foz do Iguaçu. Em fevereiro de 2025, o júri condenou Jorge Guaranho a 20 anos e reconheceu a divergência política como motivo fútil; um dia depois, o TJ-PR o mandou de volta para a prisão domiciliar.

O caso mais perto do teu dia a dia é o de Benedito Cardoso dos Santos, 44 anos, eleitor do Lula, morto em setembro de 2022 em Confresa (MT) depois de uma discussão política. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, o assassino era colega de trabalho dele. O condenado pegou 14 anos. Patrão que vigia rede social não é assassino. Mas esses casos mostram aonde vai dar a ideia de que quem votou diferente é inimigo a ser punido, e por que ela não pode passar de graça nem num post.

A lei já está do teu lado

Esse jogo tem regra, e a regra é contra eles. A Constituição diz que ninguém será privado de direitos por "convicção filosófica ou política". A Lei 9.029 proíbe discriminar no emprego: quem foi demitido por discriminação escolhe entre voltar com o período parado pago ou receber esse período em dobro. E, segundo o MPT, dá pra pedir dano moral à parte. Punir trabalhador por voto é ilegal.

E a regra já está sendo cobrada. No Rio, o presidente do Supermercado Zona Sul mandou aos funcionários, em 23 de outubro, uma carta que, pra Justiça, podia influenciar o voto; no dia seguinte, a Justiça do Trabalho mandou a empresa parar, com multa que podia chegar a R$ 500 mil por estabelecimento. Em São Paulo, uma concreteira foi condenada a R$ 1 milhão por ameaçar de demissão quem não votasse no candidato dela em 2022. E quem trabalha está denunciando: até o primeiro turno de 2026 foram 991 denúncias ao MPT, contra 85 no mesmo ponto de 2022, mais de 11 vezes. Denúncia não é caso provado, mas é gente que não aceitou calada. A nota do MPT resume: "Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez."

O processo contra Armelau tem número, 0101606-05.2026.5.01.0003, e já deu a primeira vitória: a liminar de 27 de outubro. O que tem que sair dali agora é tudo fora do ar no prazo de 48 horas, em todo perfil e aplicativo onde circulou, a multa cobrada a cada dia de atraso e, na sentença, a condenação nos R$ 500 mil, pra que mandar vigiar trabalhador saia caro. O MPT do Paraná tem a investigação de Jessicão na mão: o próximo passo é levar o caso à Justiça. E se o recado chegou no teu trabalho, o endereço é o canal de denúncia do teu estado em mpt.mp.br (abre em outra aba), com sigilo. "Não é necessário esperar pela demissão para denunciar." O salário paga o teu trabalho. Não compra o teu voto.

Por Fio Vermelho ·

Fontes

19 fontes · 18 confirmadas · 1 disputada

MPTRJ-ARM

Fonte confirmada.

MPT processa Índia Armelau em R$ 500 mil por assédio eleitoral — Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (PRT 1ª Região), 2026-10-27

O MPT processou a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) em 27/10/2026 pelo post que mandava o empresário conferir se o funcionário "fez L"; pede R$ 500 mil de dano moral coletivo, retirada do post, comunicado em 24 horas e multa de R$ 100 mil por obrigação descumprida (processo 0101606-05.2026.5.01.0003). No mesmo dia saiu liminar parcial (MPTRJ-LIM); o pedido de R$ 500 mil segue sem sentença.

com claro intuito de penalizar trabalhadores por terem exercido direito à liberdade do voto e à cidadania

https://www.prt1.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-rj/3082-mpt-processa-india-armelau-em-r-500-mil-por-assedio-eleitoral

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MPTRJ-LIM

Fonte confirmada.

Justiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissões por escolhas políticas — Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (PRT 1ª Região), 2026-10-27

Em 27/10/2026, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca atendeu parcialmente o pedido do MPT-RJ (processo 0101606-05.2026.5.01.0003): Índia Armelau deve se abster de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por convicção política e remover as publicações em 48 horas, sob multa diária de R$ 5 mil.

prazo de 48 horas para cumprimento da determinação

https://www.prt1.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-rj/3083-justica-do-trabalho-proibe-deputada-india-armelau-de-incentivar-demissoes-por-escolhas-politicas

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BDF-ARM

Fonte disputada: os historiadores discordam.

Deputada bolsonarista é investigada pelo MPT ao sugerir demissão de funcionários que apoiam Lula no Rio — Brasil de Fato (edição de Clívia Mesquita), 2026-10-27

O que o post quis dizer: o MPT diz que estimulou empregadores a punir quem votou no Lula; Índia Armelau diz que repostou um terceiro, que o texto não orienta demissão, que apagou depois de ser mal interpretado, que a ação fere a liberdade de expressão e que não foi notificada. Ela teve 248.504 votos.

não expressa qualquer orientação sobre contratações ou demissões

Aqui os historiadores discordam.

https://www.brasildefato.com.br/2026/10/27/deputada-bolsonarista-e-investigada-pelo-mpt-ao-sugerir-demissao-de-funcionarios-que-apoiam-lula-no-rio/

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MET-JES

Fonte confirmada.

Deputada eleita no PR sugere que eleitor demita empregado que votou em Lula — Metrópoles (Giovana Alves), 2026-10-26

Jessica Ramos Moreno, a Jessicão (PL-PR), vereadora de Londrina eleita deputada estadual, publicou no X que o patrão demita o empregado que votou em Lula.

A porcaria do voto dele prejudica o seu negócio, prejudica a sua família e prejudica toda a sua vida!

https://www.metropoles.com/brasil/deputada-eleita-no-pr-sugere-que-eleitor-demita-empregado-que-votou-em-lula

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MET-140

Fonte confirmada.

Um dia após a eleição, explodem denúncias de assédio eleitoral ao MPT — Metrópoles, coluna Grande Angular (Isadora Teixeira), 2026-10-26

O MPT recebeu 140 relatos de assédio eleitoral em 26/10/2026, um dia depois do 2º turno.

Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez.

https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/um-dia-apos-eleicao-explode-numero-de-denuncias-de-assedio-eleitoral-ao-mp

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RAD-HAVAN

Fonte confirmada.

MPT entra com ação contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral — Agência Brasil / Radioagência Nacional, 2026-09-18

O MPT processou a Havan e Luciano Hang pelo discurso aos funcionários, em agosto de 2026 em Caldas Novas (GO), contra o fim da 6x1, e pede R$ 30 milhões de dano moral coletivo. Sem sentença.

Vocês vão ter que arranjar outro emprego. UM subemprego!

https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/justica/audio/2026-09/mpt-entra-com-acao-contra-havan-e-luciano-hang-por-assedio-eleitoral

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ABR-DOM

Fonte confirmada.

Entidades estimulam domésticas a denunciar assédio eleitoral — Agência Brasil (Luiz Claudio Ferreira), 2026-10-23

Trabalhadoras domésticas são alvo de assédio eleitoral; a denúncia ao MPT pode ser feita também presencialmente, em qualquer procuradoria do Trabalho, com pedido de sigilo.

O empregador exige até o título de eleitor e informações sobre a zona eleitoral onde essa pessoa vai votar

https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/entidades-estimulam-domesticas-denunciar-assedio-eleitoral

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CC-BDC

Fonte confirmada.

Secretário de Segurança no MA é afastado após áudios em que pede prisão de eleitores de Lula — CartaCapital, 2026-10-23

Antonio James Mota da Silva, sargento da PM e secretário municipal de Segurança de Barra do Corda (MA), foi afastado em 22/10/2026 depois de áudios em que pedia prisão de petistas.

Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender

https://www.cartacapital.com.br/politica/secretario-de-seguranca-no-ma-e-afastado-apos-audios-em-que-pede-prisao-de-eleitores-de-lula/

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BN-MOA

Fonte confirmada.

Caso Moa do Katendê: júri condena Paulo Sérgio Ferreira a 22 anos e 1 mês de reclusão — Bahia Notícias, 2019-11-21

Moa do Katendê foi morto a facadas em Salvador na madrugada de 8/10/2018, depois de discussão política num bar; o autor foi condenado em 2019.

22 anos e 1 mês de reclusão

https://www.bahianoticias.com.br/noticia/241610-caso-moa-do-katende-juri-condena-paulo-sergio-ferreira-a-22-anos-e-1-mes-de-reclusao

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TJ-GUA

Fonte confirmada.

Jorge Guaranho é condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de tesoureiro do PT — SBT News, 2025-02-13

O júri de Curitiba condenou Jorge Guaranho a 20 anos pelo assassinato de Marcelo Arruda, com a divergência política reconhecida como motivo fútil.

https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/jorge-guaranho-e-condenado-a-20-anos-de-prisao-pelo-assassinato-de-tesoureiro-do-pt

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ABR-GUA

Fonte confirmada.

Justiça solta bolsonarista condenado por matar petista em 2022 — Agência Brasil, republicada pelo Portal de Prefeitura, 2025-02-15

Em 14/02/2025, um dia depois da condenação, o TJ-PR mandou Guaranho de volta para a prisão domiciliar.

Guaranho vai voltar para a prisão domiciliar e deverá usar tornozeleira eletrônica.

https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/justica-solta-bolsonarista-condenado-por-matar-petista-em-2022/589479/

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ACS-BEN

Fonte confirmada.

Bolsonarista que matou apoiador de Lula em MT é condenado a 14 anos de prisão — Folhapress, via Acessa.com, 2023-09-05

Rafael Silva de Oliveira foi condenado a 14 anos pelo assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, eleitor do Lula, em Confresa (MT), em setembro de 2022.

Os motivos são desfavoráveis, em razão da futilidade reconhecida pelos jurados.

https://www.acessa.com/politica/2023/09/amp/171801-bolsonarista-que-matou-apoiador-de-lula-em-mt-e-condenado-a-14-anos-de-prisao.html

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P360-BEN

Fonte confirmada.

Homicídio em Mato Grosso teve motivação política, diz MP-MT — Poder360, 2022-09-20

O MP-MT diz que o assassinato de Benedito Cardoso dos Santos teve motivação política e que a vítima era colega de trabalho do autor.

https://www.poder360.com.br/justica/homicidio-em-mato-grosso-teve-motivacao-politica-diz-mp-mt/

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CF

Fonte confirmada.

Constituição da República Federativa do Brasil (compilado) — Presidência da República (Planalto), 1988

Art. 5º, VIII protege a convicção política; art. 7º, XXIX dá até 2 anos depois do fim do contrato para entrar na Justiça do Trabalho.

ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

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L9029

Fonte confirmada.

Lei nº 9.029, de 13 de abril de 1995 — Presidência da República (Planalto), 1995-04-13

Proíbe prática discriminatória para acesso ou manutenção do emprego; quem foi demitido por discriminação escolhe entre reintegração com ressarcimento integral ou o dobro da remuneração do período de afastamento.

a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm

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MPTRJ-ZS

Fonte confirmada.

Justiça determina que Supermercado Zona Sul interrompa assédio eleitoral — Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, 2026-10-24

Depois da carta do presidente do Zona Sul aos funcionários em 23/10/2026, a juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco mandou a empresa parar em 24/10, com multa que podia chegar a R$ 500 mil por estabelecimento.

Caso a determinação não seja cumprida até as 23h59 do mesmo dia, a multa passa a ser de R$ 500 mil por estabelecimento.

https://www.prt1.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-rj/3080-justica-determina-que-supermercado-zona-sul-interrompa-assedio-eleitoral

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CJ-1MI

Fonte confirmada.

Empresa é condenada a pagar R$ 1 milhão por assédio eleitoral em 2022 — Conjur, 2024-08-28

A 72ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou uma concreteira a R$ 1 milhão de dano moral coletivo por ameaçar de demissão quem não votasse no candidato dela em 2022.

ameaças de desligamento caso não votassem no candidato de preferência da reclamada

https://www.conjur.com.br/2024-ago-28/empresa-e-condenada-a-pagar-r-1-milhao-por-assedio-eleitoral-em-2022/

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CUT-991

Fonte confirmada.

Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 991 denúncias de assédio eleitoral — Ministério Público do Trabalho, republicado pelo Portal CUT, 2026-10-06

Até o 1º turno de 2026 (4/10) o MPT recebeu 991 denúncias; no mesmo ponto de 2022 (30/9) eram 85.

Na eleição de 2022, até 30 de setembro, eram 85.

https://www.cut.org.br/noticias/ministerio-publico-do-trabalho-mpt-recebeu-991-denuncias-de-assedio-eleitoral-3939/

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CEF-COMO

Fonte confirmada.

Demissão por voto nas eleições é ilegal; saiba como denunciar — Congresso em Foco, 2026-10-27

O MPT do Paraná investiga a deputada eleita Jessicão; a orientação do MPT é denunciar pelo canal do estado em mpt.mp.br, guardar mensagens, áudios, vídeos, prints, datas e testemunhas; quem foi demitido pode pedir reintegração ou o dobro, além de dano moral.

Não é necessário esperar pela demissão para denunciar.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/129240/demissao-por-voto-nas-eleicoes-e-crime-saiba-como-denunciar

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